domingo, 1 de julho de 2012

Sobre as jardinagens em curso.


Como tivemos oportunidade de referir no 'post' 'Dois anos e 500 mil euros depois' a CML prossegue neste momento à correcção de alguns dos erros que cometeu na intervenção de fundo feita no jardim há pouco mais de dois anos atrás. Os erros que agora estão a ser corrigidos dizem respeito à escolha de plantas mais adequadas às condições de terreno e ambientais dominantes no jardim. Não deixando de estranhar e não compreender como foi possível que se tivessem anteriormente escolhido as plantas menos adequadas às condições do nosso jardim, não podemos deixar de saudar o esforço agora em curso para correcção dessa situação.
Alertamos contudo, mais uma vez, para a necessidade da reposição das cercas metálicas de protecção desses canteiros, retiradas por força de uma concepção desligada da nossa realidade sociológica e cívica, e para a necessidade de uma verificação frequente da eficácia do actual sistema de rega ponto a ponto que tão maus resultados tem apresentado ao longo destes anos.
Por último não podemos deixar de chamar a atenção para o facto de, na ânsia de poupar dinheiro, a CML ter acabado por gastar muito mais neste jardim do que se tivesse, sensatamente, optado pela sua manutenção através de uma competente equipa de jardinagem.

Observe-se que mem todas as plantas tem direito à sua gota de água.
Há que repor estas cercas metálicas que além de enriquecerem esteticamente o jardim protegiam os canteiros.

estado actual do mesmo recanto.

sábado, 23 de junho de 2012

Falsa Esperança.

A palmeira do meio, na orla poente da praça do Príncipe Real, parecia querer reflorescer, como aqui demos nota, após a intervenção a que foi sujeita para a tentarem salvar in extremis. Para efeitos de comparação republicamos uma das fotos dessa altura em que no topo da palmeira uma nova palmeira despontava:

Falsa esperança! A palmeira está mesmo moribunda:

A CML actuou tarde e a más horas. O que é que se propõe agora fazer? Vai retirar a palmeira moribunda? Vai deixá-la apodrecer no local?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Um flagrante.

É fácil apresentar provas indirectas nas plantas, bancos, viaturas, etc., dos malefícios provocados pelo inesgotável fino pó que o piso do jardim ( © Aripaq) constantemente produz. Já mais difícil é apanhar um flagrante de uma dessas nuvens de pó que repentinamente, quando menos se espera, se originam no meio do jardim. Aqui fica uma prova fotográfica para quem (ainda) duvida:
Observem a atitude retraída da moça apanhada de surpresa pela nuvem de pó.

Contrariamente ao afirmado pelo nosso querido vereador dos espaços verdes, o pó deste jardim não desapareceu com as primeiras chuvadas, nem com as últimas, acrescentamos nós. Mais depressa desaparecerá do elenco autárquico este assertivo vereador que o pó neste jardim.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Finalmente.


A promessa de plantar à volta do lago um número igual ao das árvores abatidas concretizou-se finalmente:



Já que estão com a 'mão na massa' não se esqueçam de plantar uma árvore aqui:

onde estava uma figueira,

e outra aqui:
onde estava a oliveira.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Dois anos e 500 mil euros depois.


Dois anos e 500 mil euros depois da tão enaltecida 'requalificação' do Jardim eis que a CML se rende à evidência e enceta um processo de correcção da 'requalificação':

exemplo de como estavam alguns dos canteiros (foto de Janeiro de 2012)
o mesmo canteiro visto do 'topo' oposto (foto de 24 de Maio 2012)

Por todo o Jardim decorrem intervenções similares à acima ilustrada com o objectivo de corrigir algumas das muitas asneiras cometidas na intervenção de 2009/2010:
Algumas fotos, recentes (Maio de 2012), do estado do Jardim antes da actual intervenção

Afinal tínhamos razão quando atempadamente e vivamente criticamos a 'requalificação' a que o Jardim foi submetido. 
Os antigos canteiros foram destruídos para dar lugar ao que alguém apelidou de 'cemitério de mangueiras'. Nestes cemitérios de mangueiras foram gastas durante estes dois anos após a inauguração da exemplar 'requalificação' do jardim muitas horas de inútil e inglório trabalho pois, apesar dos esforços dos funcionários das diversas empresas que foram sucessivamente tomando conta do jardim, nada neles florescia, além da arrogância, da teimosia e da ignorância.

Pobre Jardim!

Esperemos que as presentes acções eliminem de vez este aspecto de 'cemitério de mangueiras' que o Jardim ganhou após a desastrada intervenção de 2009/2010.
Tememos porém que estas mangueiras que agora estão a ser retiradas voltem a ser colocadas, para nosso desgosto:

Tememos também que as causas profundas que impediram o normal crescimento da vegetação rasteira que iria cobrir estas mangueiras se mantenham, conduzindo ao fracasso da solução agora adoptada para esses sectores:
onde deveria ter crescido uma vegetação rasteira tenta-se agora que crescem estas plantas.

Esperemos que desta vez haja sucesso e se consiga reparar o mal feito. Mas há que não se ficar por aqui na reparação dos erros cometidos. 
Há também que não esquecer o piso, essa chaga para pessoas, plantas e animais. Há também que não esquecer de repor as árvores abatidas à volta do lago. Há que repor as vedações metálicas que delimitavam e protegiam os canteiros, então estupidamente removidas. Há que devolver ao jardim os antigos bancos misteriosamente subtraídos e cuja falta mal escamoteada é bem notável na periferia do mesmo.

Como se compreende este louvável esforço de correcção de alguns dos mais flagrantes erros então cometidos custa muito dinheiro aos contribuintes. Há que assacar responsabilidades pelo contínuo esbanjar de dinheiros públicos neste pobre jardim. 

sábado, 19 de maio de 2012

Minoru Nagashima, o pintor do Jardim.

De 16 de Maio a 2 de Junho pode-se apreciar no Espaço Cultural das Mercês

uma amostra de pinturas de Minoru Nagashima:
artista que vindo do Japão descobriu e se apaixonou pela luz desta cidade e, em particular, pelo Jardim e zona do Príncipe Real:
 稔長島


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cupressus lusitanica. Resposta da AFN.

Na sequência dos ofícios enviados à CML, ao LPVVA, e à AFN por um grupo de membros do Cidadania Lx, recebemos agora as explicações que a Autoridade Nacional Florestal tem para fornecer sobre o assunto, que a seguir reproduzimos:
Agradecemos à AFN as explicações fornecidas que remetem a causa do lamentável presente estado do 'Cipreste do Buçaco' para os vandalismos de que terá sido vítima, vandalismos já apontados como a causa da degradação pelo LPVVA.
Conclusão: segundo o LPVVA e a AFN a degradação do 'Cipreste' não tem qualquer relação com as obras de 'requalificação' do jardim, mas tão só com vandalismos vários, entre os quais fogos ateados no interior do seu tronco, que o enfraqueceram diminuindo-lhe as defesas contra parasitas.

Assim sendo cabe à CML assumir a responsabilidade na não protecção, ou deficiente protecção, prestada a este insubstituível especímene.

sábado, 12 de maio de 2012

A festa.

 Ontem, ao fim da tarde:


...e depois da festa:

estas papeleiras são nitididamente insuficientes para fazer face a estes eventos 

...limpa, limpa,  hoje tens muito que limpar:
...o pior ainda são os vidros:

Se a CML nos permite um conselho: porque não colocam uns grandes caixotes para o lixo e vidros para e durante estas festas?