domingo, 4 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sem pré-aviso.



Foi no dia 1 de Abril mas infelizmente não é mentira.

Ontem dia 1 de Abril, suponho que ao fim da tarde, sem que tivesse sido publicado qualquer aviso, e sem, ao que se saiba, qualquer autorização da AFN, foi abatida mais uma emblemática árvore no interior do Jardim.
Esta figueira Ficus macrophyla não consta sequer no rol das 62 das árvores a abater. Foi agora, e só agora - quase um mês após o prazo estipulado para o fim das obras - abatida, porquê? É certo que esta árvore há anos que não dava folhas, mas os competentíssimos técnicos da CML que fizeram o levantamento do arvoredo do Jardim não a marcaram para abate, e com boas razões.
Apesar de não reverdescer esta árvore pela sua localização e porte era fundamental na bela composição do topo NE do Jardim em redor do monumento a França Borges.
É isto a 'requalificação' do Jardim?

Planta,...desplanta II




Terá sido a notícia publicada aqui que levou alguém a dar ordens para 'desplantar' os lódãos que tinham sido plantados junto ao lago? Ou trata-se tão só de mais um exemplo do desnorte com que esta desastrada e desastrosa intervenção num jadim histórico e romântico no coração da Lisboa está a ser conduzida?
Esperemos que este 'desplante'  seja um sinal que afinal não serão plantados lódãos no interior do Jardim.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

'Não serão plantados lódãos no interior do jardim.'

Um lódão

Outro

Um terceiro lódão

Um quarto lódão

e um quinto lódão

O Vereador José Sá Fernandes terá afirmado, quando questionado sobre este assunto pela jornalista Ana Clotilde Correia da Lusa, que não serão plantados lodãos no interior do jardim. No entanto, e como infelizmente vem sido habitual nesta obra, aquilo que é dito e aquilo que é feito são coisas completamente distintas.

Como os Amigos do Príncipe Real temiam, e para tal alertaram, levando a jornalista da Agência Lusa a questionar o Vereador sobre o assunto, as robínias que o projecto da CML previa plantar ilegalmente e que se viu forçada a substituir - não sem antes criticar a lei em vez de pedir desculpa pela sua incompetência - foram substituídas por mais lódãos Celtis australis, ver fotos anexas. É mais uma pedra neste projecto de des(re)qualificação do Jardim França Borges.

Se os lódãos usados no alinhamento já não são as árvores que melhor podiam contribuir para a identidade romântica deste jardim, o seu uso no coração do mesmo, em redor do lago, é a afirmação do facilitismo, o assumir frontalmente a vontade de o descaracterizar e banalizar.

Note-se que a alteração ao projecto não foi submetida à aprovação de nenhuma das entidades responsáveis pelo o que ali se passa: AFN e Igespar. E terá sido esta alteração ao projecto sequer adicionada pela CML ao seu projecto ou entrámos em gestão directa, sabe-se lá por quem, re-afirmando o completo desprezo pelas formalidades legais evidenciado nesta obra?

Mas seja quem for o responsável pelo que ali se passa, o Vereador Sá Fernandes é que parece não ser porque ou não sabe o que são lódãos ou não tem qualquer controlo sobre os acontecimento, denotando ter sido, há muito, ultrapassado pelos serviços da CML e pelo empreiteiro da obra. Um Rei Consorte a quem todos acenam mas a quem ninguém presta qualquer atenção.

É fácil querer deixar marca nos jardins de Lisboa. Não há dúvidas que, como elefante numa loja de cristal, a marca do Vereador Sá Fernandes é bem visível por muitos dos jardins da Capital. À boleia de combater o desmazelo de anos, estas intervenções nos jardins gozaram, inicialmente, da boa vontade de muitos. Mas conforme Lisboa se vai tornando uma capital mais careca, os seus jardins miradouros e pontos de vista, sem recantos nem privacidade, apercebemo-nos que a tentação da obra 'feita' superou a humildade necessária para respeitar a natureza dos espaços, sem imposições de modas de arquitectura paisagista minimalistas que escondem um desconhecimento vasto das plantas e denotam uma incapacidade de trabalhar o material vegetal com mestria. Os jardins transformam-se em terreiros, os canteiros em calçadas.

