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domingo, 27 de julho de 2014

À Atenção do ICNF.

Este belo Plátano, que é um rebento do Plátano de Hipócrates - à sombra do qual o pai da Medicina dava consultas na ilha de Cós - foi oferecido a Lisboa por Paulo, Rei da Grécia, é das 7 árvores classificadas do Jardim

aquela que mais perto vai ficar do parque automóvel subterrâneo, caso a construção deste venha a obter autorização de quem nunca a deverá dar
Este Plátano, classificado, verá as suas raízes cortadas pelas paredes do parque que se situarão a menos de dois metros do seu tronco.
Que saibamos o ICNF, cujos pareceres são necessários e vinculativos para qualquer obra ou alteração que se realize dentro da zona de protecção de uma árvore classificada, não tem ainda conhecimento oficial do projecto do parque subterrâneo.
Será que, como aconteceu durante a intervenção de 2009, a AFN - anterior designação do actual ICNF - que de nada tinha sido informada pela CML, voltará agora a ser a última Autoridade a saber do projecto do parque?
À Atenção do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Autoridade Florestal Nacional afirma que era necessário um parecer prévio.













Saiu no DN de hoje dia 30 de Abril, ver acima ou aqui, um importante artigo da autoria da jornalista Fátima Almeida, onde se pode ler, entre outras informações, que a AFN reconhece publicamente que a CML teria de lhe ter solicitado um parecer prévio sobre as obras que pretendia levar a cabo no Jardim do Príncipe Real. Parecer  que a CML achou desnecessário requerer. A AFN só a 2 de Dezembro, a seguir ao polémico abate indiscriminado das árvores do alinhamento e de 9 árvores no interior do Jardim,  é que passa a intervir no Jardim. 

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pequenas podas?




Como se pode ler no Fax enviado pela AFN à CML, a AFN autoriza o empreiteiro, entre outras acções, a efectuar 'pequena cirurgia de ramos secos e de alguns ramos delgados, mal orientados em todo o arvoredo do jardim'.

Na realidade a autorizada 'pequena cirurgia de ramos secos e de alguns ramos delgados' concretizou-se num enorme desbaste em praticamente todas as árvores e arbustos do jardim, ficando o jardim ainda mais transparente e menos sombrio.

As fotos acima ilustram essa 'pequena cirurgia' de ramos secos e delgados 'mal orientados' na única Taxus baccata existente no jardim.


sexta-feira, 26 de março de 2010

A AFN, a CML e o abate de árvores.




Segundo se depreende do texto do Fax enviado pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) em 8 de Fev. de 2010 à CML, ver imagem anexa ou reprodução em formato pdf aqui, a AFN aprova o abate dos dois choupos designados por P2 e P3 na 2ª informação nº 441 do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida (LPVVA) de 5 de Janeiro, por concorrerem com uma das Ficus macrophylla. Ora a CML abateu não só esses dois choupos como também o P1 e o P4, não tendo sido esse abate expressamente autorizado pela AFN como manda a lei, visto essas árvores se encontrarem dentro do raio de respeito das árvores classificadas. O facto do LPVVA ter aconselhado o abate dos Populus x canadensis P1, P2 e P4 não dispensava a CML de requerer autorização à AFN para o abate da P1 e da P4. Esta omissão está na origem da informação à população, emitida pela Junta da Freguesia das Mercês, na qual só se referem as três árvores referenciadas como de 'perigosidade alta' pelo LPVVA.
Mais uma vez se verifica a falta de cuidado dos serviços responsáveis da CML por esta intervenção em todo este processo.
Mas a própria AFN merece ser criticada na medida em que, sabendo nós que ela só tem acompanhado as intervenções no coberto vegetal do Jardim a partir 2 de Dezembro de 2009, após o abate das 40 árvores de alinhamento e das 9 no interior do Jardim, dá a entender no primeiro parágrafo 'No seguimento das obras de reabilitação do Jardim do Príncipe Real a decorrer, as quais tem tido por parte da Autoridade Florestal Nacional devido acompanhamento técnico, informo ...' que terão acompanhado a intervenção desde o início, o que não se verificou, como é notório e sabido.
Ainda mais se estranha que a AFN se desobrigue de acompanhar a par e passo os trabalhos de poda que recomenda - a propósito, abater árvores também se inclui nestes trabalhos de poda? - porque a empresa que vai realizar esses trabalhos lhe merece confiança, se estranha também que a AFN mande abater essas duas árvores por concorrerem com a figueira classificada, mas permita a plantação de dois lódãos no exacto local dessas duas abatidas. Será que os lódãos não vão crescer e entrar eles também em concorrência com a figueira? Ou será que daqui a 15/20 anos serão também abatidos?