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terça-feira, 16 de julho de 2013

Infanticídio

O que terá levado a que este jovem lódão tenha sido tão barbaramente decepado? Estaria doente?


Não vimos nehum aviso afixado na jovem árvore alertando-nos para a iminência do seu sacrifício nem para as razões que justificariam essa condenação à morte.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Correcção de erros, II.

Em nota anterior apontamos dois factores causadores do pobre estado dos relvados do jardim: o primeiro o escasso número de aspersores; o segundo a falta de pressão da água, que seria 1/4 do valor adequado.
O primeiro factor foi corrigido poucos dias depois da nota acima referida com a instalação de mais aspersores por todas as zonas arrelvadas, como aqui também se deu já nota.
O segundo factor, a falta de pressão da água, que exigia uma intervenção da EPAL, acaba agora, há dois dias atrás, de ser também corrigido com a instalação de novas tubagens e de um novo e mais potente contador:


As melhorias no relvado já se fazem sentir:

antes

depois

Mas é caso para dizer que não há fome que não dê em fartura:

A água sai agora com imensa pressão.

quer a potência, ver exemplo acima, quer o número de aspersores por área arrelvada, ver foto abaixo, estarão agora exagerados. Mas enfim, talvez valha a mais do que a menos!

Este canteiro tem 5 aspersores para tão poucos metros quadrados de área arrelvada.
Nota de 24 de Agosto: não são 5 mas sim 6 aspersores!

Estas correcções são de aplaudir, mas, infelizmente, há muitas mais correcções a fazer a esta desqualificação que o jardim sofreu:
- O piso continua a encher tudo e todos de pó;
- Das 10+1 árvores cortadas no interior só 5 foram substituídas, e dessas, 3 estão mortas e uma meio morta;
- os pobres lódãos plantados nos alinhamentos só - e se - daqui a muitos, muitos anos, poderão ombrear com os choupos abatidos:

Os lodãos e os poucos choupos poupados.

- As robínias continuam a vingar-se de quem as matou:




Esta já é a quinta vez que estas robínias despontam das raízes, da mãe, que por lá ficaram.

sábado, 22 de maio de 2010

Notícia no 'Público'






No jornal 0 'Público' de hoje foi publicado na secção Local um artigo da autoria da jornalista Inês Boaventura, ver reprodução acima ou aqui, que relata a visita que o vereador José Sá Fernandes promoveu para a comunicação social no dia anterior à reabertura do Jardim.
A notícia, que tenta ser o mais objectiva possível na mediatização da mensagem que o vereador pretende passar, enferma contudo de imprecisões que importa corrigir.
Começa a jornalista por referir 'Depois de mais de cinco meses de obra ...' na realidade mesmo que consideremos que a obra terminou hoje, coisa que está longe de se verificar, passaram-se exactamente não 5 mas sim 6 meses e 13 dias desde o início da obra. Ou seja, uma obra que foi adjudicada com base no critério preço, 80%, e prazo de execução, 20%, à empresa que menor custo, cerca de 380 mil euros, e menor tempo, 4 meses, apresentou, acabou por ser executada com um deslize temporal superior a 60%. Será aplicada à empresa alguma penalização por este tão significativo deslize?
Refere a jornalista, em seguida, reportando com certeza fielmente a mensagem dos responsáveis, que 'aqui não houve lugar à "recriação" mas tão-somente à "recuperação"...'. Ora qualquer observador mais atento verificará que recuperação, se a houve, ficou muito aquém do desejável. Um dos elementos mais emblemáticos da traça original do jardim, do séc. XIX, é a casa do jardineiro que está agora completamente abafada pela esplanada que aí foi edificada nos anos 80 do século passado. Ora esse elemento fundamental para a recuperação do traçado original do jardim não foi sequer tido em conta nesta intervenção.

Casa do Jardineiro/guarda do jardim.

