terça-feira, 3 de junho de 2014
Substituição do piso no Jardim do Príncipe Real em Outubro?
Segundo nos reporta a jornalista do 'Público' Marisa Soares, o piso do jardim será finalmente mudado no próximo mês de Outubro. A ver vamos se se cumprem as promessas. Mas entretanto seria bom, a bem dos contribuintes, que fossem apuradas as responsabilidades pelos gastos inúteis e pelos estragos causados durante todos estes anos em que estivemos, pessoas, plantas, animais e bens, sujeitos a um poeirento piso, com componentes perniciosos como o pó de vidro. Reconhecer um erro é de louvar, mas quando esse erro foi previamente denunciado como tal, e quando só ao fim de várias tentativas e respectivos gastos associados se reconhece esse erro, não nos é mais permitido relevar esse comportamento.
Ler artigo do 'Público' aqui.
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piso
Carta enviada ao Exmo. Senhor Provedor de Justiça.
Assunto:
Projecto
de estacionamento subterrâneo no Príncipe Real / Reclamação em
prol das Boas Práticas
Exmo.
Senhor Provedor de
Justiça
Professor
Doutor José Francisco de Faria Costa
Somos
a apresentar queixa a Vossa Excelência, e aos Serviços que tutela,
pela situação que se está a desenrolar no Jardim do Príncipe
Real, em
Lisboa, à margem dos moradores da zona e, por conseguinte, à
revelia das boas práticas e do modelo de governança participativa
que devia ser apanágio da Câmara Municipal de Lisboa, em relação
ao qual, aliás, esta se diz empenhada praticante.
Com
efeito fomos completamente surpreendidos, face à ocorrência de
sondagens pela empresa espanhola
Empark,
no Jardim do Príncipe Real - trabalhos já amplamente divulgados
pela comunicação social e que tem em vista o arranque da construção
de um parque de estacionamento subterrâneo no local - uma vez que
tal projecto nunca foi debatido em reunião de CML, nem em reunião
de AML, nem muito menos em sede de Assembleia de Freguesia, pelo
rápido avançar dos preparativos com vista à construção desse
parque subterrâneo.
Assim,
Considerando
as notícias vindas a público dando conta dessa nova realidade,
referindo existir agora uma nova versão do antigo projecto de
estacionamento subterrâneo, objecto de arquivamento há mais de 10
anos (“arquivado” face à forte contestação dos moradores e aos
pareceres desfavoráveis emitidos na altura pelo então IPPAR,
pareceres que sempre considerámos “definitivos”);
Considerando
que esta nova versão estará já “autorizada” por três
Vereadores do anterior executivo camarário (Arq. Manuel Salgado,
Eng. Nunes da Silva e Dr. Sá Fernandes), dependendo o arranque das
obras neste momento apenas dos novos pareceres da DGPC (ex-IPPAR),
que estarão para breve;
E
considerando que:
1.
No centro do Jardim do Príncipe Real, existe a Patriarcal, peça
central do sistema de condutas que compõe o Aqueduto das Águas
Livres e Monumento Nacional (Decreto n.º 5, DR n.º 42 de 19
Fevereiro 2002); e que todo e
qualquer projecto de construção de estacionamento subterrâneo, com
menor ou maior profundidade ou aproximação, além de atentar sobre
ele, impedirá uma futura candidatura do Aqueduto a Património da
Humanidade, candidatura, aliás, para a qual apontava a Recomendação
aprovada recentemente pela Assembleia Municipal de Lisboa por
unanimidade
(http://partidodaterra-mpt.blogspot.pt/2014/02/recomendacao-apresentada-pelo-deputado_19.html),
representando a construção do parque de estacionamento, uma
contradição da própria CML;
2.
No referido jardim, se encontram várias espécies arbóreas
protegidas, já que classificadas como de Interesse Público, pelo
que nada pode ser aprovado sem o parecer favorável do Instituto de
Conservação da Natureza;
3.
A construção do referido parque terá fortes repercussões em
termos de trânsito e mobilidade na zona, afectando desde logo os
moradores, pelo que serão precisos estudos de impacto de trânsito
para que uma obra deste tipo seja construída;
4.
