quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mas que grande azar.


Já repararam nas peladas que a relva à volta do lago apresenta?


Logo após a inauguração foi colocado um gradeamento à volta do lago para proteger o crescimento da relva:


e ela cresceu, mas deste estranho modo:


Porquê? Por falta de plantação nas zonas que se apresentam peladas?

Não, não foi por falta de plantação. É só por falta de rega!


Ou a colocação dos dispositivos de rega não cobre toda a área a regar ou então é falta de pressão da água.

Um azar dos diabos!
Ou será antes pura incompetência?

Quase dois meses depois da inauguração, a situação mantém-se sem qualquer esforço de correcção.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma queixa.

Exmos. Senhores,

Sendo eu moradora (o meu prédio fica a 150 m) e frequentadora do jardim do Príncipe Real, não posso deixar de transmitir a minha estupefacção em constatar a aplicação do novo piso, que faz uma quantidade de pó inacreditável, sujando os pés de quem por lá passa, os bancos (anexo 2 fotos feitas ontem à noite, com as marcas feitas depois de um casal ter se levantado dos bancos imundos de pó), e tornando muito inóspita a estadia e passagem por este jardim.




Penso ser imperativo fazer uma alteração deste tipo de piso (sei que não sou a única pessoa a me queixar deste facto), e espero que corrijam o mais depressa possível esta situação.

calculo que já conheçam este blog:
http://amigosprincipereal.blogspot.com/

Melhores cumprimentos,
Cristina Gomes



Nota da redacção: queixa enviada via electrónica para o "Centro de Atendimento ao Munícipe" da CML.

Interlúdio


Lisboa_lx#1, vídeo de Bruno Canas (2009)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Os nossos problemas

Em Novembro de 2009, a Câmara Municipal de Lisboa abateu mais de 50 árvores no jardim do Príncipe Real. Pedro Lérias fala dos actuais problemas da sua vegetação.



Um dos principais problemas após a intervenção tem sido o estado do piso; foi colocado um piso de saibro que produz muito pó e que prejudica todas as actividades e lazeres do jardim.



Assine a petição em papel (ver abaixo) nos quiosques do jardim.

Assinem a petição (nos quiosques do jardim)

               Petição à Câmara Municipal de Lisboa

               para correcção do pavimento do

                Jardim do Príncipe Real


Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,
Dr. António Costa,

Os abaixo assinados, utentes e frequentadores do Jardim do Príncipe Real, vêm apelar a V. Ex.ª, para que dê indicações, junto aos serviços da Câmara a que preside, para que corrijam, tão breve quanto possível, uma situação que decorre da recente intervenção naquele jardim que, para além de ser inapropriada a um jardim continuamente, e mais ainda agora, exposto ao vento, se reveste de perigo iminente para a saúde pública.

Referimo-nos ao novo piso do tipo Aripaq®, vulgarmente conhecido por piso de saibro estabilizado, o qual está a causar os maiores transtornos e preocupações a quem frequenta aquele jardim, uma vez que a sua superfície, seja por intrínseco defeito, seja por má aplicação ou seja ainda por ambos defeitos,  mais não é do que uma fina camada de pó que ao mínimo vento se levanta atingindo pessoas, equipamentos e plantas, com grave prejuízo para todos.

Mais grave se nos afigura esta situação quando é publicamente reconhecido que um dos componentes desse piso é vidro reciclado, pelo que a inalação continuada daquelas partículas de pó tornar-se-á, até prova em contrário, um grave problema de saúde pública.

Assim sendo, solicitam os signatários, que V. Ex.ª se digne tomar as devidas providências para que, sem demora, a CML corrija esta situação.

Lisboa, 2010.06.22

Assine esta petição em papel nos quiosques do jardim.

Ver o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6GyZeln3DoE

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

«Plano do Parque Mayer preocupa Amigos do Jardim Botânico»

«Abate de árvores, demolição de estufas e destruição de troços da cerca pombalina são alguns dos problemas apontados pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico ao plano de pormenor do Parque Mayer.

Apesar de reconhecer a urgente necessidade de intervir neste espaço, o movimento cívico considera o plano "muito nefasto" e critica a prevista "demolição de infra-estruturas vitais a um jardim botânico". "A estufa de exibição daria lugar a uma galeria comercial", exemplifica, condenando o desaparecimento de herbários, laboratórios e oficinas de carpintaria.

A construção de um novo edifício de entrada no jardim, no alinhamento do final da Rua Castilho, ocupando e impermeabilizando "a totalidade da actual área dos viveiros", é também repudiada por esta associação. Tal como a proposta do plano de passar as estufas para cima deste edifício. Quanto à ideia de criar um percurso para peões ligando a Rua da Escola Politécnica à Rua do Salitre e ao Parque Mayer, "implicaria a destruição de largos sectores da cerca pombalina e retiraria áreas de colecção viva". O trecho inicial deste percurso "subtrairia um corredor de jardim, com espécies internacionalmente protegidas, apenas para dar acesso a uma galeria comercial".

Alvo dos reparos da Liga dos Amigos do Jardim é ainda o estacionamento subterrâneo previsto para o subsolo do jardim, em toda a área da entrada sul: "Esta intervenção pesada, com abertura de caves, implicaria o abate de várias árvores da colecção viva. Compromete, também, a viabilidade de espécimes devido à limitação de desenvolvimento de raízes".

Por fim, a associação alerta para o perigo de aumentar a altura dos prédios que cercam o jardim, o que criaria "um efeito de muro em quase todo o seu perímetro". Resultado: "A circulação de ar ficaria impossibilitada e a temperatura do interior do jardim aumentaria significativamente." Muitas espécies não resistiriam a um recinto não só mais quente como mais seco. "A verificarem-se estas alterações, o actual contributo do Jardim Botânico na amenização do clima de Lisboa, assim como a sua contribuição para o sequestro de carbono e partículas poluentes ficariam gravemente comprometidos", avisa a liga.

Segundo informações do gabinete do vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, as objecções dos Amigos do Jardim Botânico foram reencaminhadas para os arquitectos que têm o projecto em mãos, do atelier Aires Mateus. Ontem este arquitecto não conhecia ainda o teor destas críticas.»

In Público (29/6/2010) por Patrícia de Oliveira

Ver blog dos Amigos do Jardim Botânico. Neste blog estão também registadas preocupações da mesma ordem anteriormente enviadas à CML e ao atelier Aires Mateus que, no entanto, diz desconhê-las. Mas diz que não as recebeu? É muito fácil não ler o que não se quer para depois poder invocar ignorância...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Fará uma folhinha a Primavera?




Num dos liquidambares moribundos despontou uma folhinha verde. Será que esta folhinha é precursora de muitas outras? Esperemos que sim.

Entretanto ao fim de mais de um mês da inauguração do jardim o relvado à volta do lago apresenta-se como as imagens documentam.




Que se terá passado na preparação do relvado que conduziu a tão pobre resultado?