quinta-feira, 29 de maio de 2014

Casa do Guarda.

Nem tudo são más notícias sobre este tão mal tratado jardim:
A 'casa do guarda' que estava num estado deplorável está a ser restaurada:
e o horrível acrescento ao anexo da esplanada foi disfarçado com um gradeamento escuro. Do mal o menos:


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Deixem o Príncipe Real em paz!

Quando todos pensávamos nunca mais ouviríamos falar da construção de um parque de estacionamento subterrâneo em “L” em redor do Jardim do Príncipe Real desde que o mesmo foi fortemente contestado pelos moradores há nem 15 anos, eis que a CML, ao que tudo indica e por razões que a razão desconhece, mas suspeitamos quais sejam, se prepara para voltar à carga com o malfadado projecto.
A eventual construção de um tal parque (4 pisos subterrâneos e com fundações a menos de 1 m da estrutura da patriarcal e ameaçando seriamente também árvores de grande porte, várias delas classificadas), significaria o golpe de misericórdia no já tão degradado e enfraquecido jardim além de fazer perigar, senão destruir, o valiosíssimo e único património mundial da rede da Mãe d'Água que, partindo do reservatório central, estende os seus braços subterrâneos para as vertentes Norte e Sul do então Alto da Cotovia, actual Praça do Príncipe Real. Há parecer favorável da Sec. Estado da Cultura? Será inconcebível que o haja.

A construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel além de colocar em perigo quer o coberto vegetal do Jardim, já tão castigado (há parecer favorável do ICNF? Será inconcebível que o haja…), e todo o conjunto classificado da Mãe d'Água é um absurdo contra-producente na medida em que ao oferecer mais lugares de estacionamento tal irá atrair ainda mais veículos para a já tão congestionada zona, num ciclo vicioso imparável (há estudos de mobilidade favoráveis a esta enormidade? Será inconcebível que os haja…

Fica o alerta: opor-nos-emos com todos os meios à nossa disposição contra tal absurdo

sexta-feira, 23 de maio de 2014

De cara lavada.


Não há nada como umas boas e fortes chuvadas para dar nova vida às pobres árvores do nosso Jardim:






Madeira das Palmeiras abatidas.


Quanto vale a madeira das Palmeiras que foram abatidas?
Quanto vale esta madeira?





Seria bom que a CML além de colocar o aviso do abate e do porquê do abate - coisa que não fez neste caso como em muitos outros - nos informasse também do valor e destino da madeira resultante do abate das árvores que vai realizando sistematicamente.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Das três só resta uma.

Era uma vez três Palmeiras
que foram atacadas pelo escaravelho vermelho
mas a CML, apesar de avisada a tempo e horas desse iminente ataque, só as tentou defender quando já era tarde demais. Resultado, uma, a do meio morreu pouco depois do ataque e foi logo abatida:
a terceira, a da direita, resistiu um pouco mais, parecia que ia vingar:
mas não, não resistiu. E hoje o tronco, que era o que dela restava, foi cortado às rodelas:

Muitos Parabéns à CML que tão bem tem estado a requalificar este pobre jardim do Príncipe Real.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cortes e mais cortes.

Cortes e mais cortes e só o que sabemos fazer:


Esta tília foi um vítima colateral do abate da sua vizinha (Foto de 11 de Março).

quarta-feira, 12 de março de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vistas abertas.


Com mais este abate o jardim está a ficar cada vez mais próximo de se transformar num descampado árido, como bem o caracteriza Inês no seu comentário ao 'post'   'É o que sabemos fazer melhor'.
Num descampado árido e de vistas abertas, bem ao gosto do jubilado prof. Fernando Catarino que tão prestimosamente se prestou a defender o indefensável no programa "Portugal em Directo"que a RTP, em Fevereiro de 2010, fez sobre a viva polémica que a 'requalificação' do jardim provocou.
Vistas abertas:
e os restos mortais da tília prateada:



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

É o que sabemos fazer melhor.

Ao mínimo sinal que uma árvore possa ter perdido alguma estabilidade os responsáveis pelos espaços verdes só conhecem uma solução: cortar.
As raízes mais superficiais desta Tília prateada, por acção dos últimos vendais, cederam um pouco, mas, aparentemente, a Tília continuava na sua postura normal:
Claro que, como se esperava a solução encontrada pela CML só podia ser esta:
Foi chamado algum perito independente para verificar a estabilidade da árvore? Foi colocado o necessário aviso do abate? Não.
O jardim fica mais despido, ainda mais despido?  Fica, mas isso pouco importa.
 A Tília ao lado sofreu estragos?
Sofreu, mas isso também não tem importância. Se calhar será a próxima a ser abatida.
A Tília que agora foi cortada estava a poucos metros do Plátano classificado. O ICNF foi chamado para dar a sua opinião e vigiar o abate? Não vi ninguém do ICNF no local.

Parabéns à vereação dos espaços verdes. Em menos de 4 anos conseguiu descaracterizar completamente este pobre jardim.




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Acordem!

Jardim do Príncipe Real . Lisboa
Esta cena terceiro mundista passa-se, por incrível que possa parecer, num dos mais importantes jardins históricos da cidade de Lisboa.
Podia, em legítima defesa desta árvore classificada de interesse público, transcrever para aqui o que qualquer vulgar compêndio sobre arboricultura ou jardinagem avisa sobre os perigos da compactação do solo - sobretudo durante a época das chuvas - nas caldeiras das árvores, podia simplesmente apelar ao bom senso ou relembrar algumas regras de boa educação cívica ensinadas na escola.  Em vez disso vou referir uma lei recente da República Portuguesa. 

Diz essa lei (Lei 53/2012 de 5 de setembro)  no nº2 do artigo 4º: " são proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar o arvoredo de interesse público, designadamente: a) O corte do tronco, ramos ou raízes; b) A remoção de terras ou outro tipo de escavação, na zona de proteção; c) O depósito de materiais, seja qual for a sua natureza, e a queima de detritos ou outros produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona de proteção; d) Qualquer operação que possa causar dano, mutile, deteriore ou prejudique o estado vegetativo dos exemplares classificados."

E mais à frente no ponto artigo 5º Contraordenações e processo: "a) Constitui contraordenação grave a violação do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 2 do artigo 4.º"

"Às contraordenações graves correspondem as seguintes coimas: a) Se praticadas por pessoas singulares, de € 500 a € 5000; b) Se praticadas por pessoas coletivas, de € 5000 a € 25 000."


Então porque é que em legítima defesa da Araucaria columnaris classificada de interesse público em 1947 não se aplica a lei? - perguntam os mais atentos - Porque esta lei, neste momento, é só para Inglês ver, não está regulamentada pelo governo apesar de a isso ele estar obrigado pela mesma lei no seu: Artigo 8.º /Regulamentação/ O Governo regulamenta a presente lei no prazo de 60 dias.

Ah, pois é! Antes de mais temos de ser MUITOS a assinar esta Petição Pública que exige que o governo regulamente a lei 53/2012 de 5 de setembro e dessa forma permita a sua aplicação. Só assim se podem proteger as árvores classificadas e classificar novas árvores.

 Copiado do Blogue de Cheiros da Rosa Casimiro:
http://www.cheirar.blogspot.pt/2014/02/acordem.html