Tão importante quanto os pontos anteriores e dada a forte polémica
aquando do anúncio da construção do parque, há 13 anos, e que
levou, em primeira mão, a que a ideia fosse abandonada até …
agora;
Solicitamos,
por isso, a Vossa Excelência, Senhor Provedor, que
diligencie junto da CML, e das demais entidades (DGPC, ICNF, AML e
Junta de Freguesia da Misericórdida), no sentido de apurar:
1.
Quando
é que foi aprovado pela CML semelhante projecto, por quem e em que
sede; qual o grau de envolvimento das várias entidades, e quais os
estudos técnicos que o suportam (impacte na rede radicular das
árvores, impacte de tráfego automóvel) e pareceres técnicos que o
autorizam;
2.
Quais
as razões por não ter sido o referido projecto objecto de
apresentação e discussão públicas, dado o seu carácter, a
polémica e a contestação de há 13 anos, e, sobretudo, porque a
não existência desse debate é um desrespeito claro pelas "boas
práticas" europeias de que a CML é signatária.
Melhores
cumprimentos
Pelos
Amigos do Príncipe Real
Jorge
Pinto
Pedido de Esclarecimento.
Abaixo se transcreve o pedido de esclarecimento enviado ao senhor Director Geral do Património Cultural acerca desta nova tentativa de construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel na Praça do Príncipe Real.
"Exmo.
Senhor Director-Geral do Património Cultural
Dr.
Nuno Vassalo e Silva
Considerando
as sondagens em curso na praça do Príncipe Real para efeitos da
construção de um parque de estacionamento subterrâneo, sondagens
cuja realização e objectivos já foram amplamente divulgados pela
comunicação social, como é, certamente, do seu conhecimento;
Considerando
que, segundo essa mesma comunicação social, o que agora se pretende
é retomar um antigo projecto de construção de um parque de
estacionamento subterrâneo, projecto esse que foi alvo de forte
oposição por parte dos moradores e de sucessivos pareceres
negativos do então IPPAR, factos que conduziram ao seu
'arquivamento';
Considerando
que o actual projecto é praticamente o mesmo que o anterior (4 pisos
subterrâneos, atingindo mais de 20 metros de fundo, com as fundações
do parque a serem construídas praticamente encostadas às condutas
do aqueduto), apresentando o mesmo, senão mais grave ainda, grau de
intrusão em relação ao Monumento Nacional, que é a Patriarcal
e o conjunto único de condutas do sistema de distribuição de
águas, que faz parte integrante do Aqueduto das Águas Livres (MN -
Monumento Nacional, Decreto n.º 5, DR n.º 42 de 19 Fevereiro 2002);
Considerando
o óbvio impacto no conjunto de palacetes e edifícios de valor
patrimonial reconhecido, que compõem a “moldura” da Praça do
Príncipe Real e que poderão sofrer danos assinaláveis com a
construção do referido parque;
Considerando
as notícias vindas recentemente a público sobre este assunto, que
dão conta de novos desenvolvimentos em sede dos serviços dessa
Direcção-Geral;
Vimos
por este meio solicitar a V. Exa. que nos informe sobre este assunto,
i.e., sobre:
1.Se
deu entrada nesses serviços alguma alteração ao projecto então
objecto de parecer na década de 90, que justifique uma reapreciação
do mesmo e a anulação dos pareceres anteriormente considerados como
definitivos, uma vez que os pressupostos continuam os mesmos:
construção de um parque automóvel subterrâneo em cima de um
Monumento Nacional (o que inviabilizará, aliás, qualquer
candidatura futura do Aqueduto das Águas Livres a Património da
Humanidade);
2 Qual
a razão para uma reapreciação deste projecto? E, caso já tenha
sido reapreciado pela DGPC, qual o sentido desse parecer;
3. Em
relação às sondagens que estão a ser feitas no jardim do Príncipe
Real, se houve ou não apreciação de algum pedido de autorização
nesse sentido, quem o submeteu (CML ou promotor?) e, se tiver sido
recepcionado esse pedido, qual o parecer emitido pela DGPC; quando e
por quem;
Com
os melhores cumprimentos,
Pelos
Amigos do Jardim do Príncipe Real
Jorge
Pinto"
Acerca de uma petição.
