domingo, 15 de agosto de 2010

Reabilitação de pavimentos.

Aspecto do novo piso. A altura do lancil foi fortemente reduzida.

Segundo notícias saídas nos jornais a CML prepara-se para gastar 8 milhões de euros no que apelidam de 'Reabilitação de Pavimentos' em diversas zonas da cidade.
A empreitada nº 27/DMPO/DOIS/DCRIS/2010 no valor de 73883,50 €, adjudicada à Estrela do Norte, Lda, diz respeito à Praça do Príncipe Real e é uma das primeiras obras que se insere nesse projecto de reabilitação de pavimentos.
De facto os pisos das ruas que delimitam a praça estavam miseráveis, apesar de ainda em Março do corrente ano terem sido tapados os buracos mais visíveis.
Mas o que a CML - ou a Estrela do Norte - entende por reabilitação dos pavimentos está longe de ser uma verdadeira reabilitação. É antes, pura e simplesmente, a colocação de uma camada de alcatrão em cima do degradado piso. Quando muito esgravataram o piso existente para melhor aderência da nova camada e já está.
É claro que além de se observar uma forte redução da altura dos lancis, com todos os inconvenientes que isso acarreta em tempos de intempéries, o facto de não se reabilitar o pavimento em profundidade, com remoção de toda a velha camada de alcatrão e reparação do substrato onde assenta o piso superficial, conduzirá forçosamente a uma mais rápida degradação do novo piso.

Altura do lancil antes.

Altura do lancil depois.

Aspecto actual de uma sarjeta (ou bueiro).

Ligação de duas camadas adjacentes.

Já aparecem buracos no novo piso.
Nota de 24 de Agosto: não se trata de um buraco mas sim de uma marcação do local de uma tampa de saneamento que ficou tapada pela nova camada de alcatrão.

Conclusão: gasta-se dinheiro em obras de fachada para durarem meia dúzia de anos em vez de se optar por um trabalho sério como deveria ser.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Com casca de pinheiro sempre fica melhor.

Os responsáveis pela manutenção do Jardim vão aos poucos e poucos corrigindo alguns dos erros do projecto inicial e tentando melhorar o aspecto geral que é, ainda é, deveras deprimente.
Uma das pequenas coisas que contribui para melhorar o aspecto geral do jardim é a cobertura com casca de pinheiro que está a ser colocada em algumas das áreas plantadas com arbustos, como a que a foto acima documenta.
Estas áreas tem um aspecto muito desagradável, como se pode observar nas fotos seguintes que mostram duas áreas ainda não cobertas com essa casca de pinheiro:



A fraca densidade de plantação e a sujidade que se acumula nestas áreas dão este mau aspecto a um espaço que era suposto ser um jardim romântico.

O simples facto de se espalhar casca de pinheiro nestas áreas dá-lhes imediatamente outro aspecto e corta também um pouco a excessiva luminosidade do piso adjacente:




Infelizmente o mau aspecto geral do jardim está longe ainda de ser corrigido. Nas áreas com heras rasteiras não é possível espalhar esta casca de pinheiro, e com o pó que o piso origina - apesar de ultimamente as duas incansáveis senhoras que tratam do jardim passarem a vida a regar o piso e essas plantas rateiras - elas estão com um aspecto pouco condigno deste jardim:


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Correcção de erros, II.

Em nota anterior apontamos dois factores causadores do pobre estado dos relvados do jardim: o primeiro o escasso número de aspersores; o segundo a falta de pressão da água, que seria 1/4 do valor adequado.
O primeiro factor foi corrigido poucos dias depois da nota acima referida com a instalação de mais aspersores por todas as zonas arrelvadas, como aqui também se deu já nota.
O segundo factor, a falta de pressão da água, que exigia uma intervenção da EPAL, acaba agora, há dois dias atrás, de ser também corrigido com a instalação de novas tubagens e de um novo e mais potente contador:


As melhorias no relvado já se fazem sentir:

antes

depois

Mas é caso para dizer que não há fome que não dê em fartura:

A água sai agora com imensa pressão.

quer a potência, ver exemplo acima, quer o número de aspersores por área arrelvada, ver foto abaixo, estarão agora exagerados. Mas enfim, talvez valha a mais do que a menos!

Este canteiro tem 5 aspersores para tão poucos metros quadrados de área arrelvada.
Nota de 24 de Agosto: não são 5 mas sim 6 aspersores!

Estas correcções são de aplaudir, mas, infelizmente, há muitas mais correcções a fazer a esta desqualificação que o jardim sofreu:
- O piso continua a encher tudo e todos de pó;
- Das 10+1 árvores cortadas no interior só 5 foram substituídas, e dessas, 3 estão mortas e uma meio morta;
- os pobres lódãos plantados nos alinhamentos só - e se - daqui a muitos, muitos anos, poderão ombrear com os choupos abatidos:

Os lodãos e os poucos choupos poupados.

- As robínias continuam a vingar-se de quem as matou:




Esta já é a quinta vez que estas robínias despontam das raízes, da mãe, que por lá ficaram.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Correcção de erros.


