quinta-feira, 9 de setembro de 2010

É preciso participar no PP Parque Mayer


A documentação está em http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/004/index.php?ml=1&x=pmayer.xml, foi aprovada com bastantes condicionantes (CCDR-LVT, IGESPAR, DRC-LVT) e todos quantos são amigos do Príncipe Real devem pronunciar-se sobre o Plano de Pormenor do Parque Mayer. Em força. A não falhar!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resultados do inquérito de satisfação online.

Terminou a 31 de Agosto a votação no inquérito online - aqui ao lado direito* - que pretendeu estimar o grau de satisfação dos frequentadores e utentes do Jardim França Borges após as transformações que este jardim sofreu recentemente.

O inquérito incidiu na apreciação global do estado do jardim e em 3 importantes aspectos do mesmo, a saber: Vegetação; Equipamento e Piso.

Em relação à apreciação global verificaram-se um total de 111 votos dos quais 21 ( 19% ) se pronunciaram no sentido de uma melhoria geral,  81 ( 73% ) acham, pelo contrário, que o aspecto geral do jardim piorou,  e 9 ( 8% ) acham que não melhorou nem piorou.

Em relação à Vegetação verificaram-se um total de 81 votos dos quais 21 ( 18,5% ) se pronunciaram no sentido de uma melhoria, 62 ( 76,5% ) acham, pelo contrário, que a vegetação do jardim piorou, e 4 ( 5% ) acham que não melhorou nem piorou.

Em relação ao Equipamento verificaram-se um total de 74 votos dos quais 19( 26% ) se pronunciaram no sentido de uma melhoria, 30 ( 40% ) acham, pelo contrário, que o equipamento do jardim piorou, e 25 ( 34% ) acham que não melhorou nem piorou.

Em relação ao Piso verificaram-se um total de 78 votos dos quais 9 ( 11,5% ) se pronunciaram no sentido de uma melhoria, 65 ( 83,3% ) acham, pelo contrário, que o piso do jardim piorou, e 4 ( 5,1% ) acham que não melhorou nem piorou.

Estes resultados merecem-nos a seguinte análise:

1- O item com mais votos é o da Apreciação Global, 111, contra 81, 74 e 78 nos outros três restantes. O facto de a Apreciação Global ter sido mais votada pode ter a ver com a incapacidade de alguns dos votantes apreciarem os outros aspectos em consideração e, ou, não se terem apercebido que além do primeiro item havia, mais abaixo, mais outros três para serem apreciados;

2 - Em todos os itens, com a excepção do Equipamento, os votantes expressam um claro desagrado pelo actual estado do jardim. No Equipamento embora a maioria se pronuncie desfavoravelmente há um maior equilíbrio entre os votos sim e não;

3 - O item onde a desaprovação é mais acentuada é sem dúvida o do Piso, 83% de votos contra. A Vegetação recebe também um claro não, 76,5%, e a Apreciação Global também é muito negativa, 73%;

4 - Os votantes que acham que a intervenção não valeu a pena são aqueles que acham que ou ficou pior ou que não ficou pior nem melhor, uma vez que uma intervenção destas, tão pesada em custos, tempo e desconforto para os utentes, só faria sentido se no fim tivesse havido uma clara qualificação do jardim.

Agrupando então a votação em dois grupos, os que acham que valeu a pena porque ficou melhor, e os que acham que não valeu a pena porque ficou pior ou não ficou nem melhor nem pior, obtém-se um ainda maior repúdio dessa intervenção.
As votações alcançam então valores negativos em relação à intervenção muito expressivos: Apreciação Global - 81%; Vegetação - 81,5%; Equipamento - 70%;  Piso - 88%;



Junto apresentamos o resumo da votação e alguns gráficos:




Apreciação global: 3 escolhas.

Apreciação global: 2 escolhas.

Vegetação: 3 escolhas.

Vegetação: 2 escolhas.

Equipamento: 3 escolhas.

Equipamento: 2 escolhas.


Piso: 3 escolhas.

Piso: 2 escolhas.

Conclusões:

A sondagem vale o que vale, mas valendo o que vale mesmo assim não deixa de ser significativa na não apreciação quer global quer específica das transformações que a Câmara Municipal de Lisboa efectuou no Jardim França Borges, vulgo Jardim do Príncipe Real.
Em particular o repúdio em relação ao actual piso é quase absoluto, mas também é muito significativa a opinião negativa sobre o estado actual da vegetação bem como o aspecto geral do Jardim após a intervenção.

* esteve aqui ao lado até 19 de Setembro.

sábado, 28 de agosto de 2010

Petição


A petição em papel, chamando a atenção da CML para os problemas do actual piso do Jardim e requerendo a tomada de medidas para a imediata correcção dos mesmos, foi já remetida ao presidente da CML em carta registada.
A recolha de assinaturas foi efectuada em 3+1 comércios locais perfazendo-se um total superior a 330 subscritores a maioria dos quais residentes na zona.
Por economia de espaço limitamo-nos aqui a reproduzir unicamente uma folha de rosto com o texto da petição e uma das folhas com as assinaturas:


Para aumentar clicar nas imagens.