Encontrando-se em curso uma petição 'online' contra a construção de um parque subterrâneo na praça do Príncipe Real é nossa obrigação informar que a mesma nada tem a ver com este grupo de cidadãos 'Amigos do Príncipe Real'; que consideramos essa petição extemporânea; que os autores da mesma foram por nós contactados para a retirarem do espaço virtual e se juntarem a nós nas difíceis batalhas que se adivinham para obstar à construção do parque, mas que se recusaram a retirar a petição e que nós próprios iremos em momento oportuno colocar uma petição online.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Casa do Guarda.
Nem tudo são más notícias sobre este tão mal tratado jardim:
A 'casa do guarda' que estava num estado deplorável está a ser restaurada:
e o horrível acrescento ao anexo da esplanada foi disfarçado com um gradeamento escuro. Do mal o menos:
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casa do jardineiro
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Deixem o Príncipe Real em paz!
Quando todos pensávamos nunca mais ouviríamos falar da construção de um parque de estacionamento
subterrâneo em “L” em redor do Jardim do Príncipe Real desde que o mesmo foi fortemente contestado pelos moradores há nem
15 anos, eis que a CML, ao que tudo indica e por razões que a razão desconhece, mas suspeitamos quais sejam,
se prepara para voltar à carga com o malfadado projecto.
A eventual construção de um tal parque (4
pisos subterrâneos e com fundações a menos de 1 m da estrutura da
patriarcal e ameaçando seriamente também árvores de grande porte, várias
delas classificadas), significaria o golpe de misericórdia no
já tão degradado e enfraquecido jardim além de fazer perigar, senão destruir, o
valiosíssimo e único património mundial da rede da Mãe d'Água que, partindo do
reservatório central, estende os seus braços subterrâneos para as vertentes Norte
e Sul do então Alto da Cotovia, actual Praça do Príncipe Real. Há parecer
favorável da Sec. Estado da Cultura? Será inconcebível que o haja.
A construção de um parque subterrâneo para estacionamento automóvel além de
colocar em perigo quer o coberto vegetal do Jardim, já tão castigado (há
parecer favorável do ICNF? Será inconcebível que o haja…), e todo o conjunto
classificado da Mãe d'Água é um absurdo contra-producente na medida em que ao oferecer
mais lugares de estacionamento tal irá atrair ainda mais veículos para a já tão
congestionada zona, num ciclo vicioso imparável (há estudos de mobilidade
favoráveis a esta enormidade? Será inconcebível que os haja…
Fica o alerta: opor-nos-emos com todos os meios à nossa disposição contra tal
absurdo
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Parque subterrâneo
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Madeira das Palmeiras abatidas.
Quanto vale a madeira das Palmeiras que foram abatidas?
Quanto vale esta madeira?
Seria bom que a CML além de colocar o aviso do abate e do porquê do abate - coisa que não fez neste caso como em muitos outros - nos informasse também do valor e destino da madeira resultante do abate das árvores que vai realizando sistematicamente.
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Abate de árvores,
madeira
terça-feira, 22 de abril de 2014
Das três só resta uma.
Era uma vez três Palmeiras
que foram atacadas pelo escaravelho vermelho
mas a CML, apesar de avisada a tempo e horas desse iminente ataque, só as tentou defender quando já era tarde demais. Resultado, uma, a do meio morreu pouco depois do ataque e foi logo abatida:
a terceira, a da direita, resistiu um pouco mais, parecia que ia vingar:
mas não, não resistiu. E hoje o tronco, que era o que dela restava, foi cortado às rodelas:
Muitos Parabéns à CML que tão bem tem estado a requalificar este pobre jardim do Príncipe Real.
que foram atacadas pelo escaravelho vermelho
mas a CML, apesar de avisada a tempo e horas desse iminente ataque, só as tentou defender quando já era tarde demais. Resultado, uma, a do meio morreu pouco depois do ataque e foi logo abatida:
mas não, não resistiu. E hoje o tronco, que era o que dela restava, foi cortado às rodelas:
Muitos Parabéns à CML que tão bem tem estado a requalificar este pobre jardim do Príncipe Real.
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Palmeiras
terça-feira, 15 de abril de 2014
Cortes e mais cortes.
Cortes e mais cortes e só o que sabemos fazer:
Esta tília foi um vítima colateral do abate da sua vizinha (Foto de 11 de Março).
Esta tília foi um vítima colateral do abate da sua vizinha (Foto de 11 de Março).
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Abate de árvores
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