quarta-feira, 17 de março de 2010

Requalificação ou Empobrecimento?

Antes
Depois

Quantos anos teremos de esperar para poder voltar a fruir de uma imagem semelhante à ilustrada em 'Antes', mesmo que de menor beleza?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Crónica de um abate anunciado.

O Populus x Canadensis designado por P1 na informação nº 441 do LPVVA de 5 de Janeiro e considerado, através de uma mera inspecção visual, de 'Perigosidade Alta' - quando será que os nossos médicos passarão a usar tão económicos meios de diagnóstico para aliviar a pesada factura do SNS? - foi hoje dia 12 de Março estupidamente abatido. Aqui deixo testemunho desse infame acto.


Reparem no jovem acrobata com talvez uns 60 kg de peso e um braço da sua força peso até à zona de codominância de uns 10 m o que equivale a uma força de ruptura de uns 6000 N. A coitada da Populus x canadensis, de alta perigosidade de ruptura, nem se mexe.

e lá vai uma pernada

e outra

e mais outra

e pronto já só falta o tronco

e agora o tronco

e pronto já está tudo limpo

só mais a assinatura na obra de arte
(foto de Leonor Areal)

Eutanásia das árvores

Fortes, pujantes, belas. As 4 árvores que foram cortadas hoje. Estavam doentes? As autoridades dizem que sim. Mas podiam durar ainda muito. (A quarta nem consegui localizá-la entre os escombros do estaleiro.)












P.S. E a assinatura "R" é de quem?

quinta-feira, 11 de março de 2010

As Três Mártires são afinal Quatro.

Como já suspeitava onde o LPVVA diz mata a CML diz esfola. O LPVVA marcou 3 choupos x canadensis como de perigosidade alta. A Junta de Freguesia das Mercês colocou um aviso, ver foto, em que segundo ordens do vereador José Sá Fernandes essas três árvores seriam imediatamente abatidas. Mas afinal estão a ser abatidas quatro.

Aviso da Junta de Freguesia das Mercês

As Três Mártires

Apesar de terem resistido sem o menor tremor aos vendavais do fim de Fevereiro que assolaram o País e Lisboa, não vão resistir às motos serras a mando da CML. É hoje, afinal, que vão ser condenadas.
Um pequeno pormenor anedótico: restam-lhes algumas horas de vida porque os responsáveis pelo abate não mandaram retirar com a devida antecedência os carros estacionados perto delas.
Quando se realizam filmagens, dias antes do seu início tomam-se as devidas medidas para desimpedir os locais. Aqui trazem-se as equipas para o abate esperando que os carros aí estacionados desapareçam por artes mágicas.

PS Esperemos que sejam só as três julgadas e condenadas pelo LPVVA

quarta-feira, 10 de março de 2010

É preciso fazer regressar o E-24!


Agradecem: Mobilidade, Turismo, Estética, Príncipe Real e Lisboa.

Asneira atrás de asneira



Foto nº 1



Foto nº 2



Foto nº 3 de Ernst Schade


No Jardim do Príncipe Real as asneiras sucedem-se umas às outras sem parar. Assistimos no passado dia 1 de Março à descarga dos lódãos-bastardos (Celtis australis) que irão ser plantados no lugar das abatidas árvores de alinhamento. Estes, como se pode observar nas fotos nº 1 e 2, foram transportados uns em cima dos outros e retirados para o chão com a ajuda de uma máquina. Aí estão, no chão, tombados e empilhados, há nove dias, ver foto nº3.

Destas árvores quantas irão vingar? Cremos que muitas delas não resistirão a este transplante. O torrão, i.e. a massa e volume de terra que trazem envolvendo as raízes, é muito pequeno, o que indica um sistema radicular muito diminuído. Se o transporte e manuseamento na descarga não foi o mais indicado, estarem há já nove dias deitadas umas sobre as outras também não as ajuda em nada, antes pelo contrário. A árvore jovem, como ser vivo que é, está já a tentar adaptar-se o melhor possível a essa estranha, para a sua natureza, posição, gastando preciosas energias em vão. E as raízes, em contacto próximo com o ar, estão expostas há tempo excessivo a variações rápidas de temperatura e humidade.

Os responsáveis pela intervenção no jardim querem atenuar a enorme asneira que fizeram ao abater todas as árvores de alinhamento, colocando agora estes lódãos-bastardos já crescidinhos, com uns três metros de altura. Mas estão a esquecer-se de um facto muito importante. É que estas árvores, as que vingarem, vão gastar meia dúzia de anos a tentarem adaptar-se ao novo ambiente, e durante esse período não vão crescer em altura, visto terem um sistema de raízes excessivamente pequeno para o seu tamanho. Este atraso será ainda mais agravado pelo abandono que aqui relatamos.

Desta forma, pouco adianta plantar árvores com já alguns anos de desenvolvimento em vez de acabadas de despontar, visto o resultado final ser o mesmo: só daqui a uns 15 a 20 anos é que elas atingirão um porte comparável às que foram abatidas. As que sobreviverem.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A morte das robínias




quinta-feira, 4 de março de 2010

A propósito das robínias:




O original deste importante, interessante e brilhante artigo pode ser consultado na edição de Março da revista 'Tempo Livre' do INATEL, ou descarregado aqui.

quarta-feira, 3 de março de 2010

LPVVA: dois documentos distintos mas o mesmo nº e a mesma data

O Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida produziu, a propósito das 10 árvores de alinhamento que ainda se mantém de pé na orla Poente do Jardim do Príncipe Real, duas informações com o mesmo número, nº 441, datadas ambas de 5 de Janeiro de 2010, mas com conteúdos diferentes. Na 1ª versão apontam-se duas das 10 árvores como representando perigosidade alta, na 2ª versão essas duas árvores passam a 3.
Não pomos em causa que tenha havido um engano na primeira versão da informação nº 441 de 5 de Janeiro. O que pomos em causa é que se produza um novo documento com o mesmo nº e a mesma data - o que infringe todas as regras da produção de documentação técnica - não se assumindo o erro cometido. Bastava fazer uma adenda ou rectificação da informação já publicada ou então produzia-se uma nova informação com novo número e nova data.
Consultar aqui a primeira versão da informação nº 441 e aqui a 2ª versão dessa mesma informação nº 441.