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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Os malefícios estão à vista.


Os meticulosos técnicos que marcaram as 50 árvores do jardim para abate por estarem todas doentes não acharam que este grande lódão merecesse tal sorte

O grande lódão bastardo, situado em frente ao palacete Ribeiro da Cunha, antes das obras.

 O grande lódão bastardo, antes das obras. Imagem do Google Street View .

 Mas entretanto decorreram as estouvadas e descuidadas obras no jardim que, não contentes de operarem em terrenos encharcados - o inverno de 2009-2010 foi muito chuvoso, lembram-se? - com máquinas de grande porte e peso:
fizeram gracinhas como estas:
 Roço aberto rente ao Lódão Bastardo.

 de abrir profundos roços junto às árvores cortando as suas ráizes.

Os resultados começam a estar à vista. O forte e grande  lódão bastardo que, voltamos a repetir, tinha sido dado como de boa saúde há pouco mais de um ano, apresenta agora uma racha no seu tronco:


Solução da CML para o caso: abate, pela certa.

Nós porém achamos que o jardim já sofreu tanto, já está tão despido, que não aguenta mais este abate.

Senhores carrascos, pensem noutra solução, que com certeza as há. O jardim vos agradecerá.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Morte às árvores?



No centenário Liceu de Passos Manuel, aqui mesmo na freguesia das Mercês, as obras de remodelação limparam qualquer sinal de arbusto, erva ou flor, cortaram umas quantas árvores (número incerto) e estrangularam outras, fazendo-lhes uma coleira de pedra muito justinha ao pescoço, a ver se elas asfixiam de sede, como se está a ver por aquela ali em segundo plano que já sucumbiu...

Isto não dá vontade de chorar?


Não há por aí uma picareta iluminada que abra um canteiro de rega?





sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Faz falta

Contrariamente ao prometido continuam por repor as árvores abatidas no interior do jardim, como aqui já se deu nota.
Uma das árvores que mais falta faz ser reposta é a figueira que existia junto à estátua a França Borges, no canto NE do Jardim.
Esta figueira foi abatida poucos dias antes da inauguração, não estando sequer o seu abate contemplado no plano de abates do projecto de 'requalificação'. Apesar de ser uma das poucas árvores que estava efectivamente morta não tinha sido incluída no rol dos abates das árvores 'doentes'. Terá sido por isso que acabou também por ser abatida, para não dar azo à chacota de, depois de tanto abate, terem deixado de pé a única árvore que estava efectivamente morta.

A Figueira junto à estátua a França Borges, antes do abate.
e já abatida.

Porque é que é importante plantar uma nova árvore no local onde estava esta figueira? Porque esta figueira fazia parte de uma 2ª linha de árvores (quase) de alinhamento na orla do jardim mas já no seu interior. Além disso, como se pode ver no croqui anexo, demarcava e servia de guarda a uma das principais entradas para o jardim:


O jardim sem uma árvore frondosa nessa localização fica demasiado devassado:


Vista actual da entrada do Jardim pelo canto NE (vista da Rua D. Pedro V). Na pequena imagem superior observa-se a mesma vista mas ainda com a figueira, antes do seu abate.

É claro que as árvores de alinhamento quando crescerem (quando?) irão disfarçar um pouco o 'buraco' deixado pela figueira. Mas não o suficiente, pois o espaçamento entre elas é demasiado grande para preencher esse vazio.

Assim solicita-se que a CML, conforme prometido, reponha as árvores abatidas no interior do jardim e em particular esta que tanta falta faz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Deficit.

O nosso jardim, para não destoar do que se passa com o nosso pobre país, também tem vários deficits. O que hoje vamos aqui retratar é o deficit do arvoredo do interior do jardim:


(Clicar na imagem para aumentar)

Além das 6 robínias, à volta do lago, foram abatidas mais 4 árvores - a última das quais, a figueira do canto NE, não estava sequer marcada para abate no plano aprovado - totalizando 10 árvores.


Figueira abatida poucos dias antes da inauguração. Esta árvore não estava no plano de abates.

Contrariamente ao propalado pelo responsável pelos espaços verdes da cidade, que todas as árvores abatidas no interior do jardim seriam substítuidas por outras da mesma espécie*, foram plantados 4 liquidambares à volta do lago, sendo que dois deles estão mortos e bem mortos e um luta desesperadamente pela vida, e replantada um tília que entretanto morreu e viu o seu cadáver já retirado do jardim.

