Eis a resposta que o Laboratório de Patologia Vegetal Verissimo de Almeida do Instituto Superior de Agronomia teve a amabilidade de enviar, pela mão da sua coordenadora Maria Filomena Caetano, aos subscritores do pedido de esclarecimento:
Somos então informados que a degradação do 'Cipreste do Buçaco', que é implicitamente reconhecida, se deverá a um incêndio provocado por vandalismo algures em 2010, e por uma praga de difícil controlo.
Não tivemos conhecimento desse incêndio, que terá sido muito complicado de combater, segundo somos informados, mas não estranhamos uma vez que não se tomaram, nem tomam, medidas de protecção a esse exemplar nem a qualquer outro, como temos vindo a relatar.
Quanto à praga: pior que a praga em si é o descuido e o desleixo com que os responsáveis camarários actuam nestas questões.
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terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Pedido de esclarecimento à CML/AFN/LPVVA.
Um grupo de cidadãos preocupado com o actual estado do 'Cedro do Buçaco' solicitou esclarecimentos às entidades com responsabilidades e/ou tutela sobre este espécimen em perigo:
Exmos. Senhores
Presidente da CML
Presidente da Autoridade Florestal Nacional
Coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida
Vereador dos Espaços Verdes da CML
C.c. AML, Media, IGESPAR/DRC-LVT
Como é do conhecimento público, o cupressus lusitanica do Jardim do Príncipe Real, o "Cedro do Buçaco", venerando ex-libris daquele jardim romântico de Lisboa com cerca de 140 anos de idade e classificado Árvore de Interesse Público (D.G. nº 34 II Série de 12/02/1940), encontra-se neste preciso momento no estado em que as fotografias em anexo documentam.
Por alturas do polémico projecto de requalificação do Jardim do Príncipe Real, de 2009, e independentemente da bondade , ou não, dos objectivos que estiveram na origem daquele projecto, alertámos V. Exas., oportunamente, para o potencial perigo que adviria para determinadas espécies do jardim no pós-requalificação do mesmo, sobretudo pela previsível diminuição do factor ensombramento que, como é sabido, protege certas espécies. Tal perigo existiria, a nosso ver, sobretudo no topo do jardim junto à Rua do Século, para as árvores que aí restassem pois passariam a estar muito mais expostas ao Sol do que até então. Em, especial, e grave, no caso do "Cedro do Buçaco".
Assim, e face ao estado visível da árvore em apreço, vimos pelo presente reclamar junto de Vossas Excelências, um ponto de situação sobre a referida espécie, i.e.:
1. Procedeu alguma das instituições acima designadas, CML/LPVVA/AFN a exame recente ao Cedro do Buçaco, que permita concluir se a sua aparência actual significa, ou não, um agudizar de um processo de morte irreversível, ou se é apenas um estágio normal e cíclico daquela espécie?
2. No caso do Cedro do Buçaco estar efectivamente a morrer, alguma das instituições atrás referidas sabe explicar as razões desse súbito agravamento do seu estado de conservação, designadamente, se o projecto de requalificação do Jardim tem, ou não, que ver com isso mesmo?
3. No caso do projecto de requalificação ser efectivamente a razão da súbita degradação do Cedro do Buçaco, quem assume responsabilidades perante a opinião pública, e de que forma?
- CML/Espaços Verdes, pela irresponsabilidade de avançar com um projecto num determinado jardim sem ter antes estudos de impacte exactamente sobre a vida das árvores?
- LPVVA/AFN, pela irresponsabilidade de não terem opinado por escrito e oficialmente sobre um projecto de requalificação de um jardim com exemplares como o Cedro do Buçaco, classificados de Interesse Público?
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Leonor Areal, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Nuno Caiado, António Sérgio Rosa de Carvalho, Jorge Pinto, António Araújo e João Mineiro
in cidadanialx.blogspot.pt
Exmos. Senhores
Presidente da CML
Presidente da Autoridade Florestal Nacional
Coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida
Vereador dos Espaços Verdes da CML
C.c. AML, Media, IGESPAR/DRC-LVT
Como é do conhecimento público, o cupressus lusitanica do Jardim do Príncipe Real, o "Cedro do Buçaco", venerando ex-libris daquele jardim romântico de Lisboa com cerca de 140 anos de idade e classificado Árvore de Interesse Público (D.G. nº 34 II Série de 12/02/1940), encontra-se neste preciso momento no estado em que as fotografias em anexo documentam.
Por alturas do polémico projecto de requalificação do Jardim do Príncipe Real, de 2009, e independentemente da bondade , ou não, dos objectivos que estiveram na origem daquele projecto, alertámos V. Exas., oportunamente, para o potencial perigo que adviria para determinadas espécies do jardim no pós-requalificação do mesmo, sobretudo pela previsível diminuição do factor ensombramento que, como é sabido, protege certas espécies. Tal perigo existiria, a nosso ver, sobretudo no topo do jardim junto à Rua do Século, para as árvores que aí restassem pois passariam a estar muito mais expostas ao Sol do que até então. Em, especial, e grave, no caso do "Cedro do Buçaco".
Assim, e face ao estado visível da árvore em apreço, vimos pelo presente reclamar junto de Vossas Excelências, um ponto de situação sobre a referida espécie, i.e.:
1. Procedeu alguma das instituições acima designadas, CML/LPVVA/AFN a exame recente ao Cedro do Buçaco, que permita concluir se a sua aparência actual significa, ou não, um agudizar de um processo de morte irreversível, ou se é apenas um estágio normal e cíclico daquela espécie?
2. No caso do Cedro do Buçaco estar efectivamente a morrer, alguma das instituições atrás referidas sabe explicar as razões desse súbito agravamento do seu estado de conservação, designadamente, se o projecto de requalificação do Jardim tem, ou não, que ver com isso mesmo?