Caso haja algum feedback desta iniciativa, mais positivo do que a mera acusação de recepção dos abaixo-assinados, logo disso se dará aqui notícia.

Nota de 29 de Agosto: por uma questão de segurança parte dos nomes e os BI foram retirados.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Três meses depois.


Três meses e um dia depois da inauguração verificamos algumas melhorias no coberto vegetal do jardim graças à realização de uma série de medidas correctivas ao projecto inicial e graças também às duas esforçadas senhoras encarregues da manutenção do jardim.
Entre as medidas correctivas realça-se a colocação de mais aspersores e a resolução do problema da falta de pressão da água.
Parece, no entanto, que se passou do 8 para o 80, quer no caso da densidade de aspersores, quer no que respeita à pressão da água. Como as fotos seguintes documentam estamos agora em risco de em vez de termos canteiros arrelvados passarmos a ter uns pequenos pântanos onde se poderá plantar arroz em vez de relva.


Do 8 para o 80.
Se antes os terrenos estavam secos agora estão encharcados.



e os bancos levam por tabela.

Mas apesar dessas melhorias, algumas zonas continuam no estado que se documenta:



Se em relação às áreas arrelvadas houve, apesar de tudo, melhorias sensíveis, já o mesmo se não pode dizer das áreas com heras rasteiras que, apesar de serem diariamente regadas manualmente, o que lhes corta um pouco o ar esbranquiçado que o pó do piso que se acumula sobre as suas folhas lhes empresta, estão no estado que se documenta a seguir:



O preenchimento de espaços vazios com casca de pinheiro sempre atenua o ar desolador de certas áreas plantadas com pouca densidade de arbustos:


O problema é que a própria casca de pinheiro se vai degradando pelo que terá de ser regularmente substituída.

A questão do piso continua por resolver, embora também ela se tenha atenuado graças às constantes regas a que é sujeito e graças ao facto de em muitos locais a força dos aspersores se estender ao próprio piso:

Piso húmido por efeito dos aspersores.
Não seria esta coloração do piso preferível ao 'branco pó' do piso quando seco?

Que se passa aqui? Não se vê nenhum aspersor por perto e o banco está seco. Será uma experiência falhada com a tal 'cola' para evitar o pó?


Três meses depois o estado do jardim é este. Algumas melhorias no coberto vegetal rasteiro. Mas que será desse coberto vegetal rasteiro quando o contrato para a manutenção do jardim acabar daqui a 9 meses? Será que a Câmara terá então dinheiro para novo contrato? Ou terá criado alguns postos de trabalho para ter os seus próprios jardineiros?

Entretanto o cedro do Buçaco e outras espécies definham a olhos vistos. Mas isso é assunto que será para ser abordado na próxima visita guiada ao jardim.

E a estrutura de suporte do cedro? Não tinha sido dito que ela seria objecto de uma posterior intervenção? Para quando essa intervenção?

Pormenor da estrutura de suporte do cedro. Foto de Nuno Caiado.

Nota: fotos, com excepção da última, tiradas Domingo dia 22.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A tília já lá não está.



Caldeira onde se encontrava a tília.

A tília sobre cujo estado e tentativa de derrube demos aqui notícia foi já retirada do local. Por quem? Pela empresa que está a fazer a manutenção do jardim? Pela CML? Por quem a quis derrubar?
Esperemos que a caldeira, agora vazia, seja rapidamente preenchida com uma nova tília e que esta nova tília esteja em condições fitossanitárias saudáveis e seja plantada de acordo com as boas regras.

Entretanto dois dos quatro liquidambares continuam - apesar de não lhes faltar a abundante rega diária - no triste estado que as fotos documentam:


Dois dos liquidambares continuam a não dar sinais de vida.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pobre tília.

A tília que foi plantada no dia 8 de Abril no lugar da outra tília já desde há muito tempo que não dá sinais de vida, mas isso não justifica o que lhe aconteceu do passado Sábado para Domingo:

Alguém tentou derrubar a tília .


Entretanto outro alguém a endireitou mas novamente a tentaram derrubar:

A tília como estava esta Segunda-feira de manhã.

Não tardará muito que alguém a arranque mesmo. Não será já altura de os nossos queridos 'espaços verdes' da CML certificarem o óbito desta tília - e de dois liquidambares - e a substituirem, como o vereador JSF prometeu?

Entretanto no decurso das obras que se tem desenrolado no Jardim e Praça, não sei se por causa da instalação do novo contador da EPAL se por causa da repavimentação, um dos novos e caros candeeiros do alinhamento foi decepado:


Candeeiro decepado.


Tudo isto torna a praça e o jardim ainda mais atraentes.

domingo, 15 de agosto de 2010

Reabilitação de pavimentos.

