domingo, 21 de agosto de 2011

Teatro da Escola Politécnica.

Segundo notícia do 'Público' do passado dia 7 de Julho os 'Artistas Unidos' de Jorge Silva Melo vão ocupar a antiga cantina da ex-FCUL, que será transformada no Teatro da Politécnica:

 Saudamos esse novo espaço cultural, desejamos-lhe os maiores sucessos e esperamos que as obras de adaptação do espaço à sua nova função cénica não tenham sido responsáveis pelo barbarismo que as fotos abaixo documentam:
Aspecto actual da entrada para o futuro Teatro da Politécnica.

© Google Street view
Quando a máquina da Street view da Google por lá passou o espaço agora destroçado ainda tinha este aspecto.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A propósito de pisos não poeirentos.

Há quem saiba da poda. Fazer pisos não poeirentos não é segredo para os responsáveis dos jardins e parque do palácio de Charlotemburgo, em Berlim:
Os caminhos do parque deste palácio eram de terra batida e tinham uma cor escura:
piso antigo
 O piso desses caminhos foi e está ainda a ser subsituído por um piso compósito, de uma cor mais aberta, em que a camada superior é um saibro relativamente espesso e que não levanta pó, mesmo em dias de vento:
piso novo
aspecto do novo piso
os pisos antigos tinham uma cor escura como a que se vê na margem direita.
piso a ser construído (Julho 2011)
Charlotemburgo é só um exemplo, por toda a cidade e arredores, Babelsberg, Potsdam, etc., se vêem jardins e parques com pisos que não levantam pó.
Talvez não fosse má ideia a CML enviar alguém a Berlim, se não estiver muito apertada de dinheiros, para aprender como se faz um piso sem pó.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O piso e o pó, de novo.

Uma das finalidades da 'requalificação' do Jardim era a de se poupar nos consumos de água. Para isso se dotou o jardim de um sistema de rega por aspersão para as zonas arrelvadas e de um sistema de rega gota a gota, sistemas mal concebidos de raíz e que já sofreram várias alterações mas sem grandes resultados.
Mas além da água que tem de se gastar a regar relvas e plantas há agora também que gastar água a molhar o piso para que não se levante pó:

e como essa necessidade não deveria existir - lembram-se que o pó desapareceria após as primeiras chuvas - nada foi previsto para esse fim.
Solução encontrada: transportar água numa cisterna

E assim vamos cantando e rindo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

E agora sr. vereador dos espaços verdes?

Um ano e dois meses depois os (ir)responsáveis pelo arvoredo do jardim renderam-se à evidência da morte de 2 dos 4  liquidambares plantados em lugar das 6 Robíneas abatidas junto ao lago:
Os dois Liquidambares nado-mortos.

Que estes dois Liquidambares estavam, desgraçadamente, mortos, não restavam dúvidas a ninguém.
aqui - Outubro de 2010 - e aqui  - Maio de 2010 - se chamou a atenção para o estado dessas árvores.

Foram agora esses dois exemplares removidos:

E agora sr. Vereador? Que é feito da sua promessa de replantar todas as Robíneas abatidas? Lembre-se que eram 6 Robíneas e dos 4 Liquidambares que as substituiriam só 1 é que está com ar de que talvez vingue.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Que se passa com as árvores do jardim?

Quem olhar com alguma atenção verificará que algo de errado se está a passar com um número cada vez maior de árvores do Jardim:

 mais uma vítima das obras de 'requalificação'?


Este liquidambar era o único dos quatro plantados que parecia estar a vingar.

pormenor do estado da folhagem.

Outro dos 4 liquidambares (os outros dois 'continuam' mortos).

Esta Tília  - já é a 2ª - não parece estar de boa saúde.


Um grande número dos novos lodãos parecem querer antecipar o Outono.


Aqui fica o alerta para os (ir) responsáveis pelo jardim verificarem o que se passa.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ex libris do Jardim inspira cuidados.

