Em Novembro de 2009, a Câmara Municipal de Lisboa abateu mais de 50 árvores no jardim do Príncipe Real. Pedro Lérias fala dos actuais problemas da sua vegetação.
Um dos principais problemas após a intervenção tem sido o estado do piso; foi colocado um piso de saibro que produz muito pó e que prejudica todas as actividades e lazeres do jardim.
Assine a petição em papel (ver abaixo) nos quiosques do jardim.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Assinem a petição (nos quiosques do jardim)
Petição à Câmara Municipal de Lisboa
para correcção do pavimento do
Jardim do Príncipe Real
Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
Dr. António Costa,
Os abaixo assinados, utentes e frequentadores do Jardim do Príncipe Real, vêm apelar a V. Ex.ª, para que dê indicações, junto aos serviços da Câmara a que preside, para que corrijam, tão breve quanto possível, uma situação que decorre da recente intervenção naquele jardim que, para além de ser inapropriada a um jardim continuamente, e mais ainda agora, exposto ao vento, se reveste de perigo iminente para a saúde pública.
Referimo-nos ao novo piso do tipo Aripaq®, vulgarmente conhecido por piso de saibro estabilizado, o qual está a causar os maiores transtornos e preocupações a quem frequenta aquele jardim, uma vez que a sua superfície, seja por intrínseco defeito, seja por má aplicação ou seja ainda por ambos defeitos, mais não é do que uma fina camada de pó que ao mínimo vento se levanta atingindo pessoas, equipamentos e plantas, com grave prejuízo para todos.
Mais grave se nos afigura esta situação quando é publicamente reconhecido que um dos componentes desse piso é vidro reciclado, pelo que a inalação continuada daquelas partículas de pó tornar-se-á, até prova em contrário, um grave problema de saúde pública.
Assim sendo, solicitam os signatários, que V. Ex.ª se digne tomar as devidas providências para que, sem demora, a CML corrija esta situação.
Assine esta petição em papel nos quiosques do jardim.
Ver o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6GyZeln3DoE
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Pó. Luz. Pavimento. Aripaq
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
«Plano do Parque Mayer preocupa Amigos do Jardim Botânico»
«Abate de árvores, demolição de estufas e destruição de troços da cerca pombalina são alguns dos problemas apontados pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico ao plano de pormenor do Parque Mayer.
Apesar de reconhecer a urgente necessidade de intervir neste espaço, o movimento cívico considera o plano "muito nefasto" e critica a prevista "demolição de infra-estruturas vitais a um jardim botânico". "A estufa de exibição daria lugar a uma galeria comercial", exemplifica, condenando o desaparecimento de herbários, laboratórios e oficinas de carpintaria.
A construção de um novo edifício de entrada no jardim, no alinhamento do final da Rua Castilho, ocupando e impermeabilizando "a totalidade da actual área dos viveiros", é também repudiada por esta associação. Tal como a proposta do plano de passar as estufas para cima deste edifício. Quanto à ideia de criar um percurso para peões ligando a Rua da Escola Politécnica à Rua do Salitre e ao Parque Mayer, "implicaria a destruição de largos sectores da cerca pombalina e retiraria áreas de colecção viva". O trecho inicial deste percurso "subtrairia um corredor de jardim, com espécies internacionalmente protegidas, apenas para dar acesso a uma galeria comercial".
Alvo dos reparos da Liga dos Amigos do Jardim é ainda o estacionamento subterrâneo previsto para o subsolo do jardim, em toda a área da entrada sul: "Esta intervenção pesada, com abertura de caves, implicaria o abate de várias árvores da colecção viva. Compromete, também, a viabilidade de espécimes devido à limitação de desenvolvimento de raízes".
Por fim, a associação alerta para o perigo de aumentar a altura dos prédios que cercam o jardim, o que criaria "um efeito de muro em quase todo o seu perímetro". Resultado: "A circulação de ar ficaria impossibilitada e a temperatura do interior do jardim aumentaria significativamente." Muitas espécies não resistiriam a um recinto não só mais quente como mais seco. "A verificarem-se estas alterações, o actual contributo do Jardim Botânico na amenização do clima de Lisboa, assim como a sua contribuição para o sequestro de carbono e partículas poluentes ficariam gravemente comprometidos", avisa a liga.
Segundo informações do gabinete do vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, as objecções dos Amigos do Jardim Botânico foram reencaminhadas para os arquitectos que têm o projecto em mãos, do atelier Aires Mateus. Ontem este arquitecto não conhecia ainda o teor destas críticas.»
In Público (29/6/2010) por Patrícia de Oliveira
Ver blog dos Amigos do Jardim Botânico. Neste blog estão também registadas preocupações da mesma ordem anteriormente enviadas à CML e ao atelier Aires Mateus que, no entanto, diz desconhê-las. Mas diz que não as recebeu? É muito fácil não ler o que não se quer para depois poder invocar ignorância...
Ver blog dos Amigos do Jardim Botânico. Neste blog estão também registadas preocupações da mesma ordem anteriormente enviadas à CML e ao atelier Aires Mateus que, no entanto, diz desconhê-las. Mas diz que não as recebeu? É muito fácil não ler o que não se quer para depois poder invocar ignorância...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Fará uma folhinha a Primavera?