Aspecto do novo piso. A altura do lancil foi fortemente reduzida.

Segundo notícias saídas nos jornais a CML prepara-se para gastar 8 milhões de euros no que apelidam de 'Reabilitação de Pavimentos' em diversas zonas da cidade.
A empreitada nº 27/DMPO/DOIS/DCRIS/2010 no valor de 73883,50 €, adjudicada à Estrela do Norte, Lda, diz respeito à Praça do Príncipe Real e é uma das primeiras obras que se insere nesse projecto de reabilitação de pavimentos.
De facto os pisos das ruas que delimitam a praça estavam miseráveis, apesar de ainda em Março do corrente ano terem sido tapados os buracos mais visíveis.
Mas o que a CML - ou a Estrela do Norte - entende por reabilitação dos pavimentos está longe de ser uma verdadeira reabilitação. É antes, pura e simplesmente, a colocação de uma camada de alcatrão em cima do degradado piso. Quando muito esgravataram o piso existente para melhor aderência da nova camada e já está.
É claro que além de se observar uma forte redução da altura dos lancis, com todos os inconvenientes que isso acarreta em tempos de intempéries, o facto de não se reabilitar o pavimento em profundidade, com remoção de toda a velha camada de alcatrão e reparação do substrato onde assenta o piso superficial, conduzirá forçosamente a uma mais rápida degradação do novo piso.

Altura do lancil antes.

Altura do lancil depois.

Aspecto actual de uma sarjeta (ou bueiro).

Ligação de duas camadas adjacentes.

Já aparecem buracos no novo piso.
Nota de 24 de Agosto: não se trata de um buraco mas sim de uma marcação do local de uma tampa de saneamento que ficou tapada pela nova camada de alcatrão.

Conclusão: gasta-se dinheiro em obras de fachada para durarem meia dúzia de anos em vez de se optar por um trabalho sério como deveria ser.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Com casca de pinheiro sempre fica melhor.

Os responsáveis pela manutenção do Jardim vão aos poucos e poucos corrigindo alguns dos erros do projecto inicial e tentando melhorar o aspecto geral que é, ainda é, deveras deprimente.
Uma das pequenas coisas que contribui para melhorar o aspecto geral do jardim é a cobertura com casca de pinheiro que está a ser colocada em algumas das áreas plantadas com arbustos, como a que a foto acima documenta.
Estas áreas tem um aspecto muito desagradável, como se pode observar nas fotos seguintes que mostram duas áreas ainda não cobertas com essa casca de pinheiro:



A fraca densidade de plantação e a sujidade que se acumula nestas áreas dão este mau aspecto a um espaço que era suposto ser um jardim romântico.

O simples facto de se espalhar casca de pinheiro nestas áreas dá-lhes imediatamente outro aspecto e corta também um pouco a excessiva luminosidade do piso adjacente:




Infelizmente o mau aspecto geral do jardim está longe ainda de ser corrigido. Nas áreas com heras rasteiras não é possível espalhar esta casca de pinheiro, e com o pó que o piso origina - apesar de ultimamente as duas incansáveis senhoras que tratam do jardim passarem a vida a regar o piso e essas plantas rateiras - elas estão com um aspecto pouco condigno deste jardim:


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Correcção de erros, II.

Em nota anterior apontamos dois factores causadores do pobre estado dos relvados do jardim: o primeiro o escasso número de aspersores; o segundo a falta de pressão da água, que seria 1/4 do valor adequado.
O primeiro factor foi corrigido poucos dias depois da nota acima referida com a instalação de mais aspersores por todas as zonas arrelvadas, como aqui também se deu já nota.
O segundo factor, a falta de pressão da água, que exigia uma intervenção da EPAL, acaba agora, há dois dias atrás, de ser também corrigido com a instalação de novas tubagens e de um novo e mais potente contador:


As melhorias no relvado já se fazem sentir:

antes

depois

Mas é caso para dizer que não há fome que não dê em fartura:

A água sai agora com imensa pressão.

quer a potência, ver exemplo acima, quer o número de aspersores por área arrelvada, ver foto abaixo, estarão agora exagerados. Mas enfim, talvez valha a mais do que a menos!

Este canteiro tem 5 aspersores para tão poucos metros quadrados de área arrelvada.
Nota de 24 de Agosto: não são 5 mas sim 6 aspersores!

Estas correcções são de aplaudir, mas, infelizmente, há muitas mais correcções a fazer a esta desqualificação que o jardim sofreu:
- O piso continua a encher tudo e todos de pó;
- Das 10+1 árvores cortadas no interior só 5 foram substituídas, e dessas, 3 estão mortas e uma meio morta;
- os pobres lódãos plantados nos alinhamentos só - e se - daqui a muitos, muitos anos, poderão ombrear com os choupos abatidos:

Os lodãos e os poucos choupos poupados.

- As robínias continuam a vingar-se de quem as matou:




Esta já é a quinta vez que estas robínias despontam das raízes, da mãe, que por lá ficaram.