sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Acidente ou Vandalismo?

Durante a noite de Quinta para Sexta-feira este banco do jardim ia pegando fogo:



Estas fotos foram tiradas já depois da senhora jardineira ter limpo os restos do que pareciam ser uma esponja-almofada e uns cartões queimados, o que leva a acreditar ter-se tratado de um acidente provocado por um sem abrigo que estaria aí deitado e terá adormecido com um cigarro ainda acesso.
Na verdade mesmo com este tempo já invernoso e chuvoso ainda há quem pernoite nos bancos do jardim. Um sintoma da nossa doente sociedade.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Morte às árvores?



No centenário Liceu de Passos Manuel, aqui mesmo na freguesia das Mercês, as obras de remodelação limparam qualquer sinal de arbusto, erva ou flor, cortaram umas quantas árvores (número incerto) e estrangularam outras, fazendo-lhes uma coleira de pedra muito justinha ao pescoço, a ver se elas asfixiam de sede, como se está a ver por aquela ali em segundo plano que já sucumbiu...

Isto não dá vontade de chorar?


Não há por aí uma picareta iluminada que abra um canteiro de rega?





Assine e passe palavra, S.F.F.


Petição «em defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente.».

Assine aqui.

Isto é legal?





A antiga sede do BCP na praça do Príncipe Real, Nº 17, está em obras para servir de embaixada para os Emiratos Árabes Unidos, os quais, entretanto, deram entrada na CML com um projecto de obras de conservação. Entretanto estão a construir na traseira do prédio uma 'cúpula' com estrutura metálica. Isto é obra de conservação? Isto é legal? Temos mais um caso de clara agressão ao património protegido, ao abrigo do estatuto especial de território independente de que gozam as embaixadas e consulados. Aqui há tempos houve os casos das embaixadas chinesa e inglesa, na Lapa, e agora os EAU? Isto é uma pouca vergonha!


Fotos: JTP

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finalmente desarmada a Ratoeira.


Há dias denunciamos aqui e aqui uma situação que se arrastava há anos e indiciava um comportamento criticável por parte das nossas autoridades camarárias. Refiro-me ao que se passava em termos de estacionamento nos Ladeirões do Príncipe Real, uma autêntica ratoeira para os incautos automobilistas.
Recordando e em síntese: embora sem quaisquer sinais de proibição de estacionamento quem aí estacionasse, em cima ou fora dos passeios, era multado com grande probabilidade se o fizesse de dia e em dia de trabalho, mas se o fizesse de noite, principalmente aos fins-de-semana, ou de dia de fim-de-semana, a probabilidade de ser multado era (quase) nula.
Ontem, dia 11, pelas 22h, foram colocados sinais de proibição de estacionamento, além de sinais de sentidos obrigatórios e sentidos proibidos, nas duas entradas dos Ladeirões:


Sinais colocados na entrada superior.

Sinais colocados na entrada inferior.

Agora quem estacionar nos Ladeirões fá-lo-á por sua conta e risco.

Só nos resta aplaudir a atitude do vereador responsável pela tutela do trânsito, atitude bem diferente desse outro vereador, o dos espaços verdes, que se recusa a admitir os flagrantes erros cometidos nesta nobre zona da cidade.
Infelizmente não há bela sem senão, e o senão aqui é a estética. É que o posicionamento de alguns destes sinais prejudica a estética dos Ladeirões e perturba as vistas que se avistam do alto da praça. Em particular os sinais presos aos candeeiros destroem a beleza e elegância dos mesmos.
Bem sei que não será fácil encontrar um posicionamento dos sinais que seja ao mesmo tempo eficaz e não perturbador da estética da praça e das vistas. Mas há que fazer um esforço nesse sentido.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

9 de Novembro.