Um verdadeiro restaurador sai meritoriamente invisível do seu restauro. E, infelizmente, no caso do Jardim França Borges, a única coisa que parece estar a tornar-se invisível é o próprio jardim.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Planta,...desplanta.

Local de onde foram 'desplantados' dois lódãos recém plantados

Poucos dias após o abate dos 4 Populus x canadensis, as árvores designadas por P1, P2, P3 e P4 na informação do LPVVA, foram plantados os novos lódãos nesses exactos locais. Ora a razão apontada pela AFN para o abate da P2 e P3 era a de estarem em 'competição' com uma das 3 figueiras classificadas.
A esse propósito, a nota colocada pelos 'Amigos' no dia 26 de Março terminava assim: 'Será que os lódãos não vão crescer e entrar eles também em concorrência com a figueira? Ou será que daqui a 15/20 anos serão também abatidos?'
Terá sido por causa desta nota que os lódãos plantados no lugar da P2 e da P3 foram retirados, desplantados, no dia 29 de Março? Ou é só mais uma prova do desnorte com que esta desastrosa intervenção tem vindo a ser conduzida?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pequenas podas?




Como se pode ler no Fax enviado pela AFN à CML, a AFN autoriza o empreiteiro, entre outras acções, a efectuar 'pequena cirurgia de ramos secos e de alguns ramos delgados, mal orientados em todo o arvoredo do jardim'.

Na realidade a autorizada 'pequena cirurgia de ramos secos e de alguns ramos delgados' concretizou-se num enorme desbaste em praticamente todas as árvores e arbustos do jardim, ficando o jardim ainda mais transparente e menos sombrio.

As fotos acima ilustram essa 'pequena cirurgia' de ramos secos e delgados 'mal orientados' na única Taxus baccata existente no jardim.


sexta-feira, 26 de março de 2010

A AFN, a CML e o abate de árvores.




Segundo se depreende do texto do Fax enviado pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) em 8 de Fev. de 2010 à CML, ver imagem anexa ou reprodução em formato pdf aqui, a AFN aprova o abate dos dois choupos designados por P2 e P3 na 2ª informação nº 441 do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida (LPVVA) de 5 de Janeiro, por concorrerem com uma das Ficus macrophylla. Ora a CML abateu não só esses dois choupos como também o P1 e o P4, não tendo sido esse abate expressamente autorizado pela AFN como manda a lei, visto essas árvores se encontrarem dentro do raio de respeito das árvores classificadas. O facto do LPVVA ter aconselhado o abate dos Populus x canadensis P1, P2 e P4 não dispensava a CML de requerer autorização à AFN para o abate da P1 e da P4. Esta omissão está na origem da informação à população, emitida pela Junta da Freguesia das Mercês, na qual só se referem as três árvores referenciadas como de 'perigosidade alta' pelo LPVVA.
Mais uma vez se verifica a falta de cuidado dos serviços responsáveis da CML por esta intervenção em todo este processo.
Mas a própria AFN merece ser criticada na medida em que, sabendo nós que ela só tem acompanhado as intervenções no coberto vegetal do Jardim a partir 2 de Dezembro de 2009, após o abate das 40 árvores de alinhamento e das 9 no interior do Jardim, dá a entender no primeiro parágrafo 'No seguimento das obras de reabilitação do Jardim do Príncipe Real a decorrer, as quais tem tido por parte da Autoridade Florestal Nacional devido acompanhamento técnico, informo ...' que terão acompanhado a intervenção desde o início, o que não se verificou, como é notório e sabido.
Ainda mais se estranha que a AFN se desobrigue de acompanhar a par e passo os trabalhos de poda que recomenda - a propósito, abater árvores também se inclui nestes trabalhos de poda? - porque a empresa que vai realizar esses trabalhos lhe merece confiança, se estranha também que a AFN mande abater essas duas árvores por concorrerem com a figueira classificada, mas permita a plantação de dois lódãos no exacto local dessas duas abatidas. Será que os lódãos não vão crescer e entrar eles também em concorrência com a figueira? Ou será que daqui a 15/20 anos serão também abatidos?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Rua da Mãe de Água


