segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O cerco ao Jardim Botânico

Os 'Amigos do Príncipe Real' partilham a preocupação e estão solidários com os 'Amigos do Jardim Botânico' no que respeita aos impactos que o  Plano de Pormenor do Parque Mayer (PPPM) e as reconstruções licenciadas pela CML na rua do Salitre terão sobre o Jardim. O facto de o Jardim Botânico (JB) ter sido finalmente classificado como Monumento Nacional e como tal ter direito a uma área de protecção parece não demover os promotores imobiliários no sentido de forçarem a construção em altura e profundidade nas zonas limítrofes do JB, avançando mesmo para o seu interior, impermeabilizando os solos e alterando as condições climatéricas do JB.
Estranhamente o vereador JSF, responsável pelo pelouro dos espaços verdes da CML tem-se mantido à margem da polémica alegando que não seria ético da sua parte pronunciar-se sobre o assunto uma vez que é parte interessada na acção que corre nos tribunais entre a CML e a Braga Parques sobre o Parque Mayer. Não vemos que essa questão possa obstar a que o vereador JSF se pronuncie, como é seu dever, sobre o assunto em causa.


Junto reproduzimos, pelo seu interesse, a notícia publicada no 'Público' do passado Sábado dia 6.

'clicar' nas imagens para as aumentar

Mais sobre este assunto aqui e aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Faz falta

Contrariamente ao prometido continuam por repor as árvores abatidas no interior do jardim, como aqui já se deu nota.
Uma das árvores que mais falta faz ser reposta é a figueira que existia junto à estátua a França Borges, no canto NE do Jardim.
Esta figueira foi abatida poucos dias antes da inauguração, não estando sequer o seu abate contemplado no plano de abates do projecto de 'requalificação'. Apesar de ser uma das poucas árvores que estava efectivamente morta não tinha sido incluída no rol dos abates das árvores 'doentes'. Terá sido por isso que acabou também por ser abatida, para não dar azo à chacota de, depois de tanto abate, terem deixado de pé a única árvore que estava efectivamente morta.

A Figueira junto à estátua a França Borges, antes do abate.
e já abatida.

Porque é que é importante plantar uma nova árvore no local onde estava esta figueira? Porque esta figueira fazia parte de uma 2ª linha de árvores (quase) de alinhamento na orla do jardim mas já no seu interior. Além disso, como se pode ver no croqui anexo, demarcava e servia de guarda a uma das principais entradas para o jardim:


O jardim sem uma árvore frondosa nessa localização fica demasiado devassado:


Vista actual da entrada do Jardim pelo canto NE (vista da Rua D. Pedro V). Na pequena imagem superior observa-se a mesma vista mas ainda com a figueira, antes do seu abate.

É claro que as árvores de alinhamento quando crescerem (quando?) irão disfarçar um pouco o 'buraco' deixado pela figueira. Mas não o suficiente, pois o espaçamento entre elas é demasiado grande para preencher esse vazio.

Assim solicita-se que a CML, conforme prometido, reponha as árvores abatidas no interior do jardim e em particular esta que tanta falta faz.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"recolha de monstros"

No dia 30 de Outubro passado, enviei para a CML (municipe@cm-lisboa.pt) o email que em baixo transcrevo, alguns moradores reforçaram o meu pedido enviando mensagens da sua autoria; a CML já nos respondeu e, pelo que hoje vi, a situação já melhorou substancialmente, temos de nos manter atentos!:

"Bom dia, 

Venho dar a conhecer uma situação inacreditável, de falta de higiene pública, que se prolonga há bastante tempo, junto ao Jardim do Príncipe Real, uma das zonas mais nobres da cidade e por onde circulam muitos dos seus turistas:



Estes contentores de lixo seleccionado já deveriam ter sido substituídos há muito tempo porque:
1 - não têm capacidade para armazenar todo o lixo que ali é colocado;
2 - as suas aberturas são muito pequenas face ao tamanho do lixo, fazendo com que muitas pessoas deixem o lixo no chão em vez de o colocar dentro do contentor;
3 -  deveria haver um 4º contentor para lixo não seleccionado, porque, infelizmente, há muitas pessoas que depositam nesta zona o lixo comum.