Um outro equipamento que deveria ter sido recuperado, já que afinal se diz que de uma recuperação se trata, era o antigo banco de tabuinhas que tinha armação em ferro forjado com motivos fitomórficos. Ora os actuais bancos, ver foto, são os mesmos que existiam antes desta intervenção e que foram colocados no final do século passado, em lugar dos originais cujo paradeiro actual se desconhece.

Banco existente antes da intervenção; os actuais são os mesmos. O banco original tinha armação em ferro forjado.

'só não verá as melhorias quem tiver "memória curta".' terá dito o vereador. A memória fotográfica não é curta e é objectiva, e o que ela nos transmite é que o balanço entre as 'melhorias' e as 'piorias' é pouco abonatório para as primeiras. A não ser que se considere o calcetamento das duas áreas verdes a poente do jardim uma melhoria, ou o abate das 6 robínias que existiam em torno do lago e cuja preservação seria tão importante ter acautelado, ver aqui artigo de Susana Neves sobre essa espécie, outra melhoria, para nos ficarmos só por estes dois exemplos. A verdade é que só quem não tiver memória de todo é que considera ter sido o jardim na sua essência vegetal melhorado.

Uma das duas áreas verdes calcetada.


Abate de uma das 6 robínias que existiam à volta do lago.

"O chão estava todo esburacado" e era de um 'betuminoso preto'. Nem estava todo esburacado nem era preto. Uma ou duas fotos bastam para desmentir essa memória curta e excessiva.

O chão não era preto nem estava todo esburacado. © José Chamusco; foto tirada meses antes da intervenção.

O chão não era preto nem estava todo esburacado. © António Branco Almeida; foto tirada meses antes da intervenção.

O pavimento actual, que pretende ser um ersatz do pavimento original, tem as suas vantagens e as suas desvantagens. Entre estas últimas sobressai a tonalidade de um branco demasiado aberto, a desagregação da camada superior proporcionando a formação de poeiras em dias ventosos e a incrustação de vidros de difícil remoção. O que se passa no terreiro de S. Pedro de Alcântara, dotado de pavimento semelhante, é em relação a esta última desvantagem muito elucidativo.

Prossegue o vereador na enumeração das supostas melhorias apontando a nova iluminação como uma delas em lugar da 'horrorosa' iluminação anterior. Não pondo em causa a deficiente iluminação anterior não podemos deixar de chamar a atenção para o facto de aqui se ter perdido mais uma oportunidade para um verdadeiro restauro. Os actuais candeeiros são uma imitação grosseira dos originais, além de serem demasiado altos. Segundo julgamos saber, a CML até dispõe de candeeiros antigos e semelhantes aos originais que existiam no jardim, pelo que além de efectuar um verdadeiro restauro teria poupado muito dinheiro.
A substituição da iluminação, da maneira como foi feita, foi um dos trabalhos que mais danos provocou na vegetação arbórea ao abrirem-se roços profundos rente às árvores.

Para a instalação eléctrica abriram-se roços profundos rente às árvores.

"Não se desvirtuou nada", assegura Sá Fernandes, segundo quem esta deverá ser, aliás, considerada uma obra "exemplar" em termos de preservação patrimonial.' Gaba-te cesto. Esta não é exactamente a opinião de muitos ilustres arquitectos paisagistas e outros especialistas do património, nem será a de quem, não sendo especialista, teve o cuidado de acompanhar a obra e confrontar os processos usados com os preconizados na Carta de Florença.
O restante da notícia refere o restauro do parque infantil e a questão das árvores abatidas e das árvores repostas. Sobre o parque infantil chamamos só a atenção para o 'post' que pode ser consultado aqui.
Sobre as árvores abatidas e as que foram plantadas para as substituir. O vereador José Sá Fernandes já desistiu de defender a tese que foi avançada pelos seus serviços para justificar o abate sistemático das árvores de alinhamento e o das 9+1 árvores do interior do jardim, tese segundo a qual as árvores estavam todas doentes, podres, ou tinham crescido mal.
A absurdidade e perniciosidade de tais abates já foi por nós aqui neste blogue e em outros fora e meios de comunicação sobejamente tratada e demonstrada.
Quanto às novas árvores. De referir só duas coisas. Os lódãos estiveram meses a fio com as raízes não resguardadas, ao relento, antes de finalmente serem plantados. Em muitos deles já se verificam os efeitos desse desleixo inqualificável. A tília que foi plantada junta à estátua a Antero de Quental, está morta. As quatro liquidambares plantadas dias antes da reabertura apresentam já sinais de que dificilmente vingarão.
No interior do jardim foram abatidas 10 árvores e repostas 4, das quais nem todas vingarão. O vereador José Sá Fernandes em diversas ocasiões referiu que as árvores abatidas iriam ser todas elas repostas e seriam até plantadas mais árvores do que as existentes à data da intervenção.
Ficamos então à espera de ver quando, como e que espécies serão plantadas no interior do jardim para colmatar o actual deficit.