Em Novembro de 2008 foram abatidas as três árvores monumentais que encimavam o primeiro lance de escadas da rua da Mãe de Água:


Foto de Ernst Schade de Novembro 2008


Foto de Ernst Schade de Novembro 2008

agora estacionam lá carros:

Foto de Março 2010

e temos a vista para o vale da Av. da Liberdade desimpedida:

Foto de Março de 2010

Afinal o prof. Catarino tem razão: do Príncipe Real tem-se vistas fabulosas, assim se cortem as árvores todas.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Que lódãos estão a ser plantados?



Foto nº 1. Serão estas duas jovens árvores da mesma remessa?


No passado dia 15 do corrente chegaram novos lódãos para substituir os recebidos dia 1 de Março. Estes, ao que julgamos saber, estariam mal formados, e terão sido rejeitados. Todos?
Quarta-feira dia 17 os lódãos começaram a ser plantados na orla Sul e Nascente. Acontece que nem todos os lódãos da primeira remessa terão sido rejeitados. Como se pode observar na foto nº 1, há uma notória diferença na 'cor' do torrão entre o lódão da direita, que se apresenta seco, e o da esquerda, que se apresenta húmido. O lódão com o torrão seco será da 1ª remessa.   Ora os lódãos da 1ª remessa ficaram 18 dias deitados à espera de serem transplantados. As boas práticas mandam que uma planta deva ser replantada em menos de 48 horas. E se até dia 8 o tempo esteve chuvoso e húmido do dia 9 em diante esteve seco, o que não ajudou em nada ao bom estado dessas jovens árvores.
Assim cabe perguntar: quantos dos lódãos da 1ª remessa foram plantados? E porquê sabendo que o estado dessas árvores já não aconselha o seu aproveitamento?



Foto nº2. Quantos destes lódãos são da 1ª remessa?


Foto nº 3. lódão plantado na orla Sul. Quantos destes lódãos vingarão?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Que árvores para o interior do Jardim?


A CML tem feito saber, desde o início do abate das árvores que as árvores de alinhamento seriam substituídas por lódãos (Celtis australis) e as robínias (Robinia pseudoacacia) abatidas no interior do jardim por outras da mesma espécie.
Acontece que perante a proibição legal, em vigor desde 1999, da plantação de novas robínias, por ser uma espécie infestante, a CML ficou sem saber o que plantar no interior do Jardim.
Consta no entanto que se inclina para plantar também lódãos no interior do Jardim. A ser verdade, essa opção, merece a nossa total rejeição. Se não colocamos reparos de maior à escolha dos lódãos para o alinhamento - embora mesmo aqui fosse desejável um maior esforço de imaginação, a cidade está já cheia de lódãos e um local como o Príncipe Real merecia outro cuidado, até para se distinguir um jardim Romântico do terreiro de S. Pedro de Alcântara, Neo-Clássico e repleto de lódãos - já a sua escolha para substituir as abatidas robínias no interior do jardim nos merece as maiores reservas.
O lódão é uma árvore resistente e adequada ao meio urbano mas não tem qualquer dignidade e beleza para figurar - ainda por cima em número e posição priveligiada - no interior de um jardim romântico como o Príncipe Real.
Se a CML está num impasse, se está curta de ideias, lance rapidamente um concurso de ideias sobre qual as árvores a plantar no interior do Jardim. Vai ver que não faltarão sugestões viáveis para essa opção.

E deixamos já a pergunta e apelo: Amantes de árvores e do Jardim do Príncipe Real, Jardineiros e Historiadores, que árvores sugerem para o interior do jardim, em redor do lago?'