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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre a prevista substituição do piso do Jardim


Segundo nos informam terão início no próximo dia 14 as obras de substituição do piso do Jardim.
Congratulamo-nos por essa decisão, que só peca por tardia, mas achamos importante que sejam ressalvados certos aspectos no decurso da obra, que, a não serem respeitados, terão nefastas consequências para a saúde das árvores e plantas do jardim, que tantas agressões já tem sofrido ao longo destes últimos anos.
 
O pó do piso deposita-se nas plantas e nas árvores prejudicando a sua respiração.
 
O areão do piso escorre para as caldeiras das árvores.
 
Sempre que chove com mais intensidade lá vai parte do piso rua abaixo.
 
 
Alguns dos aspectos para os quais chamamos desde já a atenção dos responsáveis pela obra são os seguintes:
1- não utilizar máquinas pesadas, como aconteceu na primeira fase da "requalificação";
 
Máquina usada na 1ª fase da "requalificação" de 2009/10
 
 
2- proteger convenientemente as árvores e plantas;
 
Situações destas não são toleráveis.
 
 
3- utilizar um tipo de piso adequado às características do jardim, semelhante, por exemplo, ao que irá ser aplicado no Jardim Botânico.
 
Imagem de um piso que não faz pó, não cria fendas e depressões, e é permeável.

Por último: não esquecer que a obra deverá ser, por lei, acompanhada por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, ICNF,  uma vez que existem 7 exemplares classificados no jardim.

 Um dos 7 exemplares classificados, vendo-se ao fundo a Araucaria columnaris, também classificada, e ainda com o topo da copa.



Por último: a fim de prejudicar o menos possível a fruição do jardim pelos seus frequentadores, requer-se a maior brevidade possível dos trabalhos de substituição do piso e que esses trabalhos não obriguem ao encerramento integral do jardim, antes sejam realizados sector a sector.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

...mas não obteve resposta.

Já aqui abordamos inúmeras vezes uma das mais nefastas heranças com que o jardim foi presenteado pela desastrada intervenção de 2009/2010. Referi-mo-nos, claro está, ao piso do jardim.
O "Corvo" publicou uma notícia sobre o assunto que merece ser aqui reproduzida:



Pavimento do jardim do Príncipe Real deverá finalmente ser substituído


O pavimento defeituoso do jardim do Príncipe Real deverá começar a ser substituído, em breve, por decisão da Câmara Municipal de Lisboa, que tentará assim solucionar um problema iniciado com as obras de requalificação, ocorridas em 2010. Desde essa altura, em que a autarquia investiu mais de 450 mil euros na reabilitação de um dos mais icónicos espaços verdes da capital, a má qualidade do pavimento ali colocado tem sido alvo de muita e reiterada contestação por parte de moradores e frequentadores da zona. Uma situação que levou mesmo José Sá Fernandes, vereador da Estrutura Verde, a reconhecer erros cometidos pela câmara.


A requalificação a realizar agora pela empresa Arquijardim deverá custar à câmara 79 mil euros e tentará resolver de vez as queixas dos moradores e frequentadores daquele espaço. O imenso pó que se levanta no verão e a lama que se acumula durante os períodos chuvosos serão o resultado da opção tomada, há cinco anos, quando a reabilitação do jardim levou à substituição do piso de alcatrão existente até então por um material designado Aripaq: saibro estabilizado feito à base de pó de vidro reciclado. Dois anos mais tarde, e ante a evidência dos problemas causados pela adopção desse material, a autarquia terá tentado minorá-los através da rega do piso com uma solução química agregadora da camada superficial. A ideia era reduzir o pó.

Mas esse remendo revelou-se um fracasso, pois não só a poeira continuou a ser uma presença permanente no ar e, por isso, também em cima dos bancos de jardim, como o próprio piso começou a degradar-se de forma acentuada. Em diversos locais, o chão terá mesmo começado a apresentar rachas e a abater. Em Fevereiro de 2014, e perante a evidência, José Sá Fernandes reconhecia que as intervenções “correram mal”. “Foi tentada a rectificação, mas agora tem piorado e ainda não consegui resolver o assunto”, disse na altura o vereador, segundo recordava o jornal PÚBLICO, em Maio do ano passado, quando Sá Fernandes anunciava as obras rectificadoras para Outubro de 2014.