A relva, principalmente em torno do lago, mas não só, apresenta-se em muitas zonas no estado que a foto acima documenta.
Esta situação já aqui tinha sido apontada. As razões para este pobre estado da relva devem-se a dois factores:
1- poucos e mal distribuídos aspersores;
2- falta de pressão da água. Segundo nos informam a água chega com uma pressão de 1 kg, quando deveria ser de 4 kg*

A correcção do primeiro factor começou há dias a ser feita, com a colocação de mais aspersores como as fotos abaixo documentam.



A correcção da falta de pressão será, ao que parece, mais complicada e problemática e passa pela EPAL.
Enfim, pouco mais de dois meses após a inauguração os responsáveis começam a dar-se conta - e ainda bem - dos inúmeros problemas que esta "requalificação" apresenta.
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* Esta unidade de pressão é muito pouco ortodoxa mas vendo o peixe como mo venderam. O que importa é verificar que a pressão existente é 1/4 da pressão necessária.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Para Grandes Males, Grandes Remédios?





O pó que o piso origina continua a ser um quebra-cabeças. A rega manual do piso passou agora a ser feita de um modo mais eficiente e rápido com o jacto de água pulverizado, abrangendo mais área e com mais alcance, ver fotos acima.
Mas logo que o piso volta a secar, volta o pó. Para combater o insuportável pó, o piso tem de se manter sempre húmido o que implica um enorme dispêndio de água - a tal água que se queria poupar - e de mão-de-obra.

Haverá outras soluções? Segundo me informam haverá um produto, uma espécie de cola, que dissolvido na água, reduzirá a propensão para a formação de pó. Mas esse produto é caro e não será completamente inócuo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Time Out

Com algumas imprecisões...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Artigo do "Público".


A propósito da passagem de dois meses após a inauguração do Jardim a jornalista Inês Boaventura publicou na edição de hoje do "Público" um pequeno mas elucidativo artigo sobre o estado do Jardim. O artigo, que reproduzimos abaixo, pode ser consultado aqui.

Nota: clicar na imagem para aumentar.


PS às 20h.

O artigo da edição em papel tem uma caixa com o seguinte teor:


"O gabinete do vereador José Sá Fernandes reconhece que há muito pó no jardim, "sobretudo pela estação do ano e por se tratar de uma intervenção recente". A situação "deverá melhorar" com as primeiras chuvas, acrescenta, defendendo o pavimento como "o mais adequado". Quanto às árvores moribundas, "em qualquer plantação existe uma percentagem de árvores que pode não sobreviver". Neste caso, serão "três ou quatro" num universo de "mais de 50" e serão substituídas "caso se justifique"."

Esta tentativa de justificação do gab. do vereador JSF merece-nos dois comentários:
1- já decorreram dois meses após a inauguração e já choveu bastante desde então. Como o video da Leonor Areal bem documenta, o miradouro de S.Pedro de Alcântara, dotado do mesmo tipo de piso, continua a produzir pó
ao fim de mais de dois anos;
2 - Certo que em qualquer plantação há sempre uma percentagem de árvores que não vinga. Agora o que está em causa é que das 5 árvores plantadas no interior do jardim, em substituição das 10 abatidas, 3 estão mortas e uma meio morta.
Quanto aos lódãos plantados no alinhamento não há nenhum com muito bom aspecto, mas ainda é cedo para saber quantos desses 50 lódãos irão perecer.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mas que grande azar.


Já repararam nas peladas que a relva à volta do lago apresenta?


Logo após a inauguração foi colocado um gradeamento à volta do lago para proteger o crescimento da relva:


e ela cresceu, mas deste estranho modo:


Porquê? Por falta de plantação nas zonas que se apresentam peladas?

Não, não foi por falta de plantação. É só por falta de rega!


Ou a colocação dos dispositivos de rega não cobre toda a área a regar ou então é falta de pressão da água.

Um azar dos diabos!
Ou será antes pura incompetência?

Quase dois meses depois da inauguração, a situação mantém-se sem qualquer esforço de correcção.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma queixa.

Exmos. Senhores,

Sendo eu moradora (o meu prédio fica a 150 m) e frequentadora do jardim do Príncipe Real, não posso deixar de transmitir a minha estupefacção em constatar a aplicação do novo piso, que faz uma quantidade de pó inacreditável, sujando os pés de quem por lá passa, os bancos (anexo 2 fotos feitas ontem à noite, com as marcas feitas depois de um casal ter se levantado dos bancos imundos de pó), e tornando muito inóspita a estadia e passagem por este jardim.




Penso ser imperativo fazer uma alteração deste tipo de piso (sei que não sou a única pessoa a me queixar deste facto), e espero que corrijam o mais depressa possível esta situação.

calculo que já conheçam este blog:
http://amigosprincipereal.blogspot.com/

Melhores cumprimentos,
Cristina Gomes



Nota da redacção: queixa enviada via electrónica para o "Centro de Atendimento ao Munícipe" da CML.