Integrada no Programa Noites Claras - Príncipe Real Live, a Loja de História Natural volta a oferecer uma visita guiada ao Jardim França Borges, Praça do Príncipe Real. A visita é gratuita e irá decorrer no Sábado, 23 de Outubro de 2010. O ponto de encontro é na Loja de História Natural, na Rua do Monte Olivete, 40, às 16.00.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Príncipe Real Live - Noites Claras no Príncipe Real
Dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2010 (de 5ª a Sábado) decorre a 4ª edição do Príncipe Real Live - Noites Claras. Esta iniciativa, a que se associam muitos dos lojistas do bairro, irá dinamizar o eixo Rua da Escola Politécnica - Rua D. Pedro V, incluindo o Jardim França Borges. Recitais de canto, exposições, demonstrações várias, jazz, de tudo um pouco e para todas as idades irá decorrer nestes dias. As lojas terão também horário alargado de abertura, mantendo as portas abertas até às 23h. Eis o programa (clicar nas imagens para as ampliar):

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Moção da Assembleia Municipal de Lisboa.
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou por maioria, na sua sessão de 21 de Setembro passado, uma moção apresentada pelo grupo municipal do Bloco de Esquerda (BE) onde, após alguns considerandos, se exige à CML que:
1. Exigir ainda à CML que:
a) Proceda as correcções que são ambiental e socialmente sustentadas e que permitam o pleno usufruto do Jardim Príncipe Real;
b) Apresente a esta Assembleia a calendarização exacta da execução destas correcções e o relatório final das mesmas pelos serviços camarários competentes;
d) Em qualqµer futuro projecto de requalificação e/ou intervenção urbanística em geral e no jardim do Príncipe Real em particular, o critério de uma gestão dempcrática do espaço público seja a regra, abrindo o debate publico sobre o mesmo afim de garantir a participação popular e a transparência das decisões.
2. Dar a conhecer esta moção à Câmara Municipal de Lisboa, às Assembleias de Freguesias e aos seus moradores onde situa o Jardim Príncipe Real, às organizações ambientalistas e de cidadãos 'mobilizados pela causa e à comunicação social. ".
Reprodução do ofício enviado à Quercus pela presidente da AML.
Os 'Amigos do Príncipe Real' saúdam e congratulam-se com a aprovação desta moção mas não deixam de estranhar não terem sido notificados pela AML do teor da mesma apesar de serem um grupo de cidadãos 'mobilizados pela causa', terem estado - e estarem - na linha da frente da contestação a todo o processo de 'requalificação' do Jardim.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Deficit.
O nosso jardim, para não destoar do que se passa com o nosso pobre país, também tem vários deficits. O que hoje vamos aqui retratar é o deficit do arvoredo do interior do jardim:
(Clicar na imagem para aumentar)
Além das 6 robínias, à volta do lago, foram abatidas mais 4 árvores - a última das quais, a figueira do canto NE, não estava sequer marcada para abate no plano aprovado - totalizando 10 árvores.
Figueira abatida poucos dias antes da inauguração. Esta árvore não estava no plano de abates.
Contrariamente ao propalado pelo responsável pelos espaços verdes da cidade, que todas as árvores abatidas no interior do jardim seriam substítuidas por outras da mesma espécie*, foram só plantados 4 liquidambares à volta do lago, sendo que dois deles estão mortos e bem mortos e um luta desesperadamente pela vida, e replantada um tília que entretanto morreu e viu o seu cadáver já retirado do jardim.
Aqui estava a tília nado-morta.

Um dos liquidambares mortos.

O outro ...

...e o que tenta sobreviver.
Temos assim um deficit de 8,5 árvores no interior do jardim.
A somar a estas falhas há ainda que considerar a morte do ulmeiro na orla Norte e, na ex-zona verde a poente do jardim, a morte e retirada da pequena palmeira.
Seria bom que os responsáveis do Jardim, inspirando-se no objectivo do governo, reduzissem este deficit vegetal do jardim o mais depressa possível.
* Lembram-se? As robínias iam ser substituídas por outras robínias, ao arrepio da lei.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A primeira vítima?
Este ulmeiro está morto ou em vias disso:







Rui Pedro com um rebento do Ulmeiro (clicar na imagem para aumentar).