A intervenção, garantia na altura o autarca, seria “relativamente rápida”. Ao mesmo jornal, nesse momento, o assessor de comunicação de José Sá Fernandes dava conta que o pavimento iria ser substituído por “betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura, permeável”. Certo é que passou mais de um ano e apenas agora as obras se irão realizar no jardim que, desde Março do ano passado, está sob a responsabilidade da Junta de Freguesia da Misericórdia, na sequência da descentralização de competências da Câmara de Lisboa para as juntas.

O Corvo questionou, por escrito, há cerca de duas semanas, o gabinete do vereador José Sá Fernandes sobre qual a data do início dos trabalhos de reabilitação do jardim e sobre qual o material que iria ser colocado no novo pavimento ou a solução técnica a adoptar, mas não obteve resposta*.


 Texto de Samuel Alemão

* negrito nosso

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Em Outubro, disse ele.


Em entrevista concedida, em Maio do presente ano, à jornalista Marisa Matias do 'Público', o assesor do gabinete do vereador José Fernandes - o qual já em Fevereiro tinha  admitido o erro que foi o de ter sido escolhido o compósito 'Aripaq', em que um dos componentes é vidro moído, para o piso do jardim - disse que em Outubro

 “O pavimento vai ser substituído por betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura, permeável”.

in:  http://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-lisboa-volta-a-substituir-piso-no-jardim-do-principe-real-em-outubro-1638101

Frequentadores do Jardim queixam-se do pó, que se acumula nos bancos de madeira

 Mas estamos em meados de Novembro e nada se vê. Será que esse mês de Outubro a que o sr. acessor se referiu não era o de 2014?


terça-feira, 3 de junho de 2014

Substituição do piso no Jardim do Príncipe Real em Outubro?


Segundo nos reporta a jornalista do 'Público' Marisa Soares, o piso do jardim será finalmente mudado no próximo mês de Outubro. A ver vamos se se cumprem as promessas. Mas entretanto seria bom, a bem dos contribuintes, que fossem apuradas as responsabilidades pelos gastos inúteis e pelos estragos causados durante todos estes anos em que estivemos, pessoas, plantas, animais e bens, sujeitos a um poeirento piso, com componentes perniciosos como o pó de vidro. Reconhecer um erro é de louvar, mas quando esse erro foi previamente denunciado como tal, e quando só ao fim de várias tentativas e respectivos gastos associados se reconhece esse erro, não nos é mais permitido relevar esse comportamento.


Ler artigo do 'Público' aqui.



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Correu mal...admite o Vereador.


Sá Fernandes admite que intervenção
no piso do Jardim do Príncipe Real
“correu mal”

 É o título do artigo da jornalista Marisa Soares, na edição online de dia 6 do 'Público' (em papel do dia 7).*
Segundo nos conta Mónica Lopes Alfredo**, que esteve presente na reunião,  Sá Fernandes disse ainda: "a primeira vez correu mal, tentámos rectificar e também não correu bem, vamos ver se à terceira ACERTAMOS". Ou seja, como muito bem refere Mónica, entramos num novo paradigma de gestão do espaço público, no paradigma da tentativa-erro-tentativa-....até que algum dia talvez acertemos!