Há um ano atrás iniciaram-se as obras de 'requalificação' do emblemático Jardim França Borges, mais conhecido por Jardim do Príncipe Real.
Como a própria Câmara Municipal já o reconheceu, a população foi deficientemente informada sobre as principais características da intervenção a realizar, nomeadamente sobre a intenção de abater todas as árvores de alinhamento do jardim, de abater 10 árvores no interior do jardim, de reduzir para menos de metade a área das áreas arrelvadas, de destruir as duas áreas verdes a poente do Jardim e, contrariamente ao que seria de supor numa acção de requalificação, omitir a recuperação dos equipamentos mais característicos do jardim, caso da casa do guarda/jardineiro, dos bebedouros, dos bancos originais, das luminárias da época, etc., etc..
O folheto que a CML distribui aos residentes, dias antes das obras arrancarem - mas nem todos os residentes o receberam - é sintomático dessa deficiente e enganadora informação. Repare-se só, p.ex., no uso da preposição 'de' para se referir à substituição das árvores de alinhamento. Se se queria informar com verdade deveria ter sido utilizada a preposição 'das' e não 'de'. Quando se diz que 'serão substituídas árvores de alinhamento' fica implícito que nem todas serão substituídas, mas só as que estivessem efectivamente doentes. Quando, como foi o caso, a intenção é substituir todas as árvores de alinhamento deve-se dizer 'substituição das árvores de alinhamento'.
Esta desinformação, além da não referência a qualquer abate no interior do Jardim, é que originou a enorme indignação da população, quando no dia 23 de Novembro se iniciou o abate sistemático das árvores de alinhamento e de árvores no interior do Jardim.


Acima se reproduz o famoso folheto distribuído pela CML a parte dos residentes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O cerco ao Jardim Botânico

Os 'Amigos do Príncipe Real' partilham a preocupação e estão solidários com os 'Amigos do Jardim Botânico' no que respeita aos impactos que o  Plano de Pormenor do Parque Mayer (PPPM) e as reconstruções licenciadas pela CML na rua do Salitre terão sobre o Jardim. O facto de o Jardim Botânico (JB) ter sido finalmente classificado como Monumento Nacional e como tal ter direito a uma área de protecção parece não demover os promotores imobiliários no sentido de forçarem a construção em altura e profundidade nas zonas limítrofes do JB, avançando mesmo para o seu interior, impermeabilizando os solos e alterando as condições climatéricas do JB.
Estranhamente o vereador JSF, responsável pelo pelouro dos espaços verdes da CML tem-se mantido à margem da polémica alegando que não seria ético da sua parte pronunciar-se sobre o assunto uma vez que é parte interessada na acção que corre nos tribunais entre a CML e a Braga Parques sobre o Parque Mayer. Não vemos que essa questão possa obstar a que o vereador JSF se pronuncie, como é seu dever, sobre o assunto em causa.


Junto reproduzimos, pelo seu interesse, a notícia publicada no 'Público' do passado Sábado dia 6.

'clicar' nas imagens para as aumentar

Mais sobre este assunto aqui e aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Faz falta

Contrariamente ao prometido continuam por repor as árvores abatidas no interior do jardim, como aqui já se deu nota.
Uma das árvores que mais falta faz ser reposta é a figueira que existia junto à estátua a França Borges, no canto NE do Jardim.
Esta figueira foi abatida poucos dias antes da inauguração, não estando sequer o seu abate contemplado no plano de abates do projecto de 'requalificação'. Apesar de ser uma das poucas árvores que estava efectivamente morta não tinha sido incluída no rol dos abates das árvores 'doentes'. Terá sido por isso que acabou também por ser abatida, para não dar azo à chacota de, depois de tanto abate, terem deixado de pé a única árvore que estava efectivamente morta.

A Figueira junto à estátua a França Borges, antes do abate.
e já abatida.

Porque é que é importante plantar uma nova árvore no local onde estava esta figueira? Porque esta figueira fazia parte de uma 2ª linha de árvores (quase) de alinhamento na orla do jardim mas já no seu interior. Além disso, como se pode ver no croqui anexo, demarcava e servia de guarda a uma das principais entradas para o jardim:


O jardim sem uma árvore frondosa nessa localização fica demasiado devassado:


Vista actual da entrada do Jardim pelo canto NE (vista da Rua D. Pedro V). Na pequena imagem superior observa-se a mesma vista mas ainda com a figueira, antes do seu abate.