Num dos liquidambares moribundos despontou uma folhinha verde. Será que esta folhinha é precursora de muitas outras? Esperemos que sim.
Entretanto ao fim de mais de um mês da inauguração do jardim o relvado à volta do lago apresenta-se como as imagens documentam.
Que se terá passado na preparação do relvado que conduziu a tão pobre resultado?
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
À atenção da zelosa EMEL
Já averiguei. Esta viatura não é de nenhum residente, pelo menos não ostenta o dístico que a EMEL fornece a troco de preciosos euros aos residentes que queiram estacionar os seus carros na zona da sua residência.
Mas também não paga o estacionamento que ocupa desde há oito dias.
Parece que foi utilizada nas obras de re-calcetamento dos ex-espaços verdes que existiam a Poente da Praça do Príncipe Real. Essas obras acabaram na Sexta-feira, dia 18 de Junho, mas devem ter-se esquecido de levar o brinquedo com eles.
Esperemos que a zelosa EMEL tome as suas providências quanto antes.
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EMEL
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Pó de vidro pelo ar

Até que ponto é ameaça para a saúde pública, que é como quem diz para os nossos pulmões? Opinião abalizada, precisa-se!
Foto: JTP
Afinal eles tem consciência da asneira que fizeram.
Terá sido por força das nossas denúncias ou por sentirem o crescente desagrado das pessoas o certo é que agora começaram a refrescar o piso junto às esplanadas.
Mas será que vão poder estar constantemente a fazê-lo, agora que se aproxima o estio e a seca a sério?
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domingo, 20 de junho de 2010
Dois novos sinais obrigatórios.
Dadas as condições do novo pavimento do Jardim do Príncipe Real sugerimos que a CML coloque, a bem da saúde de quem o frequenta ou por lá trabalha, dois novos sinais de trânsito para peões que são:
Uso de Máscara Anti-Pó Obrigatório

Uso obrigatório de máscara anti-pó.
Este sinal, uma vez colocado bem visível desresponsabiliza a CML de quaisquer danos provocados à saúde dos utentes pelo pó com micro partículas de vidro* que respirem no caso de não se protegerem devidamente desse mesmo pó.

Isto não é uma pegada de Buzz Aldrin na Lua.

É fácil criar montinhos de pó com centímetros de altura.
O outro é o do uso obrigatório de óculos de Sol para prevenir quaisquer danos à vista dos utentes pelos chapadões de luz reflectida pelo branco mais branco não há deste pavimento.
Uso de Óculos de Sol Obrigatório

Uso obrigatório de óculos de Sol.

Não estamos no deserto, mas parece.
Mesmo em dias de alguma nebulosidade como o de hoje nas áreas sem sombra, que são agora imensas, o que se observa, em termos de luminosidade é o que a foto acima ilustra.
*Nota: na composição deste pavimento do tipo ARIPAQ entra vidro em micro partículas. Ver http://www.grupoentorno.es/aripaq/
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