Tília plantada há cerca de um mês. Está morta.

Liquidambar plantado dias antes da reabertura. Está meio morto.



domingo, 2 de maio de 2010

Já só faltam seis!



Plantem-nos, já!

Dois meses depois de terem desembarcado no Príncipe Real já só falta plantar estes 6 lódãos. Isto é o que se chama planificar para requalificar. Que seria destes pobres lódãos se as coisas tivessem sido entregues a amadores?

domingo, 18 de abril de 2010

Ouvi dizer.








estes dois lódãos continuam deitados!



Ouvi dizer que as obras iriam acabar a 25 de Abril! E ainda faltam colocar os bancos e outros equipamentos.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Avenida das tristes.

Estes lódãos estiveram assim expostos ao sol e ao frio nocturno semanas a fio. Foto de Rui Pedro Lérias
Ontem, dia 6 de Abril, já os protegeram - mal - com um oleado.

Será que as notas soltas que vamos deixando aqui tem algum efeito nos responsáveis por esta desastrada 'requalificação' ? Se assim for ainda bem. Ontem, após a nota de Rui Pedro Lérias, os lódãos apareceram protegidos com um oleado. Do mal - estarem há um mês por plantar - o menos, pelo menos que estejam minimamente protegidos do Sol e do frio nocturno.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Planta,...desplanta II




Terá sido a notícia publicada aqui que levou alguém a dar ordens para 'desplantar' os lódãos que tinham sido plantados junto ao lago? Ou trata-se tão só de mais um exemplo do desnorte com que esta desastrada e desastrosa intervenção num jadim histórico e romântico no coração da Lisboa está a ser conduzida?
Esperemos que este 'desplante'  seja um sinal que afinal não serão plantados lódãos no interior do Jardim.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

'Não serão plantados lódãos no interior do jardim.'

Um lódão

Outro

Um terceiro lódão

Um quarto lódão

e um quinto lódão

O Vereador José Sá Fernandes terá afirmado, quando questionado sobre este assunto pela jornalista Ana Clotilde Correia da Lusa, que não serão plantados lodãos no interior do jardim. No entanto, e como infelizmente vem sido habitual nesta obra, aquilo que é dito e aquilo que é feito são coisas completamente distintas.

Como os Amigos do Príncipe Real temiam, e para tal alertaram, levando a jornalista da Agência Lusa a questionar o Vereador sobre o assunto, as robínias que o projecto da CML previa plantar ilegalmente e que se viu forçada a substituir - não sem antes criticar a lei em vez de pedir desculpa pela sua incompetência - foram substituídas por mais lódãos Celtis australis, ver fotos anexas. É mais uma pedra neste projecto de des(re)qualificação do Jardim França Borges.

Se os lódãos usados no alinhamento já não são as árvores que melhor podiam contribuir para a identidade romântica deste jardim, o seu uso no coração do mesmo, em redor do lago, é a afirmação do facilitismo, o assumir frontalmente a vontade de o descaracterizar e banalizar.

