terça-feira, 3 de junho de 2014

Pedido de Esclarecimento.


Abaixo se transcreve o pedido de esclarecimento enviado ao senhor Director Geral do Património Cultural acerca desta nova tentativa de construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel na Praça do Príncipe Real.


"Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Dr. Nuno Vassalo e Silva

Considerando as sondagens em curso na praça do Príncipe Real para efeitos da construção de um parque de estacionamento subterrâneo, sondagens cuja realização e objectivos já foram amplamente divulgados pela comunicação social, como é, certamente, do seu conhecimento;
Considerando que, segundo essa mesma comunicação social, o que agora se pretende é retomar um antigo projecto de construção de um parque de estacionamento subterrâneo, projecto esse que foi alvo de forte oposição por parte dos moradores e de sucessivos pareceres negativos do então IPPAR, factos que conduziram ao seu 'arquivamento';

Considerando que o actual projecto é praticamente o mesmo que o anterior (4 pisos subterrâneos, atingindo mais de 20 metros de fundo, com as fundações do parque a serem construídas praticamente encostadas às condutas do aqueduto), apresentando o mesmo, senão mais grave ainda, grau de intrusão em relação ao Monumento Nacional, que é a Patriarcal e o conjunto único de condutas do sistema de distribuição de águas, que faz parte integrante do Aqueduto das Águas Livres (MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 5, DR n.º 42 de 19 Fevereiro 2002);

Considerando o óbvio impacto no conjunto de palacetes e edifícios de valor patrimonial reconhecido, que compõem a “moldura” da Praça do Príncipe Real e que poderão sofrer danos assinaláveis com a construção do referido parque;

Considerando as notícias vindas recentemente a público sobre este assunto, que dão conta de novos desenvolvimentos em sede dos serviços dessa Direcção-Geral;

Vimos por este meio solicitar a V. Exa. que nos informe sobre este assunto, i.e., sobre:

 1.Se deu entrada nesses serviços alguma alteração ao projecto então objecto de parecer na década de 90, que justifique uma reapreciação do mesmo e a anulação dos pareceres anteriormente considerados como definitivos, uma vez que os pressupostos continuam os mesmos: construção de um parque automóvel subterrâneo em cima de um Monumento Nacional (o que inviabilizará, aliás, qualquer candidatura futura do Aqueduto das Águas Livres a Património da Humanidade);
2 Qual a razão para uma reapreciação deste projecto? E, caso já tenha sido reapreciado pela DGPC, qual o sentido desse parecer;
3. Em relação às sondagens que estão a ser feitas no jardim do Príncipe Real, se houve ou não apreciação de algum pedido de autorização nesse sentido, quem o submeteu (CML ou promotor?) e, se tiver sido recepcionado esse pedido, qual o parecer emitido pela DGPC; quando e por quem;

Com os melhores cumprimentos,

Pelos Amigos do Jardim do Príncipe Real
Jorge Pinto"

Acerca de uma petição.


Encontrando-se em curso uma petição 'online' contra a construção de um parque subterrâneo na praça do Príncipe Real é nossa obrigação informar que a mesma nada tem a ver com este grupo de cidadãos 'Amigos do Príncipe Real'; que consideramos essa petição extemporânea; que os autores da mesma foram por nós contactados para a retirarem do espaço virtual e se juntarem a nós nas difíceis batalhas que se adivinham para obstar à construção do parque, mas que se recusaram a retirar a petição e que nós próprios iremos em momento oportuno colocar uma petição online.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Casa do Guarda.

Nem tudo são más notícias sobre este tão mal tratado jardim:
A 'casa do guarda' que estava num estado deplorável está a ser restaurada:
e o horrível acrescento ao anexo da esplanada foi disfarçado com um gradeamento escuro. Do mal o menos:


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Deixem o Príncipe Real em paz!

Quando todos pensávamos nunca mais ouviríamos falar da construção de um parque de estacionamento subterrâneo em “L” em redor do Jardim do Príncipe Real desde que o mesmo foi fortemente contestado pelos moradores há nem 15 anos, eis que a CML, ao que tudo indica e por razões que a razão desconhece, mas suspeitamos quais sejam, se prepara para voltar à carga com o malfadado projecto.
A eventual construção de um tal parque (4 pisos subterrâneos e com fundações a menos de 1 m da estrutura da patriarcal e ameaçando seriamente também árvores de grande porte, várias delas classificadas), significaria o golpe de misericórdia no já tão degradado e enfraquecido jardim além de fazer perigar, senão destruir, o valiosíssimo e único património mundial da rede da Mãe d'Água que, partindo do reservatório central, estende os seus braços subterrâneos para as vertentes Norte e Sul do então Alto da Cotovia, actual Praça do Príncipe Real. Há parecer favorável da Sec. Estado da Cultura? Será inconcebível que o haja.

A construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel além de colocar em perigo quer o coberto vegetal do Jardim, já tão castigado (há parecer favorável do ICNF? Será inconcebível que o haja…), e todo o conjunto classificado da Mãe d'Água é um absurdo contra-producente na medida em que ao oferecer mais lugares de estacionamento tal irá atrair ainda mais veículos para a já tão congestionada zona, num ciclo vicioso imparável (há estudos de mobilidade favoráveis a esta enormidade? Será inconcebível que os haja…

Fica o alerta: opor-nos-emos com todos os meios à nossa disposição contra tal absurdo

sexta-feira, 23 de maio de 2014

De cara lavada.


Não há nada como umas boas e fortes chuvadas para dar nova vida às pobres árvores do nosso Jardim:






Madeira das Palmeiras abatidas.


Quanto vale a madeira das Palmeiras que foram abatidas?
Quanto vale esta madeira?





Seria bom que a CML além de colocar o aviso do abate e do porquê do abate - coisa que não fez neste caso como em muitos outros - nos informasse também do valor e destino da madeira resultante do abate das árvores que vai realizando sistematicamente.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Das três só resta uma.

Era uma vez três Palmeiras
que foram atacadas pelo escaravelho vermelho
mas a CML, apesar de avisada a tempo e horas desse iminente ataque, só as tentou defender quando já era tarde demais. Resultado, uma, a do meio morreu pouco depois do ataque e foi logo abatida:
a terceira, a da direita, resistiu um pouco mais, parecia que ia vingar:
mas não, não resistiu. E hoje o tronco, que era o que dela restava, foi cortado às rodelas:

Muitos Parabéns à CML que tão bem tem estado a requalificar este pobre jardim do Príncipe Real.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cortes e mais cortes.

Cortes e mais cortes e só o que sabemos fazer:


Esta tília foi um vítima colateral do abate da sua vizinha (Foto de 11 de Março).

quarta-feira, 12 de março de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vistas abertas.


Com mais este abate o jardim está a ficar cada vez mais próximo de se transformar num descampado árido, como bem o caracteriza Inês no seu comentário ao 'post'   'É o que sabemos fazer melhor'.
Num descampado árido e de vistas abertas, bem ao gosto do jubilado prof. Fernando Catarino que tão prestimosamente se prestou a defender o indefensável no programa "Portugal em Directo"que a RTP, em Fevereiro de 2010, fez sobre a viva polémica que a 'requalificação' do jardim provocou.
Vistas abertas:
e os restos mortais da tília prateada: