O Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida produziu, a propósito das 10 árvores de alinhamento que ainda se mantém de pé na orla Poente do Jardim do Príncipe Real, duas informações com o mesmo número, nº 441, datadas ambas de 5 de Janeiro de 2010, mas com conteúdos diferentes. Na 1ª versão apontam-se duas das 10 árvores como representando perigosidade alta, na 2ª versão essas duas árvores passam a 3.
Não pomos em causa que tenha havido um engano na primeira versão da informação nº 441 de 5 de Janeiro. O que pomos em causa é que se produza um novo documento com o mesmo nº e a mesma data - o que infringe todas as regras da produção de documentação técnica - não se assumindo o erro cometido. Bastava fazer uma adenda ou rectificação da informação já publicada ou então produzia-se uma nova informação com novo número e nova data.
Consultar aqui a primeira versão da informação nº 441 e aqui a 2ª versão dessa mesma informação nº 441.
quarta-feira, 3 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Os nomes das coisas!
Cara(o)s Amigas(os) do Príncipe Real,
No meio desta torrente de mensagens, não sei se haverá olhos para este escrito que, ainda por cima, nada tem a ver com comunicações sociais e similares.
Porém, arrisco. Mais uma vez:
Sempre. Sempre defendi que os pormenores são muito importantes, quer no trabalho, quer na vida. E quanto a estes, reporto-me aqui às nomenclaturas ou designações.
Um ror de indivíduos titulares na nossa administração pública, a soldo do (nosso) erário público passa as suas 24 horas diárias a tramar esquemas, artifícios e truques que engodem ou iludam o cidadão de boa-fé no sentido de o levar a morder o isco da fantasia e a cair no saco dos crédulos reconhecidos. Os objectivos ocultos e sinuosos destas intrujices abarcam normalmente dois tipos de lucro ou dividendos: o material, imediato e restrito quanto a beneficiários, e o político-partidário, mais lato e reforçador do seu establishment e crédito.
De entre as artimanhas usadas e no âmbito das obras públicas, desde há alguns anos que aqueles têm vindo a parir, subtilmente, novas designações para a face pública das suas intervenções físicas na urbe, adulterando os formulários e os conceitos técnicos de sempre em benefício de uma propaganda sedutora e de uma mentalização popular errónea. Tudo isto, sob o silêncio cúmplice e prostituído das elites gestoras das organizações/corporações técnico-profissionais da área (também estas já, maioritariamente, sob o domínio partidário).
Do que ao nosso caso respeita, sobressaem dois termos designativos, adoptados pela Câmara Municipal de Lisboa (e, suponho, pela Junta de Freguesia das Mercês).
São eles: Requalificação e Mobiliário.
Ora, não há projectos técnicos de Requalificação! Há projectos técnicos de Construção, de Remodelação, de Ampliação, de Reconstrução, de Reconversão e de Reabilitação. E há intervenções de Restauro e Conservação, elevadas a projecto ou não.
Estar a propagandear uma acção técnica futura como requalificação é estar a antecipar um pendor avaliativo e qualificativo a um produto que ainda não se conhece nem existe e que – sendo público – só a jusante, quando concluído e fruído poderá vir a merecer tal apodo pelo cidadão comum e utente ou, mesmo, pela comunidade em geral. Acontece é que, normalmente, estas obras resultam na TRANSFIGURAÇÃO do objecto das mesmas.
Mas, os tais indivíduos apostam na mentalização prévia do povaréu...
O Jardim do Príncipe Real não tem, nem nunca teve, mobiliário. Nele, só a extinta bibliotecazinha que, debaixo do Cedro do Buçaco, era guarnecida com uma dezena de cadeiras metálicas ligeiras. Porém, aquele estranho “restaurante” incrustado na área do jardim – talvez motel, qualquer dia – já terá algum mobiliário.
O que o Jardim do Príncipe Real tem é equipamento!
Equipamento fixo ou encastrado. Construído ou não no local.
O(s) bebedouro(s), os bancos, os recipientes do lixo, as mesas dos seniores, os escorregas e baloiços dos miúdos(as), as protecções metálicas dos canteiros, o pavilhão do jardineiro, etc., constituem o EQUIPAMENTO deste jardim.
Mobiliário é um conjunto de móveis. Ou seja, por definição etimológica, um conjunto de peças utilitárias mudáveis, alteráveis, inconstantes, volúveis.
O sofisma da designação por mobiliário, em vez de por equipamento é fácil de desmontar:
O uso do termo Mobiliário cria e acomoda na cabeça do cidadão o conceito figurinista de inovação, de criação, de evolução e de substituição habitual. E, de facto, uma das dezenas (?) de empresas satélites da C. M. L. está vocacionada para o negócio da substituição sistemática e atenta do habilmente designado “mobiliário urbano” de Lisboa (que também não existe)...
Portanto, Caros Amigos do Príncipe Real: NÃO ALINHEMOS COM ELES!
Alinhar nestes léxicos e conceitos é alimentarmos mais um esquema deles. É contribuirmos para reconhecer um ambiente translúcido, como suporte das nossas diligências.
O que, de facto, se vê acontecer no nosso Jardim é uma obra de Reconstrução ou de Remodelação.
O que é MAU!
O meu pedido de desculpas por este incómodo.
José Chamusco, Arquitecto.
No meio desta torrente de mensagens, não sei se haverá olhos para este escrito que, ainda por cima, nada tem a ver com comunicações sociais e similares.
Porém, arrisco. Mais uma vez:
Sempre. Sempre defendi que os pormenores são muito importantes, quer no trabalho, quer na vida. E quanto a estes, reporto-me aqui às nomenclaturas ou designações.
Um ror de indivíduos titulares na nossa administração pública, a soldo do (nosso) erário público passa as suas 24 horas diárias a tramar esquemas, artifícios e truques que engodem ou iludam o cidadão de boa-fé no sentido de o levar a morder o isco da fantasia e a cair no saco dos crédulos reconhecidos. Os objectivos ocultos e sinuosos destas intrujices abarcam normalmente dois tipos de lucro ou dividendos: o material, imediato e restrito quanto a beneficiários, e o político-partidário, mais lato e reforçador do seu establishment e crédito.
De entre as artimanhas usadas e no âmbito das obras públicas, desde há alguns anos que aqueles têm vindo a parir, subtilmente, novas designações para a face pública das suas intervenções físicas na urbe, adulterando os formulários e os conceitos técnicos de sempre em benefício de uma propaganda sedutora e de uma mentalização popular errónea. Tudo isto, sob o silêncio cúmplice e prostituído das elites gestoras das organizações/corporações técnico-profissionais da área (também estas já, maioritariamente, sob o domínio partidário).
Do que ao nosso caso respeita, sobressaem dois termos designativos, adoptados pela Câmara Municipal de Lisboa (e, suponho, pela Junta de Freguesia das Mercês).
São eles: Requalificação e Mobiliário.
Ora, não há projectos técnicos de Requalificação! Há projectos técnicos de Construção, de Remodelação, de Ampliação, de Reconstrução, de Reconversão e de Reabilitação. E há intervenções de Restauro e Conservação, elevadas a projecto ou não.
Estar a propagandear uma acção técnica futura como requalificação é estar a antecipar um pendor avaliativo e qualificativo a um produto que ainda não se conhece nem existe e que – sendo público – só a jusante, quando concluído e fruído poderá vir a merecer tal apodo pelo cidadão comum e utente ou, mesmo, pela comunidade em geral. Acontece é que, normalmente, estas obras resultam na TRANSFIGURAÇÃO do objecto das mesmas.
Mas, os tais indivíduos apostam na mentalização prévia do povaréu...
O Jardim do Príncipe Real não tem, nem nunca teve, mobiliário. Nele, só a extinta bibliotecazinha que, debaixo do Cedro do Buçaco, era guarnecida com uma dezena de cadeiras metálicas ligeiras. Porém, aquele estranho “restaurante” incrustado na área do jardim – talvez motel, qualquer dia – já terá algum mobiliário.
O que o Jardim do Príncipe Real tem é equipamento!
Equipamento fixo ou encastrado. Construído ou não no local.
O(s) bebedouro(s), os bancos, os recipientes do lixo, as mesas dos seniores, os escorregas e baloiços dos miúdos(as), as protecções metálicas dos canteiros, o pavilhão do jardineiro, etc., constituem o EQUIPAMENTO deste jardim.
Mobiliário é um conjunto de móveis. Ou seja, por definição etimológica, um conjunto de peças utilitárias mudáveis, alteráveis, inconstantes, volúveis.
O sofisma da designação por mobiliário, em vez de por equipamento é fácil de desmontar:
O uso do termo Mobiliário cria e acomoda na cabeça do cidadão o conceito figurinista de inovação, de criação, de evolução e de substituição habitual. E, de facto, uma das dezenas (?) de empresas satélites da C. M. L. está vocacionada para o negócio da substituição sistemática e atenta do habilmente designado “mobiliário urbano” de Lisboa (que também não existe)...
Portanto, Caros Amigos do Príncipe Real: NÃO ALINHEMOS COM ELES!
Alinhar nestes léxicos e conceitos é alimentarmos mais um esquema deles. É contribuirmos para reconhecer um ambiente translúcido, como suporte das nossas diligências.
O que, de facto, se vê acontecer no nosso Jardim é uma obra de Reconstrução ou de Remodelação.
O que é MAU!
O meu pedido de desculpas por este incómodo.
José Chamusco, Arquitecto.
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Jardim do Príncipe Real
Da minha consulta ao processo
Começo por agradecer a simpatia e a colaboração das pessoas que me atenderam nas instalações da Direcção Municipal de Ambiente Urbano, na Avenida 24 de Julho, Nº 171, até porque tive que consultar os dossiers na secretária de uma das simpáticas técnicas, pois não havia sala disponível para consulta, despejando-a. Pena que não tivesse sido a do sr. director.
Da minha consulta de ontem ao processo camarário Nº 15/09/DMAU/DGEP/DFCEP, referente à empreitada em curso no Jardim do Príncipe Real, de que fazem parte 5 dossiers + 1 "dossier verde", consultei 4 dos primeiros e este último.
Sobre o processo, quase nada de novo a acrescentar ao que já se sabia e de que os prezados amigos deste blogue já deram conta por diversas vezes. Apenas retive curiosidades:
1. O projecto total custa 1.150.000 €, repartidos por 850 mil/jardim e 300 mil/arruamentos. Uma barbaridade completamente tonta, ainda por cima envolvendo a "plantação" de candeeiros novos em vez de se porem lá os candeeiros do séc. XIX, de lâmpada Lisbonense, retirados há bem pouco tempo de zonas da cidade, como por ex. das Avenidas Novas ou do Bairro da Calçada dos Mestres, junto ao Aqueduto. Não entendo como é possível a CML abdicar de poupar, ainda por cima quando tem à sua disposição candeeiros genuínos do séc. XIX para colocar num jardim histórico. Não entendo.
2. Vi uma série de pareceres escritos do LPVVA, em catadupa, todos datados de Janeiro de 2010 (dias 5, 6 e 26) - havia uns de 1996 e 1997, completamente datados (outro sentido), portanto, posteriores ao abate, e dizendo respeito somente às árvores ainda ... de pé, ou seja, daquelas que ainda restam do lado do palacete que era do INETI. Sendo que apenas 1 delas é referida como sendo de perigosidade alta. Nem ali nem em nenhum outro documento vi uma alusão, sequer ténue, a uma possibilidade que me parece ciclicamente ignorada por estas bandas: tratamento de árvores doentes. Mau estado fitossanitário significa, cá pelo burgo, abate da árvore.
3. Na memória descritiva e nos relatórios preliminares há várias vezes a menção a que a característica do jardim é a de ser um espaço verde "fechado e cerrado", sendo o "estado sanitário razoável na generalidade", necessitando apenas de podas pontuais. Pelos visto, em 2009, data desses documentos, entendia-se que o jardim deveria manter essa característica. Hoje, todavia, a luz é o elemento central e foram abatidas 49 árvores, na sua maioria de médio e grande porte.
4. O único parecer da AFN que encontrei data de 22/2/2010 e, obviamente, reporta-se às árvores ainda de pé. Defende apenas podas de pequena cirurgia e o abate de 2 choupos no passeio pedestre nas proximidades dos 3 ficus macrophylla classificados.
5. No OF/98/09/DMAU/DEP é claramente garantido que os bancos não serão substituídos, pelo que espero que não se tenha entretanto voltado atrás, ou, pior, que os bancos retirados do local desapareçam. Aqueles bancos são bonitos e estão em bom estado.
Da minha consulta de ontem ao processo camarário Nº 15/09/DMAU/DGEP/DFCEP, referente à empreitada em curso no Jardim do Príncipe Real, de que fazem parte 5 dossiers + 1 "dossier verde", consultei 4 dos primeiros e este último.
Sobre o processo, quase nada de novo a acrescentar ao que já se sabia e de que os prezados amigos deste blogue já deram conta por diversas vezes. Apenas retive curiosidades:
1. O projecto total custa 1.150.000 €, repartidos por 850 mil/jardim e 300 mil/arruamentos. Uma barbaridade completamente tonta, ainda por cima envolvendo a "plantação" de candeeiros novos em vez de se porem lá os candeeiros do séc. XIX, de lâmpada Lisbonense, retirados há bem pouco tempo de zonas da cidade, como por ex. das Avenidas Novas ou do Bairro da Calçada dos Mestres, junto ao Aqueduto. Não entendo como é possível a CML abdicar de poupar, ainda por cima quando tem à sua disposição candeeiros genuínos do séc. XIX para colocar num jardim histórico. Não entendo.
2. Vi uma série de pareceres escritos do LPVVA, em catadupa, todos datados de Janeiro de 2010 (dias 5, 6 e 26) - havia uns de 1996 e 1997, completamente datados (outro sentido), portanto, posteriores ao abate, e dizendo respeito somente às árvores ainda ... de pé, ou seja, daquelas que ainda restam do lado do palacete que era do INETI. Sendo que apenas 1 delas é referida como sendo de perigosidade alta. Nem ali nem em nenhum outro documento vi uma alusão, sequer ténue, a uma possibilidade que me parece ciclicamente ignorada por estas bandas: tratamento de árvores doentes. Mau estado fitossanitário significa, cá pelo burgo, abate da árvore.
3. Na memória descritiva e nos relatórios preliminares há várias vezes a menção a que a característica do jardim é a de ser um espaço verde "fechado e cerrado", sendo o "estado sanitário razoável na generalidade", necessitando apenas de podas pontuais. Pelos visto, em 2009, data desses documentos, entendia-se que o jardim deveria manter essa característica. Hoje, todavia, a luz é o elemento central e foram abatidas 49 árvores, na sua maioria de médio e grande porte.
4. O único parecer da AFN que encontrei data de 22/2/2010 e, obviamente, reporta-se às árvores ainda de pé. Defende apenas podas de pequena cirurgia e o abate de 2 choupos no passeio pedestre nas proximidades dos 3 ficus macrophylla classificados.
5. No OF/98/09/DMAU/DEP é claramente garantido que os bancos não serão substituídos, pelo que espero que não se tenha entretanto voltado atrás, ou, pior, que os bancos retirados do local desapareçam. Aqueles bancos são bonitos e estão em bom estado.
A Carta de Florença
Para quem afirma, sem pejo, ter a intervenção em curso no Jardim do Príncipe Real seguido escrupulosamente o disposto na Carta de Florença deixo aqui em português e aqui em inglês essa carta para que a leiam e confrontem o que nela se preconiza e recomenda em relação às intervenções em jardins históricos, com o que está a ser feito no nosso Jardim.
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Carta de Florença,
Jardins Históricos
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
As Três Mártires
Amanhã estas três árvores vão ser abatidas porque apresentam 'perigosidade alta'. Elas vivem aqui há mais de 20 anos, tem aguentado os maus tratos a que as sujeitaram quem delas devia cuidar, tem aguentado firmes todos os vendavais e intempéries durante este tempo todo, mas alguém resolveu, olhando para elas, que apresentam 'perigosidade alta' pelo que devem ser imediatamente abatidas.
Que sorte temos de ainda não nos considerarem de 'perigosidade alta'.
Pontos nos ii nos "pontos nos ii"
Tomou o Grupo de Amigos do Príncipe Real conhecimento de um artigo da autoria do responsável pela Direcção Municipal do Ambiente Urbano da CML (edição de hoje do Jornal Público), no qual pretensamente são colocados "os pontos nos ii" no que toca ao processo de reabilitação em curso no Jardim do Príncipe Real, projecto, lembramos, da responsabilidade, ainda que intermédia, do autor do referido artigo.
Face à evidência do que é escrito no mesmo, cumpre-nos, ainda que nos tornemos repetitivos, realçar o seguinte:
1. Finalmente, a CML, pela mão do autor do artigo em apreço, assume que o abate das 49 árvores, 9 das quais no interior do Jardim, não teve por base critérios de índole fitossanitária (relativamente aos quais, aliás, apenas tem de facto análises para 10 das árvores ainda em pé das 62 destinadas ao abate), mas antes critérios, subjectivos, de ordem estética, designadamente ao considerar que os choupos de alinhamento já abatidos foram-no porque "inadequados ao ambiente urbano".
Ou seja, o jardim muda radicalmente de aspecto porque a CML assim o entende.
E muda o jardim propriamente dito e os dois anexos a Poente, que passaram de áreas verdes a empedrados.
E as áreas arrelvadas que dimunem drasticamente para passarem a prados e vegetação rasteira.
2. Não existe nenhum parecer escrito da Autoridade Florestal Nacional autorizando, ou proibindo, o abate de árvores, e, uma vez que o projecto da CML interfere no raio de protecção (leia-se rede radicular) das árvores que se encontram classificadas, tal constitui uma ilegalidade evidente.
3. Também o parecer do IGESPAR, a quem forçosamente compete decidir por se tratar de uma intervenção em espaço, a Praça do Príncipe Real, sobejamente rico em matéria patrimonial e histórica, nos parece estranho, uma vez que começou por ser negativo (com uma determinada presidência) para imediatemente a seguir ser favorável (com outra e nova presidência).
4. Os considerandos do artigo em apreço relativamente ao suposto cumprimento escrupuloso por parte da CML dos critérios subjacentes à temática Jardins Históricos parecem-nos evidentemente despropositados face à posição da respectiva associação, formulada, aliás, em artigo já publicado no mesmo diário.
Qualquer observador mais atento reparará na total falta de protecção das árvores envolventes, na maquinaria pesada que operou e ainda opera no jardim - e o impacto negativo que isso tem em solos saturados de água - no abate de 49 árvores de uma só vez e o forte impacto ambiental que isso tem no espaço circundante...na abertura dos roços junto das raízes, de que temos fotos, tudo isso contraria absoluta e totalmente as recomendações da Carta de Florença, que defende que qualquer intervenção num Jardim Histórico seja feita sempre de forma gradual, a fim de minimizar os impactos!
Finalmente, o Grupo de Amigos do Príncipe Real reitera que continuará a falar verdade, pelo que continuará a divulgar informação factual sobre este assunto a quem de direito e na medida das suas possibilidades, tendo para o efeito já agendadas audiências a várias instâncias.
'Amigos do Príncipe Real'
PS Este grupo nunca levantou a questão do desenho dos caminhos não estar a ser respeitado. A questão que colocamos e continuamos a colocar é a da adequação do pavimento em saibro estabilizado para um Jardim que tem a carga humana deste Jardim, nomeadamente na sua orla Norte.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ainda sobre os candeeiros
Estas são as colunas de iluminação retiradas há poucos meses do Bairro da Calçada dos Mestres (junto ao Aqueduto), no seguimento de mais uma etapa da mega-empreitada de abate e substituição de candeeiros antigos por essa Lisboa afora, regra geral substituídos por exemplares paupérrimos, feitos em chapa galvanizada (visíveis nas fotos). Destino destes candeeiros? Bom, das duas uma: armazéns da CML ou jardins privados.
Ora, sendo os candeeiros recentemente colocados no Príncipe Real os já aqui documentados, a pergunta é: por que razão não foram estas colunas colocadas no Príncipe Real? Tinha saído muito mais barato e, mais importante, enobreceriam ainda mais o Jardim. Mas, claro, a isso, creio, nunca responderá a divisão de iluminação pública da CML. A ver vamos.
Fotos: FJ
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candeeiros
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Consulta ao processo
Exmo. Senhor
Paulo Ferrero,
Em resposta ao pedido de consulta do processo relativo às obras de intervenção no Jardim França Borges, enviado por V. Exa. via e-mail, no dia 10 de Fevereiro de 2010, cumpre-me informar que o referido processo estará disponível para consulta no próximo dia 25 de Fevereiro de 2010, pelas 15h30, nas instalações da Divisão de Fiscalização e controlo do Espaço Público, na morada: Av. 24 de Julho, nº 171. Telf. 21 391 24 21.
Com os melhores cumprimentos,
Inês Matias
Secretária do Vereador José Sá Fernandes
Câmara Municipal de Lisboa
Paços do Concelho, Praça do Município1100-365 Lisboa
Paulo Ferrero,
Em resposta ao pedido de consulta do processo relativo às obras de intervenção no Jardim França Borges, enviado por V. Exa. via e-mail, no dia 10 de Fevereiro de 2010, cumpre-me informar que o referido processo estará disponível para consulta no próximo dia 25 de Fevereiro de 2010, pelas 15h30, nas instalações da Divisão de Fiscalização e controlo do Espaço Público, na morada: Av. 24 de Julho, nº 171. Telf. 21 391 24 21.
Com os melhores cumprimentos,
Inês Matias
Secretária do Vereador José Sá Fernandes
Câmara Municipal de Lisboa
Paços do Concelho, Praça do Município1100-365 Lisboa
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O Carnaval no Jardim do Príncipe Real
A novas luminárias do Jardim do Príncipe Real estão mascaradas.
Julguei que fosse consequência de acto lúdico - os alarves também se divertem - premonitório de animado baile de máscaras no Jardim em Quadra Carnavalesca.
E fui ficando expectante, quanto à chegada cadenciada dos vampiros, dos trogloditas, dos frankensteins, dos múmias e de outros Sátisfeitos monstrinhos do nosso quotidiano.
Mas não. De máscaras, mais nada! Agora, só resta o Baile da Pinhata e esse não leva máscaras.
Então, voltei junto daqueles mascarados estáticos, intrigado. E vi. Vejo porque estão mascarados.
Estão mascarados por vergonha!
Do que a máscara deixa vislumbrar, vejo que estas luminárias não passam de puras caricaturas das suas homólogas originais. São ridículas pseudo-reconstituições pretensamente sugestivas (só com muita imaginação) das que ali repousaram durante um século, primeiro, acariciadas duas vezes ao dia pelo "caga-lume" que lhes abria e acendia o gás, apagando-o e cortando-o horas mais tarde, depois, electrificadas, orgulhosas com o mágico efeito de se acenderem e apagarem por artes surpreendentes.
Da pobreza e pelintrice raquítica dos fustes, que se depreende pelas partes visíveis, até à nudez barata e inculta dos seus socos, que se decifram por baixo dos trapos, tudo parece, de facto uma partida de Carnaval.
Diria que talvez se safem as armaduras (lanternas). Estas, embora de sustentação frágil, ainda conseguem sugestionar positivamente.
Mas, e a altura?
A altura destes candeeiros, ali plantados em traje de Inverno, não parece a mais recomendável para este jardim. Terão cerca de meio metro a mais. Sendo bastante mais altos do que os originais, as lanternas serão envoltas pela ramagem a curto prazo e a sua eficácia será prejudicada. Parece que, também nesta vertenta, os "antigos" não pensavam sobre os joelhos... Quanto a isto, ainda admito vir a ouvir justificar que os reflectores a aplicar dirigem a luz para baixo e que o rendimento será maior se as armaduras estiverem mais elevadas, etc, etc,...
Até breve, Amigos do Príncipe Real,
José Chamusco, Arquitecto.
Julguei que fosse consequência de acto lúdico - os alarves também se divertem - premonitório de animado baile de máscaras no Jardim em Quadra Carnavalesca.
E fui ficando expectante, quanto à chegada cadenciada dos vampiros, dos trogloditas, dos frankensteins, dos múmias e de outros Sátisfeitos monstrinhos do nosso quotidiano.
Mas não. De máscaras, mais nada! Agora, só resta o Baile da Pinhata e esse não leva máscaras.
Então, voltei junto daqueles mascarados estáticos, intrigado. E vi. Vejo porque estão mascarados.
Estão mascarados por vergonha!
Do que a máscara deixa vislumbrar, vejo que estas luminárias não passam de puras caricaturas das suas homólogas originais. São ridículas pseudo-reconstituições pretensamente sugestivas (só com muita imaginação) das que ali repousaram durante um século, primeiro, acariciadas duas vezes ao dia pelo "caga-lume" que lhes abria e acendia o gás, apagando-o e cortando-o horas mais tarde, depois, electrificadas, orgulhosas com o mágico efeito de se acenderem e apagarem por artes surpreendentes.
Da pobreza e pelintrice raquítica dos fustes, que se depreende pelas partes visíveis, até à nudez barata e inculta dos seus socos, que se decifram por baixo dos trapos, tudo parece, de facto uma partida de Carnaval.
Diria que talvez se safem as armaduras (lanternas). Estas, embora de sustentação frágil, ainda conseguem sugestionar positivamente.
Mas, e a altura?
A altura destes candeeiros, ali plantados em traje de Inverno, não parece a mais recomendável para este jardim. Terão cerca de meio metro a mais. Sendo bastante mais altos do que os originais, as lanternas serão envoltas pela ramagem a curto prazo e a sua eficácia será prejudicada. Parece que, também nesta vertenta, os "antigos" não pensavam sobre os joelhos... Quanto a isto, ainda admito vir a ouvir justificar que os reflectores a aplicar dirigem a luz para baixo e que o rendimento será maior se as armaduras estiverem mais elevadas, etc, etc,...
Até breve, Amigos do Príncipe Real,
José Chamusco, Arquitecto.
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