Note-se que a alteração ao projecto não foi submetida à aprovação de nenhuma das entidades responsáveis pelo o que ali se passa: AFN e Igespar. E terá sido esta alteração ao projecto sequer adicionada pela CML ao seu projecto ou entrámos em gestão directa, sabe-se lá por quem, re-afirmando o completo desprezo pelas formalidades legais evidenciado nesta obra?

Mas seja quem for o responsável pelo que ali se passa, o Vereador Sá Fernandes é que parece não ser porque ou não sabe o que são lódãos ou não tem qualquer controlo sobre os acontecimento, denotando ter sido, há muito, ultrapassado pelos serviços da CML e pelo empreiteiro da obra. Um Rei Consorte a quem todos acenam mas a quem ninguém presta qualquer atenção.

É fácil querer deixar marca nos jardins de Lisboa. Não há dúvidas que, como elefante numa loja de cristal, a marca do Vereador Sá Fernandes é bem visível por muitos dos jardins da Capital. À boleia de combater o desmazelo de anos, estas intervenções nos jardins gozaram, inicialmente, da boa vontade de muitos. Mas conforme Lisboa se vai tornando uma capital mais careca, os seus jardins miradouros e pontos de vista, sem recantos nem privacidade, apercebemo-nos que a tentação da obra 'feita' superou a humildade necessária para respeitar a natureza dos espaços, sem imposições de modas de arquitectura paisagista minimalistas que escondem um desconhecimento vasto das plantas e denotam uma incapacidade de trabalhar o material vegetal com mestria. Os jardins transformam-se em terreiros, os canteiros em calçadas.

Um verdadeiro restaurador sai meritoriamente invisível do seu restauro. E, infelizmente, no caso do Jardim França Borges, a única coisa que parece estar a tornar-se invisível é o próprio jardim.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Planta,...desplanta.

Local de onde foram 'desplantados' dois lódãos recém plantados

Poucos dias após o abate dos 4 Populus x canadensis, as árvores designadas por P1, P2, P3 e P4 na informação do LPVVA, foram plantados os novos lódãos nesses exactos locais. Ora a razão apontada pela AFN para o abate da P2 e P3 era a de estarem em 'competição' com uma das 3 figueiras classificadas.
A esse propósito, a nota colocada pelos 'Amigos' no dia 26 de Março terminava assim: 'Será que os lódãos não vão crescer e entrar eles também em concorrência com a figueira? Ou será que daqui a 15/20 anos serão também abatidos?'
Terá sido por causa desta nota que os lódãos plantados no lugar da P2 e da P3 foram retirados, desplantados, no dia 29 de Março? Ou é só mais uma prova do desnorte com que esta desastrosa intervenção tem vindo a ser conduzida?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Que lódãos estão a ser plantados?



Foto nº 1. Serão estas duas jovens árvores da mesma remessa?


No passado dia 15 do corrente chegaram novos lódãos para substituir os recebidos dia 1 de Março. Estes, ao que julgamos saber, estariam mal formados, e terão sido rejeitados. Todos?
Quarta-feira dia 17 os lódãos começaram a ser plantados na orla Sul e Nascente. Acontece que nem todos os lódãos da primeira remessa terão sido rejeitados. Como se pode observar na foto nº 1, há uma notória diferença na 'cor' do torrão entre o lódão da direita, que se apresenta seco, e o da esquerda, que se apresenta húmido. O lódão com o torrão seco será da 1ª remessa.   Ora os lódãos da 1ª remessa ficaram 18 dias deitados à espera de serem transplantados. As boas práticas mandam que uma planta deva ser replantada em menos de 48 horas. E se até dia 8 o tempo esteve chuvoso e húmido do dia 9 em diante esteve seco, o que não ajudou em nada ao bom estado dessas jovens árvores.
Assim cabe perguntar: quantos dos lódãos da 1ª remessa foram plantados? E porquê sabendo que o estado dessas árvores já não aconselha o seu aproveitamento?



Foto nº2. Quantos destes lódãos são da 1ª remessa?