Aqui estava a tília nado-morta.

Um dos liquidambares mortos.

O outro ...

...e o que tenta sobreviver.

Temos assim um deficit de 8,5 árvores no interior do jardim.

A somar a estas falhas há ainda que considerar a morte do ulmeiro na orla Norte e, na ex-zona verde a poente do jardim, a morte e retirada da pequena palmeira.

Seria bom que os responsáveis do Jardim, inspirando-se no objectivo do governo, reduzissem este deficit vegetal do jardim o mais depressa possível.

* Lembram-se? As robínias iam ser substituídas por outras robínias, ao arrepio da lei.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mais uma que estava inclinada.

Há umas semanas atrás quem frequenta o jardim das Amoreiras e/ou o museu Vieira da Silva/Arpad Szenes, deparou-se com mais este corte, mesmo em frente ao museu :


Qual a razão que leva os serviços da Câmara Municipal de Lisboa a estes constantes abates?
A árvore estava doente? Não, obviamente. Apresentava perigo de queda iminente? Não, obviamente.
Então porque a cortaram? Porque cresceu mal!
Cresceu inclinada, coitada. E embora a inclinação se apresentasse para o lado de dentro, para o lado da relva, nunca se sabe, e quem tem cu tem medo, e mais vale prevenir do que remediar, e, pelo sim pelo não, mais vale cortar.

Foto antes do corte (fonte: Google Street view).

Felizmente noutras paragens não se segue a 'escola' de Lisboa:

Árvore super inclinada no parque do palácio de Charlottenburg, Berlim.

A árvore nas fotos supra - e não é a única neste parque a apresentar forte inclinação - está assim há largos anos, que eu possa testemunhar.
O jardim e parque foi alvo de uma recuperação recente - como se pode ver pelo novo piso - mas os temerosos técnicos do parque não consideraram ser de cortar esta e outras árvores com inclinações semelhantes. Porquê? Não receiam por em perigo a vida de pessoas e animais? Com certeza que sim, que esse perigo foi avaliado. E avaliar não é olhar para ela, é verificar, quantificar o perigo de ruptura mecânica segundo normas e procedimentos próprios.
Ora a questão que se tem de colocar aos nossos reputados técnicos camarários é se avaliaram o perigo de queda da árvore na praça das Amoreiras. Ou se se limitaram a olhar para ela e disseram: está um bocado inclinada, pelo sim pelo não o melhor é cortá-la.

sábado, 2 de outubro de 2010

Lá não como cá.

Stuttgart 21 é um projecto que consiste na demolição da antiga estação central dos caminhos de ferro de Estugarda para dar lugar a uma nova e moderníssima estação. Este projecto tem contado com um forte movimento de opinião contra por várias razões que não cabe aqui reportar.
Acontece que o estaleiro para apoio à obra vai ser instalado numa parte do Schloß Garten (Jardim do Palácio), jardim que é contíguo à estação central, ver infogravura,


Schloß Garten. A vermelho, zona a ocupar pelo estaleiro

o que implica o abate de uma série de árvores. As árvores a abater foram previamente marcadas, e a razão do seu abate amplamente publicitada e explicada. Mas isso não demoveu o movimento contra o projecto Stuttgart 21 de constituirem comités de defesa do parque.





Sequência do abate de uma das árvores.


Esse abate processou-se durante a noite de 30 de Setembro, com feroz oposição dos grupos de defesa do parque


Manifestante gritando: Scham Euch! (Tenham vergonha!)

Membro da 'Inciativa Defensores do Parque'


e provocou uma enorme onda de indignação da população que se manifestou no dia seguinte:




Oben Bleiben!*


Manifestação que foi fortemente reprimida pela polícia:


com canhões de água e sprays de pimenta


provocando muitos feridos entre crianças, jovens e seniores. A desproporcionada e violenta intervenção da polícia foi criticada no Bundestag - o parlamento alemão - pelos partidos da oposição que aí a colocaram em debate.

Moral do episódio: para defesa de um parque - embora no contexto mais amplo de contestação a um projecto de transformação urbana - a população de uma cidade - crianças, jovens, adultos e seniores - une-se e insurge-se não temendo enfrentar a forte e ameaçadora força policial.