Rui Pedro Lérias e os participantes da 2ª visita junto ao ulmeiro moribundo...

...que fica situado na orla Norte do Jardim, mesmo em frente à paragem da Carris.
Mas antes da intervenção aparentava estar de boa saúde:

Foto da orla Norte, meses antes da intervenção, com o ulmeiro enquadrado. (© José Chamusco)

Imagem do Ulmeiro meses antes da intervenção. (Fonte: Google Street View)
Aliás se estivesse já doente não se compreenderia que não tivesse sido marcado para abate pelos competentes serviços da Câmara, pois não é verdade que as árvores abatidas estavam 'todas doentes ou tinham crescido mal' ?
Mas a que se deve então esta inesperada morte?
Não terão tidos estes profundos roços:
abertos rente às árvores, para a passagem dos cabos eléctricos da nova iluminação, nada a ver com esta morte prematura? Nós achamos que sim. Que estas valas não estarão isentas de culpas na morte deste Ulmeiro e de outras árvores do Jardim que se lhe seguirão.
Mas o Ulmeiro tem descendência:
Rui Pedro com um rebento do Ulmeiro (clicar na imagem para aumentar).Com estes rebentos os antigos jardineiros faziam crescer novas árvores sem precisar de as adquirir nos viveiros nacionais ou estrangeiros.
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Ulmeiro. Árvores mortas.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Afinal ele tem razão!
Interrogado por um órgão da comunicação social sobre o que é que a Câmara pensava fazer face aos protestos dos utentes em relação ao pó que o piso do Jardim origina, o vereador José Sá Fernandes afirmou que dentro de poucos meses, após as primeiras chuvadas, esse problema ficaria resolvido per se.
Na verdade o Sr. Vereador tem toda a razão. Vejam só o que aconteceu à camada superficial do piso, após as fortes chuvadas dos últimos dias:
E tudo a chuva levou.

Reparem no piso entre as linhas vermelhas: perdeu a camada superficial, ficou careca.
A caldeira está a cheia, a deitar por fora, da 'areia' do piso.
...e a calçada também...

...e lá vai ela rua abaixo.
Ora se o nosso querido vereador estava tão seguro e certo do efeito que a chuva teria no piso podia ter-nos poupado a meses de pó. Bastava ter requerido aos bombeiros sapadores que com as suas potentes mangueiras se antecipassem à chuva e removessem toda essa camada superficial do piso.
E por favor, Sr. Vereador, quando, com o uso, a camada que agora ficou à superfície por sua vez se desagregar não espere pela chuva: peça aos bombeiros que tratem do assunto.
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piso.
sábado, 9 de outubro de 2010
Acabou-se o pretexto.
O pretexto avançado pela CML para a destruição das duas áreas verdes existentes na praça do Príncipe Real, a poente do Jardim, foi o de permitir transpor a feira de agricultura biológica para essas áreas durante a intervenção no jardim.
A destruição desses dois espaços verdes não estava contemplada no projecto de 'requalificação' do jardim como se pode ver, p.ex, no croquis divulgado pela Câmara:
As duas áreas verdes a poente mantém-se, no projecto, verdes.
Na legenda, no canto inferior direito, lê-se : Feira biológica; Local provisório.
Acontece que a feira só ocupou uma das áreas, não se percebendo pois a razão da destruição da outra área. Acontece também que o vereador José Sá Fernandes, questionado em várias ocasiões sobre o assunto, referiu que o calcetamento realizado não era irreversível e que logo que a feira voltasse para a anterior localização a reposição dos espaços verdes seria repensada.
Nunca acreditamos nisso, até porque a verdadeira explicação do calcetamento dessas duas áreas verdes nos foi dada por uma responsável da Câmara: a Câmara não tem meios para manter as áreas verdes da cidade. Assim, logo que surge um pretexto, elimina-as.
A feira da agricultura biológica voltou desde Sábado passado para a sua localização inicial:


É então altura de perguntar ao sr. vereador José Sá Fernandes: quando é que se decidem a repor - a requalificar - os dois espaços verdes que tão lamentavelmente foram destruídos?
A destruição desses dois espaços verdes não estava contemplada no projecto de 'requalificação' do jardim como se pode ver, p.ex, no croquis divulgado pela Câmara:
As duas áreas verdes a poente mantém-se, no projecto, verdes.Na legenda, no canto inferior direito, lê-se : Feira biológica; Local provisório.
Acontece que a feira só ocupou uma das áreas, não se percebendo pois a razão da destruição da outra área. Acontece também que o vereador José Sá Fernandes, questionado em várias ocasiões sobre o assunto, referiu que o calcetamento realizado não era irreversível e que logo que a feira voltasse para a anterior localização a reposição dos espaços verdes seria repensada.
Nunca acreditamos nisso, até porque a verdadeira explicação do calcetamento dessas duas áreas verdes nos foi dada por uma responsável da Câmara: a Câmara não tem meios para manter as áreas verdes da cidade. Assim, logo que surge um pretexto, elimina-as.
A feira da agricultura biológica voltou desde Sábado passado para a sua localização inicial:
É então altura de perguntar ao sr. vereador José Sá Fernandes: quando é que se decidem a repor - a requalificar - os dois espaços verdes que tão lamentavelmente foram destruídos?
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áreas verdes a poente.,
calcetamentos
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Meia hora de chuva intensa.
Antes da 'requalificação' do jardim só havia um ponto crítico na drenagem das águas pluviais:
Agora não só se conservou esse ponto crítico como se multiplicaram por todo o jardim essas bolsas de água, como se pode observar pelas fotos que foram tiradas cerca de três horas depois da forte, mas de curta duração, chuvada que caiu por volta das 15h:




Não restam dúvidas que também neste aspecto se pode e deve falar numa 'requalificação' do jardim.
Agora não só se conservou esse ponto crítico como se multiplicaram por todo o jardim essas bolsas de água, como se pode observar pelas fotos que foram tiradas cerca de três horas depois da forte, mas de curta duração, chuvada que caiu por volta das 15h:
Não restam dúvidas que também neste aspecto se pode e deve falar numa 'requalificação' do jardim.
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Drenagem.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Mais uma que estava inclinada.
Há umas semanas atrás quem frequenta o jardim das Amoreiras e/ou o museu Vieira da Silva/Arpad Szenes, deparou-se com mais este corte, mesmo em frente ao museu :
Qual a razão que leva os serviços da Câmara Municipal de Lisboa a estes constantes abates?
A árvore estava doente? Não, obviamente. Apresentava perigo de queda iminente? Não, obviamente.
Então porque a cortaram? Porque cresceu mal!
Cresceu inclinada, coitada. E embora a inclinação se apresentasse para o lado de dentro, para o lado da relva, nunca se sabe, e quem tem cu tem medo, e mais vale prevenir do que remediar, e, pelo sim pelo não, mais vale cortar.

Foto antes do corte (fonte: Google Street view).
Felizmente noutras paragens não se segue a 'escola' de Lisboa:
Árvore super inclinada no parque do palácio de Charlottenburg, Berlim.
A árvore nas fotos supra - e não é a única neste parque a apresentar forte inclinação - está assim há largos anos, que eu possa testemunhar.
O jardim e parque foi alvo de uma recuperação recente - como se pode ver pelo novo piso - mas os temerosos técnicos do parque não consideraram ser de cortar esta e outras árvores com inclinações semelhantes. Porquê? Não receiam por em perigo a vida de pessoas e animais? Com certeza que sim, que esse perigo foi avaliado. E avaliar não é olhar para ela, é verificar, quantificar o perigo de ruptura mecânica segundo normas e procedimentos próprios.
Ora a questão que se tem de colocar aos nossos reputados técnicos camarários é se avaliaram o perigo de queda da árvore na praça das Amoreiras. Ou se se limitaram a olhar para ela e disseram: está um bocado inclinada, pelo sim pelo não o melhor é cortá-la.
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Abate de árvores,
Amoreiras
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Estragos do vendaval e outros.
O vendaval do passado domingo provocou a queda de muitos ramos das árvores do jardim:
sendo o de maior porte este desta sophora japonica:
Mas pior do que os estragos naturais são os onde a mão humana, de uma maneira ou de outra, não está isenta de culpas:
aqui esteve uma tília nado-morta.
A primeira baixa nos lódãos de alinhamento.
O decepado.

O de pescoço partido.
Estes são só alguns exemplos dos estragos não naturais que se podem observar no jardim ao fim de alguns meses após a sua 'requalificação'.
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