Agradecia que a CML toma-se medidas rápidas com vista a solucionar este problema que coloca em risco a saúde pública e é uma vergonha para a cidade de Lisboa, não só para os seus cidadãos, como para todos os turistas que cada vez mais a escolhem como destino de férias.

Os meus cumprimentos,

Maria Carvalho (moradora)"

Hoje, dia 2 de Novembro, a CML respondeu a um dos moradores dizendo que:

"Agradecemos desde já o seu contacto e a preferência por este canal de contacto do Centro de Atendimento ao Munícipe da Câmara Municipal de Lisboa.

Informamos que o assunto relativo a "Recolha de monstros (via pública)" deu entrada com o número CML-69649-T9XY e foi reencaminhado para: CC Lx-Alerta.
Para mais alguma questão não hesite em contactar-nos.

Com os melhores cumprimentos,

Núcleo de Acompanhamento de Processos e Gestão de Informação
Centro de Atendimento ao Munícipe
Divisão de Informação e Atendimento
CML - Câmara Municipal de Lisboa
Tel.: (+351) 808 20 32 32 | Fax: (+351) 808 20 31 31
E-mail: 
municipe@cm-lisboa.pt


Hoje, pelas 16:30, ao passar em frente aos "monstros" vi que estava tudo impecavelmente limpo, vamos esperar que assim continue até serem substituídos os contentores em causa!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Areão

Agora sempre que chove forte como na passada Sexta-feira e Sábado acontece o que já aqui se deu notícia. A água da chuva sempre que encontra um pequeno declive vai 'levando' o piso do jardim, deixando-o 'careca'.
Parte do areão desliza para as ruas limítrofes ou corre rua abaixo, outra parte acumula-se nas caleiras do próprio jardim, contribuindo para entupir os sumidouros, outra parte ainda acumula-se nas caldeiras das árvores de alinhamento.

Areão arrastado para o passeio e rua.


e lá vai ele rua abaixo até S. Bento


As caleiras estão cheias do areão do piso.

e as caldeiras das árvores de alinhamento também.

As fotos acima ilustram alguns dos aspectos acima relatados.

Não há dúvida que o sr. vereador JSF tem razão: o problema do piso ficará solucionado com mais algumas destas fortes chuvadas!

Estrago do vendaval.

O vendaval da madrugada deste Domingo provocou mais um estrago no já tão depauperado património vegetal do nosso jardim:



desta vez foi uma pernada da Lagunaria existente junto ao quiosque dos jornais, no canto NE.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As três Palmeiras.

As três palmeiras existentes na orla norte da Praça do Príncipe Real são um dos ex-libris da praça e do jardim.

As três plameiras.

Com uma idade seguramente superior a 60 anos tem-se mantido esbeltas e saudáveis, apesar de há anos não receberem quaisquer cuidados, antes pelo contrário.

A semana passada aconteceu, porém, uma aparatosa queda de ramos na terceira palmeira, a contar da esquerda na foto supra,


e essa queda de ramos não pressagia nada de bom.

Será que o facto de os canteiros onde elas se encontravam ter sido calcetado com intervenção de maquinaria pesada e remoção de terras nada terá a ver com o agora sucedido?



Máquina de rastos usada na remoção das terras para preparar o calcetamento.

O calcetamento efectuado rente à base das palmeiras também não contribui em nada para a boa saúde das mesmas:

Calcetamento rente à base das plameiras.

Aqui fica o aviso feito para que os serviços competentes averigúem o que se está a passar com estas palmeiras, antes que seja tarde demais.
E já agora promovam a remoção dos ramos caídos que por lá permanecem há mais de uma semana.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Ratoeira.


Os ladeirões do Príncipe Real estão a ser uma autêntica ratoeira para os incautos automobilistas.

Os Ladeirões do Príncipe Real.

Em primeiro lugar não existem sinais de estacionamento proibido quer na entrada na rua Cecílio de Sousa, quer na entrada pela praça do Príncipe Real:

Entrada pela Rua Cecílio de Sousa.

Entrada pela Praça do Príncipe Real.