Quão longe está ainda a nossa consciência e activismo cívico da destes cidadãos de Estugarda.

* 'Oben Bleiben', poderá ser neste contexto ser traduzido, livremente, por 'Mantenham-nas (as árvores) de pé.'

Fonte: ARD, Tagesschau, das 20h, do dia 1 de Outubro, ver aqui.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

As 6 que restaram.


As 6 que se salvaram.

As seis que se salvaram do arboricídio estão bem de saúde e recomendam-se. As restantes árvores do alinhamento que foram estúpida e cobardemente abatidas também poderiam estar agora a contribuir para amenizar o agreste ambiente que se vive no jardim.

Quando for grande.

Agora só nos resta esperar não sei quantos anos para que as recém plantadas cresçam e venham a desempenhar esse importante papel.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Autoridade Florestal Nacional afirma que era necessário um parecer prévio.













Saiu no DN de hoje dia 30 de Abril, ver acima ou aqui, um importante artigo da autoria da jornalista Fátima Almeida, onde se pode ler, entre outras informações, que a AFN reconhece publicamente que a CML teria de lhe ter solicitado um parecer prévio sobre as obras que pretendia levar a cabo no Jardim do Príncipe Real. Parecer  que a CML achou desnecessário requerer. A AFN só a 2 de Dezembro, a seguir ao polémico abate indiscriminado das árvores do alinhamento e de 9 árvores no interior do Jardim,  é que passa a intervir no Jardim. 

sexta-feira, 26 de março de 2010

A AFN, a CML e o abate de árvores.




Segundo se depreende do texto do Fax enviado pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) em 8 de Fev. de 2010 à CML, ver imagem anexa ou reprodução em formato pdf aqui, a AFN aprova o abate dos dois choupos designados por P2 e P3 na 2ª informação nº 441 do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida (LPVVA) de 5 de Janeiro, por concorrerem com uma das Ficus macrophylla. Ora a CML abateu não só esses dois choupos como também o P1 e o P4, não tendo sido esse abate expressamente autorizado pela AFN como manda a lei, visto essas árvores se encontrarem dentro do raio de respeito das árvores classificadas. O facto do LPVVA ter aconselhado o abate dos Populus x canadensis P1, P2 e P4 não dispensava a CML de requerer autorização à AFN para o abate da P1 e da P4. Esta omissão está na origem da informação à população, emitida pela Junta da Freguesia das Mercês, na qual só se referem as três árvores referenciadas como de 'perigosidade alta' pelo LPVVA.
Mais uma vez se verifica a falta de cuidado dos serviços responsáveis da CML por esta intervenção em todo este processo.
Mas a própria AFN merece ser criticada na medida em que, sabendo nós que ela só tem acompanhado as intervenções no coberto vegetal do Jardim a partir 2 de Dezembro de 2009, após o abate das 40 árvores de alinhamento e das 9 no interior do Jardim, dá a entender no primeiro parágrafo 'No seguimento das obras de reabilitação do Jardim do Príncipe Real a decorrer, as quais tem tido por parte da Autoridade Florestal Nacional devido acompanhamento técnico, informo ...' que terão acompanhado a intervenção desde o início, o que não se verificou, como é notório e sabido.
Ainda mais se estranha que a AFN se desobrigue de acompanhar a par e passo os trabalhos de poda que recomenda - a propósito, abater árvores também se inclui nestes trabalhos de poda? - porque a empresa que vai realizar esses trabalhos lhe merece confiança, se estranha também que a AFN mande abater essas duas árvores por concorrerem com a figueira classificada, mas permita a plantação de dois lódãos no exacto local dessas duas abatidas. Será que os lódãos não vão crescer e entrar eles também em concorrência com a figueira? Ou será que daqui a 15/20 anos serão também abatidos?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Rua da Mãe de Água


Em Novembro de 2008 foram abatidas as três árvores monumentais que encimavam o primeiro lance de escadas da rua da Mãe de Água:


Foto de Ernst Schade de Novembro 2008


Foto de Ernst Schade de Novembro 2008

agora estacionam lá carros:

Foto de Março 2010

e temos a vista para o vale da Av. da Liberdade desimpedida:

Foto de Março de 2010

Afinal o prof. Catarino tem razão: do Príncipe Real tem-se vistas fabulosas, assim se cortem as árvores todas.