É claro que as árvores de alinhamento quando crescerem (quando?) irão disfarçar um pouco o 'buraco' deixado pela figueira. Mas não o suficiente, pois o espaçamento entre elas é demasiado grande para preencher esse vazio.

Assim solicita-se que a CML, conforme prometido, reponha as árvores abatidas no interior do jardim e em particular esta que tanta falta faz.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"recolha de monstros"

No dia 30 de Outubro passado, enviei para a CML (municipe@cm-lisboa.pt) o email que em baixo transcrevo, alguns moradores reforçaram o meu pedido enviando mensagens da sua autoria; a CML já nos respondeu e, pelo que hoje vi, a situação já melhorou substancialmente, temos de nos manter atentos!:

"Bom dia, 

Venho dar a conhecer uma situação inacreditável, de falta de higiene pública, que se prolonga há bastante tempo, junto ao Jardim do Príncipe Real, uma das zonas mais nobres da cidade e por onde circulam muitos dos seus turistas:



Estes contentores de lixo seleccionado já deveriam ter sido substituídos há muito tempo porque:
1 - não têm capacidade para armazenar todo o lixo que ali é colocado;
2 - as suas aberturas são muito pequenas face ao tamanho do lixo, fazendo com que muitas pessoas deixem o lixo no chão em vez de o colocar dentro do contentor;
3 -  deveria haver um 4º contentor para lixo não seleccionado, porque, infelizmente, há muitas pessoas que depositam nesta zona o lixo comum.

Agradecia que a CML toma-se medidas rápidas com vista a solucionar este problema que coloca em risco a saúde pública e é uma vergonha para a cidade de Lisboa, não só para os seus cidadãos, como para todos os turistas que cada vez mais a escolhem como destino de férias.

Os meus cumprimentos,

Maria Carvalho (moradora)"

Hoje, dia 2 de Novembro, a CML respondeu a um dos moradores dizendo que:

"Agradecemos desde já o seu contacto e a preferência por este canal de contacto do Centro de Atendimento ao Munícipe da Câmara Municipal de Lisboa.

Informamos que o assunto relativo a "Recolha de monstros (via pública)" deu entrada com o número CML-69649-T9XY e foi reencaminhado para: CC Lx-Alerta.
Para mais alguma questão não hesite em contactar-nos.

Com os melhores cumprimentos,

Núcleo de Acompanhamento de Processos e Gestão de Informação
Centro de Atendimento ao Munícipe
Divisão de Informação e Atendimento
CML - Câmara Municipal de Lisboa
Tel.: (+351) 808 20 32 32 | Fax: (+351) 808 20 31 31
E-mail: 
municipe@cm-lisboa.pt


Hoje, pelas 16:30, ao passar em frente aos "monstros" vi que estava tudo impecavelmente limpo, vamos esperar que assim continue até serem substituídos os contentores em causa!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Areão

Agora sempre que chove forte como na passada Sexta-feira e Sábado acontece o que já aqui se deu notícia. A água da chuva sempre que encontra um pequeno declive vai 'levando' o piso do jardim, deixando-o 'careca'.
Parte do areão desliza para as ruas limítrofes ou corre rua abaixo, outra parte acumula-se nas caleiras do próprio jardim, contribuindo para entupir os sumidouros, outra parte ainda acumula-se nas caldeiras das árvores de alinhamento.

Areão arrastado para o passeio e rua.


e lá vai ele rua abaixo até S. Bento


As caleiras estão cheias do areão do piso.

e as caldeiras das árvores de alinhamento também.

As fotos acima ilustram alguns dos aspectos acima relatados.

Não há dúvida que o sr. vereador JSF tem razão: o problema do piso ficará solucionado com mais algumas destas fortes chuvadas!