Foto nº 3. lódão plantado na orla Sul. Quantos destes lódãos vingarão?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Que árvores para o interior do Jardim?


A CML tem feito saber, desde o início do abate das árvores que as árvores de alinhamento seriam substituídas por lódãos (Celtis australis) e as robínias (Robinia pseudoacacia) abatidas no interior do jardim por outras da mesma espécie.
Acontece que perante a proibição legal, em vigor desde 1999, da plantação de novas robínias, por ser uma espécie infestante, a CML ficou sem saber o que plantar no interior do Jardim.
Consta no entanto que se inclina para plantar também lódãos no interior do Jardim. A ser verdade, essa opção, merece a nossa total rejeição. Se não colocamos reparos de maior à escolha dos lódãos para o alinhamento - embora mesmo aqui fosse desejável um maior esforço de imaginação, a cidade está já cheia de lódãos e um local como o Príncipe Real merecia outro cuidado, até para se distinguir um jardim Romântico do terreiro de S. Pedro de Alcântara, Neo-Clássico e repleto de lódãos - já a sua escolha para substituir as abatidas robínias no interior do jardim nos merece as maiores reservas.
O lódão é uma árvore resistente e adequada ao meio urbano mas não tem qualquer dignidade e beleza para figurar - ainda por cima em número e posição priveligiada - no interior de um jardim romântico como o Príncipe Real.
Se a CML está num impasse, se está curta de ideias, lance rapidamente um concurso de ideias sobre qual as árvores a plantar no interior do Jardim. Vai ver que não faltarão sugestões viáveis para essa opção.

E deixamos já a pergunta e apelo: Amantes de árvores e do Jardim do Príncipe Real, Jardineiros e Historiadores, que árvores sugerem para o interior do jardim, em redor do lago?'

quarta-feira, 10 de março de 2010

Asneira atrás de asneira



Foto nº 1



Foto nº 2



Foto nº 3 de Ernst Schade


No Jardim do Príncipe Real as asneiras sucedem-se umas às outras sem parar. Assistimos no passado dia 1 de Março à descarga dos lódãos-bastardos (Celtis australis) que irão ser plantados no lugar das abatidas árvores de alinhamento. Estes, como se pode observar nas fotos nº 1 e 2, foram transportados uns em cima dos outros e retirados para o chão com a ajuda de uma máquina. Aí estão, no chão, tombados e empilhados, há nove dias, ver foto nº3.

Destas árvores quantas irão vingar? Cremos que muitas delas não resistirão a este transplante. O torrão, i.e. a massa e volume de terra que trazem envolvendo as raízes, é muito pequeno, o que indica um sistema radicular muito diminuído. Se o transporte e manuseamento na descarga não foi o mais indicado, estarem há já nove dias deitadas umas sobre as outras também não as ajuda em nada, antes pelo contrário. A árvore jovem, como ser vivo que é, está já a tentar adaptar-se o melhor possível a essa estranha, para a sua natureza, posição, gastando preciosas energias em vão. E as raízes, em contacto próximo com o ar, estão expostas há tempo excessivo a variações rápidas de temperatura e humidade.

Os responsáveis pela intervenção no jardim querem atenuar a enorme asneira que fizeram ao abater todas as árvores de alinhamento, colocando agora estes lódãos-bastardos já crescidinhos, com uns três metros de altura. Mas estão a esquecer-se de um facto muito importante. É que estas árvores, as que vingarem, vão gastar meia dúzia de anos a tentarem adaptar-se ao novo ambiente, e durante esse período não vão crescer em altura, visto terem um sistema de raízes excessivamente pequeno para o seu tamanho. Este atraso será ainda mais agravado pelo abandono que aqui relatamos.

Desta forma, pouco adianta plantar árvores com já alguns anos de desenvolvimento em vez de acabadas de despontar, visto o resultado final ser o mesmo: só daqui a uns 15 a 20 anos é que elas atingirão um porte comparável às que foram abatidas. As que sobreviverem.