Mas, sr. vereador Sá Fernandes,  não foi só o piso que correu mal. Toda a intervenção feita no Jardim foi desastrada e as consequências não param de se suceder como aqui neste blogue temos vindo dar nota.
Correu mal a falta de informação aos cidadãos; correu mal o processo legal sem conhecimento e autorização da então Autoridade Florestal Nacional, actual ICNF; correu mal a embrulhada com a autorização dada pelo IGESPAR já as obras se tinham iniciado; correu mal o abate de mais de 60 árvores saudáveis;
correu mal o compactamento das raízes das árvores causado pelas máquinas pesadas que foram utilizadas para retirar o piso antigo;
correu mal a escolha das plantas para os canteiros;
 correu mal a abertura de profundos roços rente às árvores para a instalação da nova iluminação;
correu mal a substituição das árvores abatidas (muitas morreram, as espécies escolhidas não estão de acordo com as características do local);
correu mal a substituição e falta de restauro do equipamento do jardim;
 correu mal o tratamento das árvores que estavam doentes (palmeiras, cedro, araucária...);
 correu mal o calcetamento das áreas verdes existentes a poente do jardim;
 correu mal a decisão de retirar as protecções metálicas dos canteiros;
 correu mal o sistema de rega ponto a ponto;
correu mal o cálculo do débito da água que obrigou a ulterior intervenção para aumento do caudal;
correu mal a colocação dos aspersores obrigando a nova intervenção para o aumento do seu número;
e correu muito mal a forma como o vereador mostrou enorme falta de respeito por quem se mostrou
preocupado pelo jardim durante todo o processo... 

Petição com mais de 300 assinaturas que não mereceu sequer uma resposta

Difícil é mesmo encontrar alguma coisa que tenha corrido bem no jardim do Príncipe Real desde que o sr. vereador Sá Fernandes resolveu nele intervir.
Infelizmente os (ir)responsáveis pelos espaços verdes não aprendem com os erros cometidos. O piso 'Aripaq' antes de ser aplicado no jardim França Borges já tinha sido aplicado em S. Pedro de Alcântara onde, após a erosão que tem sofrido, apresenta desníveis entre piso e calçada que constituem grave perigo de queda. A eliminação de áreas plantadas e arborizadas, o abate de árvores, sem a devida fundamentação, tem sido regra nas intervenções feitas por esta vereação nos jardins da cidade.
Mesmo agora, depois de tudo o que se passou de atropelos às boas regras de intervenção num jardim romântico o que vemos, o que observamos:
a expansão do betão, o aumento de área construída no que devia dela estar livre;
o descuido com que se opera junto e em cima das raízes de uma árvore classificada e ainda por cima já debilitada:

Não, decididamente não estamos a lidar com pessoas responsáveis.

Como cidadãos, como contribuintes e utentes do jardim, exigimos que se assumam responsabilidades de todo este rol de coisas que correram mal. Não basta que se admita que o 'piso correu mal' mas talvez corra mehor da próxima tentativa. Não, não basta. Já se fizeram demasiadas tentativas, já se desbarataram demasiados recursos para que se não exijam resposanbilidades aos (ir)responsáveis.



* Marisa Soares cobriu a reunião descentralizada da CML que teve lugar no dia 5 no Centro Cultural Doutor Magalhães Lima. 

** in: página do Forum Cidadania Lx, no Facebook.

 

domingo, 10 de novembro de 2013

O Piso, outra vez o Piso.


Desde que em Maio de 2010 a colocação do actual piso do Jardim foi terminada, que os problemas com o mesmo não param de se suceder. O pó tem sido o mais apontado e é talvez o mais pernicioso. Mas não é o único. Sempre que chove com um pouco mais de intensidade lá vai a camada superior do piso delizar pelas ruas limítrofes abaixo e depositar-se nas caldeiras das árvores do alinhamento, impedindo-as de absorver a água. A erosão provocada pelo uso humano e pela chuva tem acentuado a degradação do piso que apresenta inúmeras depressões e irregularidades. A CML não se cansa de ir tentando remediar esses problemas -como a rega do piso no verão, a decapagem e a rega com cola, os remendos nas zonas mais degradadas- à custa de avultadas verbas. Mas estão sempre a resurgir os mesmos e novos problemas, como os causados pelas mais recentes chuvadas que as fotos documentam:

 Estado do piso junto à primeira barraca da feira da agricultura biológica.
 Um exemplo no interior do jardim...
...e junto ao Quiosque.
Quando chove o areão -que colocaram recentemente sobre o piso original, para impedir o pó- escorre para as ruas limítrofes e para as...
 ...as caldeiras das árvores de alinhamento.
 As 'depressões' do piso atingem já alguns centímetros e dão direito a tropeçar e a quedas das pessoas de mais idade.