O 'Cedro-do-Buçaco', ex libris do jardim, não goza de boa saúde. Apesar das podas cirúrgicas que sofreu no decurso da intervenção quem o observar com atenção verifica a existência de um grande número de ramos secos, principalmente na parte inferior da copa:


Estes ramos secaram desde que foi efectuada essa poda, como é óbvio. Se este ritmo de envelhecimento se mantiver não passarão muitos anos até o Jardim perder o seu mais famoso e mais visitado exemplar. Será que a própria intervenção, com uso e abuso de máquinas pesadas, não terá contribuído para acelerar o envelhecimento deste magnífico Cupressus macrocarpa ? Será ainda possível salvar o "Cedro-do-Buçaco"? Esperemos que sim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Visita Guiada às Árvores de Lisboa - Domingo, 10 de Julho de 2011, 9h30


A Associação Árvores de Portugal organiza, em parceria com a Loja de História Natural, uma visita às árvores de alguns parques e jardins da capital, no próximo dia 10 de Julho (Domingo). A actividade terá início às 9h e 30 minutos no Jardim Braamcamp Freire (Campo dos Mártires da Pátria), com encontro no extremo Norte (mais acima) do jardim, debaixo da grande bela-sombra que fica entre o campo de jogos e o parque infantil, em frente ao número 102 do Campo dos Mártires da Pátria.

A visita é gratuita e terá como guia Rui Pedro Lérias.

O ponto de encontro é às 9.30, debaixo da grande bela-sombra em frente à Galeria Monumental. Ver o mapa aqui.
O percurso começará no Jardim do Campo dos Mártires da Pátria e seguirá até ao Jardim do Príncipe Real, passando pela Avenida da Liberdade e pela Praça da Alegria. Estes espaços incluem um grande número de árvores monumentais e classificadas, algumas desde a década de 1940. Esta é uma oportunidade de ficar a conhecer melhor estas amigas por quem tantas pessoas passam todos os dias.

No final da visita, está programado um almoço convívio com todos os participantes, num restaurante perto do Jardim do Príncipe Real. A participação na visita (gratuita) não implica a obrigatoriedade de participar no almoço (12,50€ que inclui couvert, sopa, segundo-prato à escolha, sobremesa e uma bebida).

Para garantir a reserva do espaço para o almoço são necessárias 15 inscrições com pré-pagamento até à próxima Quarta-feira, 6 de Julho de 2011, e pedimos por isso que se inscrevam para o almoço até este dia.

Este almoço convívio é também uma excelente oportunidade para conhecer melhor a Associação Árvores de Portugal e o seu trabalho.

Mais informações e inscrições na página da Associação Árvores de Portugal.

(Fotografias da autoria de Miguel Rodrigues.)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um Bom Sinal.

Demos nota aqui há tempos de mais um desastrado abate no jardim das Amoreiras que produziu o dano colateral que a imagem abaixo ilustra:
e tememos, face à prática corrente, que a pobre árvore que ficou tombada e dilacerada viesse a ter o mesmo destino que a sua vizinha.
Mas para meu grande espanto o que encontrei anteontem quando de novo visitei o jardim foi isto:
Será isto um sinal que algo está finalmente a mudar na atitude dos responsáveis pelos nossos jardins? Oxalá que sim e que esta nova atitude se generalize rapidamente entre todos os intervenientes dos espaços verdes.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pó.

Bastam alguns dias de seca e algum vento para nuvens de pó se formarem no nosso jardim, que está a ficar num estado deplorável.
Se bem se lembram o vereador que tutela os espaços verdes afirmou aquando do último 'levantamento' popular contra o pó que esse fenómeno era passageiro, logo logo iria desaparecer com as primeiras chuvas.
Depois dessas temerosas declarações já passaram muitas chuvas e o pó esse está cada vez mais presente no Jardim.

 (clicar na imagem para a aumentar)
Nem sempre se tem a 'sorte' de fotografar uma nuvem de pó. A  que se observa nesta imagem não é, nem de longe, representativa das fortes nuvens que tem assolado o jardim nestes últimos dias.

Deixar um carro parado uns dias na orla Norte do jardim dá este resultado.

 
Aspecto de um banco na orla Norte.
 Pó branco e muito fino acumulado num candeeiro.
As plantas rasteiras sofrem
e as elevadas também.

Algo correu muito mal com este piso e não se vê como nem quando será emendado o erro cometido.

domingo, 19 de junho de 2011

A torneira.

Antes da intervenção requalificadora a que o Jardim foi submetido esta torneira:


deitava água com fartura e ainda estava operacional, embora já apresentasse algum desgaste e dificuldade em se fechar.
Agora, já depois de ter sido 'reparada' duas vezes, não deita quase nada e para se fechar é preciso muita paciência, mas fica sempre a pingar (com alguma sorte, dando-lhe uma pancada,  consegue-se melhor resultado do que o ilustrado):

(clicar na foto para a aumentar)
A 'recuperação' do equipamento não passou por este bebedouro, pois, como se pode observar nesta foto antiga:
 
o bebedouro tinha duas taças, uma anterior e uma posterior, apresentado-se agora só com a anterior: