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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O estranho caso da Rua D. Pedro V.

A  empreitada n.º 29/DMPO/DOIS/DCRIS/10 - Recarga de Pavimentos no Eixo da Rua da Escola Politécnica/Largo Trindade Coelho e Envolventes - Processo n.º 28/CP/DEPSO/ND/2010, com um preço base de 312 mil euros, cujo anúncio foi publicado a 27 de Agosto de 2010 na 2ª série do D.R. foi adjudicada à sociedade TOPBET, S.A., e publicitada e lançada em meados de 2011:
Ao que consta nem os trabalhos se iniciaram na data anunciada nem terminaram na data prevista, mas até aqui tudo bem, i.e., não é nada de estranhar nestas nossas paragens.
Segundo se depreende do objecto do concurso este consiste na recarga dos pavimentos da Rua da Escola Politécnica até ao Largo Trindade Coelho, e envolventes. Ou seja: Rua da Escola Politécnica,  Rua D. Pedro V e Rua de S. Pedro de Alcântara, entre outras, ver infografia:
Reparem que não incluimos as envolventes nem a Praça do Príncipe Real cuja repavimentação tinha sido já realizada uns meses antes, por outro empreiteiro.
Agora observem alguns exemplos do actual estado do pavimento da Rua D. Pedro V:
 e a junção para o pavimento da Praça do Príncipe Real, que se pode observar ao fundo:
Será possível que este pavimento tenha sido intervencionado já depois do da Praça do Príncipe Real? Não nos parece.
Observem o estado actual do pavimento da Rua da Escola Politécnica:

O empreiteiro que pavimentou a Escola Politécnica e a D. Pedro V é o mesmo mas o estado desses pavimentos diferem como a noite do dia.
Não temos fotos do estado actual da Rua de S. Pedro de Alcântara mas qualquer pessoa pode observar que é semelhante ao da rua D. Pedro V.
Estes factos e outros levaram um cidadão a questionar a CML para obter uma explicação para este estranho caso, convencido que a tão proclamada participação dos cidadãos é para ser levada a sério. Não se deu, porém, satisfeito quanto às explicações recebidas e insistiu, insistiu, o chato do cidadão.
A CML não gosta que a aborreçam ou duvidem das suas explicações pelo que enviou um ofício ao referido cidadão com uma ameaça velada que procederia criminalmente contra ele se continuasse a pôr em causa as explicações dadas:

 
É caso para parafrasear o célebre dito "quem se mete com a CML leva"!

Mas afinal em que é consistiram os "os trabalhos de repavimentação da Rua D.Pedro V e Rua S. Pedro de Alcântara", já executados?
É que não duvidando da afirmação da CML ficamos na dúvida se haverá por acaso outras duas ruas homónimas em Lisboa, uma vez que nestas não se detectam vestígios da referida "repavimentação" já realizada.

domingo, 15 de agosto de 2010

Reabilitação de pavimentos.

Aspecto do novo piso. A altura do lancil foi fortemente reduzida.

Segundo notícias saídas nos jornais a CML prepara-se para gastar 8 milhões de euros no que apelidam de 'Reabilitação de Pavimentos' em diversas zonas da cidade.
A empreitada nº 27/DMPO/DOIS/DCRIS/2010 no valor de 73883,50 €, adjudicada à Estrela do Norte, Lda, diz respeito à Praça do Príncipe Real e é uma das primeiras obras que se insere nesse projecto de reabilitação de pavimentos.
De facto os pisos das ruas que delimitam a praça estavam miseráveis, apesar de ainda em Março do corrente ano terem sido tapados os buracos mais visíveis.
Mas o que a CML - ou a Estrela do Norte - entende por reabilitação dos pavimentos está longe de ser uma verdadeira reabilitação. É antes, pura e simplesmente, a colocação de uma camada de alcatrão em cima do degradado piso. Quando muito esgravataram o piso existente para melhor aderência da nova camada e já está.
É claro que além de se observar uma forte redução da altura dos lancis, com todos os inconvenientes que isso acarreta em tempos de intempéries, o facto de não se reabilitar o pavimento em profundidade, com remoção de toda a velha camada de alcatrão e reparação do substrato onde assenta o piso superficial, conduzirá forçosamente a uma mais rápida degradação do novo piso.

Altura do lancil antes.

Altura do lancil depois.

Aspecto actual de uma sarjeta (ou bueiro).

Ligação de duas camadas adjacentes.

Já aparecem buracos no novo piso.
Nota de 24 de Agosto: não se trata de um buraco mas sim de uma marcação do local de uma tampa de saneamento que ficou tapada pela nova camada de alcatrão.

Conclusão: gasta-se dinheiro em obras de fachada para durarem meia dúzia de anos em vez de se optar por um trabalho sério como deveria ser.