Será pedir de mais à CML para não se acobertar por de trás do Orçamento Participativo e resolver de vez este problema que ela própria criou?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ACUSAMOS!


Um dos mais graves erros de que enfermou a 'requalificação' do Jardim França Borges, vulgo Jardim do Príncipe Real, foi a escolha do seu novo piso. Como previmos e alertamos atempadamente essa foi uma péssima escolha. O pó que produz, e o vidro moído é um dos materiais que este piso contém, é o mais grave dos problemas que o presente piso apresenta, mas não é o único. Logo pouco após a inauguração das obras de 'requalificação', do Jardim em Maio de 2010, um abaixo assinado que recolheu mais de 300 assinaturas de cidadãos utentes do Jardim exigiu a substituição desse piso, sem resposta e sem sucesso. Um ano depois, face ao crescente desagrado e desconforto provocado pelo piso a pessoas, plantas e animais a tutela levou a cabo uma tentativa de eliminar o pó 'regando' o piso com uma solução química agregadora da camada superficial do piso, ver imagem abaixo. Mas essa solução, bastante dispendiosa, não resistiria senão poucos meses ao natural uso do piso pelos passeantes.
Surge agora no sítio da CML dedicado ao Orçamento Participativo, OP, a repavimentação do Jardim como uma das escolhas dos cidadãos para as obras a realizar no âmbito desse OP.
Ora, louvando embora a atitude dos cidadãos que, preocupados com a péssima qualidade do piso do Jardim, e aproveitando o evento da 'Árvore da Participação' (ver imagem) propõem a sua substituição por outro tipo de piso mais adequado à sua função, não podemos deixar de denunciar a atitude hipócrita da vereação dos espaços verdes e ao colocar à votação pública essa proposta sem assumir a sua enorme e exclusiva responsabilidade no caso.
Na realidade a escolha deste piso foi uma escolha política e pessoal do actual titular da pasta, o vereador José Sá Fernandes, contra o parecer dos próprios técnicos que tutela.
Já aquando da solução acima referida da cola agregadora a tutela agiu como se nenhuma responsabilidade tivesse tido no caso, dando a entender que estaria a tentar resolver um problema que outros, que não ela, tinham criado.
Ora o facto é que a tutela dos espaços verdes da CML é a única e exclusiva responsável pela teimosia na escolha do piso do Jardim, que agora, hipocritamente, permite vir a ser repavimentado no âmbito do OP.
Não podemos aceitar isso de modo nenhum. Exigimos que a CML assuma as suas responsabilidades no caso e efectue a repavimentação do piso do Jardim, mas não em detrimento de outros projectos que o limitado OP venha a financiar, mas sim a expensas do orçamento próprio atribuído ao departamento dos espaços verdes.
É caso também para indagar porque é que a vereação dos espaços verdes não exige do empreiteiro a assunção das suas falhas e reparação das mesmas, caso entenda, como se depreende das suas tomadas de posição públicas, que a escolha do tipo de piso foi a correcta e adequada e todos os problemas que têm surgido se devem a uma defeituosa execução do piso.


'Os Amigos do Príncipe Real'


* Infelizmente aplicado também noutros espaços, como no terreiro de S. Pedro de Alcântara.


'Estamos a Trabalhar para Eliminar as Poeiras'!

A 'Árvore da Participação'


sábado, 29 de junho de 2013

Ora molha, molha...

Voltamos ao mesmo de sempre:


borrifa-se o piso para comabater o pó que este constante e permanentemente gera.
Só há uma solução para isto, sr. (ir)responsáveis da CML: um novo piso!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Remendando.

Quem nasce torto...
Neste caso é mais apropriado dizer-se "O que é mal concebido tarde ou nunca fica bem".
Mas este não era o único buraco que existia no piso. Há mais muitos mais, aqui vai mais um:
e mais outro:
dois exemplos para além dos que já foram tapados na orla Norte do Jardim.