Em segundo lugar porque a descricionaridade da actuação da Polícia Municipal (PM) é total.
Ora multa, ora não multa:

À noite, principalmente nas noites de fim-de-semana, não há multas.

mas durante o dia estacionar nos Ladeirões é um risco, um totoloto!
(dia 25 pelas 18h)

À noite é mais seguro: este estacionou ontem à noite exactamente onde o outro foi multado.
(dia 25 pelas 21h)

Ora multa por estar em cima do passeio, ora por estar fora dele:



Durante décadas estacionou-se nos Ladeirões em cima dos passeios de um lado e do outro. Os carros e as pessoas circulavam pelo meio. Depois, há uns três anos, consta que por uma ambulância não ter podido circular para recolher um doente, a PM começou a actuar multando quem estacionava em cima dos passeios mas permitindo estacionar ao lado do passeio.
Em breve reviram a regra porque o estacionamento fora do passeio quase não permite a passagem de outras viaturas, ver foto acima e seguinte.


Agora, esteja fora esteja em cima, é-se multado sem apelo nem agravo. Sempre? Não!
Nas noites de fim-de-semana as pessoas não adoecem, por isso pode-se estacionar à vontade em ambos os passeios.
E durante as festas das Noites e Dias Claros também se pode estacionar sem problemas. Nunca se viu a PM preocupada com a ocupação selvagem dos Ladeirões. Mas agora acabaram-se as festas e eis que de novo a solícita PM volta a actuar.

É mais do que tempo de quem supervisiona a PM tomar conhecimento destes factos e actuar em conformidade:
1- Coloquem sinais de proibição de estacionamento. Assim quem estacionar fá-lo-á por sua conta e risco;
2- Actuem sistematicamente de dia e de noite, não esquecendo os fins-de-semana. As pessoas também adoecem a uma Sexta-feira e a um Sábado.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nova visita guiada ao Jardim França Borges, Príncipe Real

Integrada no Programa Noites Claras - Príncipe Real Live, a Loja de História Natural volta a oferecer uma visita guiada ao Jardim França Borges, Praça do Príncipe Real. A visita é gratuita e irá decorrer no Sábado, 23 de Outubro de 2010. O ponto de encontro é na Loja de História Natural, na Rua do Monte Olivete, 40, às 16.00.

Príncipe Real Live - Noites Claras no Príncipe Real

Dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2010 (de 5ª a Sábado) decorre a 4ª edição do Príncipe Real Live - Noites Claras. Esta iniciativa, a que se associam muitos dos lojistas do bairro, irá dinamizar o eixo Rua da Escola Politécnica - Rua D. Pedro V, incluindo o Jardim França Borges. Recitais de canto, exposições, demonstrações várias, jazz, de tudo um pouco e para todas as idades irá decorrer nestes dias.  As lojas terão também horário alargado de abertura, mantendo as portas abertas até às 23h. Eis o programa (clicar nas imagens para as ampliar):


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Moção da Assembleia Municipal de Lisboa.



A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou por maioria, na sua sessão de 21 de Setembro passado, uma moção apresentada pelo grupo municipal do Bloco de Esquerda (BE) onde, após alguns considerandos, se exige à CML que:


1. Exigir ainda à CML que: 
a) Proceda as correcções que são ambiental e socialmente sustentadas e que permitam o pleno usufruto do Jardim Príncipe Real; 
b) Apresente a esta Assembleia a calendarização exacta da execução destas correcções e o relatório final das mesmas pelos serviços camarários competentes; 
d) Em qualqµer futuro projecto de requalificação e/ou intervenção urbanística em geral e no jardim do Príncipe Real em particular, o critério de uma gestão dempcrática do espaço público seja a regra, abrindo o debate publico sobre o mesmo afim de garantir a participação popular e a transparência das decisões. 
2.  Dar a conhecer esta moção à Câmara Municipal de Lisboa, às Assembleias de Freguesias e aos seus moradores onde situa o Jardim Príncipe Real, às organizações ambientalistas e de cidadãos 'mobilizados pela causa e à comunicação social. ". 



Reprodução do ofício enviado à Quercus pela presidente da AML.

Os 'Amigos do Príncipe Real' saúdam e  congratulam-se com a aprovação desta moção mas não deixam de estranhar não terem sido notificados pela AML do teor da mesma apesar de serem um grupo de cidadãos 'mobilizados pela causa', terem estado - e estarem - na linha da frente da contestação a todo o processo de 'requalificação' do Jardim.