3. No caso do projecto de requalificação ser efectivamente a razão da súbita degradação do Cedro do Buçaco, quem assume responsabilidades perante a opinião pública, e de que forma?
- CML/Espaços Verdes, pela irresponsabilidade de avançar com um projecto num determinado jardim sem ter antes estudos de impacte exactamente sobre a vida das árvores?
- LPVVA/AFN, pela irresponsabilidade de não terem opinado por escrito e oficialmente sobre um projecto de requalificação de um jardim com exemplares como o Cedro do Buçaco, classificados de Interesse Público?
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Leonor Areal, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Nuno Caiado, António Sérgio Rosa de Carvalho, Jorge Pinto, António Araújo e João Mineiro
in cidadanialx.blogspot.pt
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Cupressus lusitanica.
Rui Pedro Lérias foi taxativo quando afirmou várias vezes oralmente e por escrito - incluindo nas audições com os grupos políticos representados na Assembleia Municipal de Lisboa - que um dos grandes erros da chamada 'requalificação' do jardim era/foi o de não se ter aproveitado a oportunidade para renovar os especímenes em fim de vida por outros igualmente nobres e adequados ao carácter romântico do jardim.
Passados dois anos um exemplo vivo dessa acelerada degradação de certos especímenes é ilustrado pelo que está a acontecer ao chamado 'Cedro do Buçaco':
É caso para perguntar se as intervenções então feitas à volta do e no próprio 'Cedro do Buçaco' não terão acelerado este envelhecimento precoce?
Passados dois anos um exemplo vivo dessa acelerada degradação de certos especímenes é ilustrado pelo que está a acontecer ao chamado 'Cedro do Buçaco':
A fotografia seguinte, tirada em 2009 por Margarida Bico, mostra bem a acelerada degradação que este belo exemplar está a sofrer em tão curto intervalo de tempo:
É caso para perguntar se as intervenções então feitas à volta do e no próprio 'Cedro do Buçaco' não terão acelerado este envelhecimento precoce?
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Ex libris do Jardim inspira cuidados.
O 'Cedro-do-Buçaco', ex libris do jardim, não goza de boa saúde. Apesar das podas cirúrgicas que sofreu no decurso da intervenção quem o observar com atenção verifica a existência de um grande número de ramos secos, principalmente na parte inferior da copa:
Estes ramos secaram desde que foi efectuada essa poda, como é óbvio. Se este ritmo de envelhecimento se mantiver não passarão muitos anos até o Jardim perder o seu mais famoso e mais visitado exemplar. Será que a própria intervenção, com uso e abuso de máquinas pesadas, não terá contribuído para acelerar o envelhecimento deste magnífico Cupressus macrocarpa ? Será ainda possível salvar o "Cedro-do-Buçaco"? Esperemos que sim.
Estes ramos secaram desde que foi efectuada essa poda, como é óbvio. Se este ritmo de envelhecimento se mantiver não passarão muitos anos até o Jardim perder o seu mais famoso e mais visitado exemplar. Será que a própria intervenção, com uso e abuso de máquinas pesadas, não terá contribuído para acelerar o envelhecimento deste magnífico Cupressus macrocarpa ? Será ainda possível salvar o "Cedro-do-Buçaco"? Esperemos que sim.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Três meses depois.
Três meses e um dia depois da inauguração verificamos algumas melhorias no coberto vegetal do jardim graças à realização de uma série de medidas correctivas ao projecto inicial e graças também às duas esforçadas senhoras encarregues da manutenção do jardim.
Entre as medidas correctivas realça-se a colocação de mais aspersores e a resolução do problema da falta de pressão da água.
Parece, no entanto, que se passou do 8 para o 80, quer no caso da densidade de aspersores, quer no que respeita à pressão da água. Como as fotos seguintes documentam estamos agora em risco de em vez de termos canteiros arrelvados passarmos a ter uns pequenos pântanos onde se poderá plantar arroz em vez de relva.
Mas apesar dessas melhorias, algumas zonas continuam no estado que se documenta:
Se em relação às áreas arrelvadas houve, apesar de tudo, melhorias sensíveis, já o mesmo se não pode dizer das áreas com heras rasteiras que, apesar de serem diariamente regadas manualmente, o que lhes corta um pouco o ar esbranquiçado que o pó do piso que se acumula sobre as suas folhas lhes empresta, estão no estado que se documenta a seguir:
O preenchimento de espaços vazios com casca de pinheiro sempre atenua o ar desolador de certas áreas plantadas com pouca densidade de arbustos:
O problema é que a própria casca de pinheiro se vai degradando pelo que terá de ser regularmente substituída.
A questão do piso continua por resolver, embora também ela se tenha atenuado graças às constantes regas a que é sujeito e graças ao facto de em muitos locais a força dos aspersores se estender ao próprio piso:
Não seria esta coloração do piso preferível ao 'branco pó' do piso quando seco?
Três meses depois o estado do jardim é este. Algumas melhorias no coberto vegetal rasteiro. Mas que será desse coberto vegetal rasteiro quando o contrato para a manutenção do jardim acabar daqui a 9 meses? Será que a Câmara terá então dinheiro para novo contrato? Ou terá criado alguns postos de trabalho para ter os seus próprios jardineiros?
Entretanto o cedro do Buçaco e outras espécies definham a olhos vistos. Mas isso é assunto que será para ser abordado na próxima visita guiada ao jardim.
E a estrutura de suporte do cedro? Não tinha sido dito que ela seria objecto de uma posterior intervenção? Para quando essa intervenção?
Nota: fotos, com excepção da última, tiradas Domingo dia 22.
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