quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

No Inverno costuma chover em Lisboa.


As obras de repavimentação do jardim encontram-se suspensas porque choveu. Essa é a razão invocada pela empresa encarregue da obra:

"A informação fornecida à Junta de Freguesia da Misericórdia pela empresa ArquiJardim, é de que a aplicação do pavimento só poderá ser efetuada sobre superfície seca, pelo que nos dias chuvosos e nos subsequentes, a massa não poderá ser aplicada sob risco de perder propriedades qualitativas. Logo que as condições climatéricas permitam, o trabalho será retomado no Jardim do Príncipe Real."

Mas então nem a Câmara, adjudicante da obra, nem a Arquijardim, adjudicatária, sabem que é costume no Inverno chover em Lisboa?

É costume no Inverno chover em Lisboa.



E se sabem e se a chuva constituía um impedimento para colocação do betuminoso impermeável porque avançaram com a obra em Janeiro? Se estamos à espera desta obra desde 2014 qual o problema de esperar mais uns meses?

Não, esta explicação não colhe e se colhe constitui uma prova da incompetência de quem tutela o jardim. Se de facto a humidade que impregna o substrato em cima do qual se vai colocar o alcatrão é impeditiva da colocação de uma consistente e durável camada do betuminoso isso é muito preocupante pois indica que esse substrato não é adequado a receber esse alcatrão. E daqui a pouco tempo, um, dois anos, teremos novamente o piso do jardim cheio de fissuras, irregularidades, buracos.

Senhor vereador dos espaços verdes, senhores técnicos: aproveitem a oportunidade, repensem a vossa decisão, parem com esta obra, coloquem um piso de terra e que não produza poeirada, que os há.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Obras paradas, jardim encerrado. Até quando?


Há mais de uma semana que as obras no jardim estão paradas. O prazo de execução expirou no passado dia 10, mas desde a semana anterior que as obras pararam.
 
 Porquê? Alguém, Câmara ou Junta, se digne informar o que se passa!

Consta que a Câmara e a Arquijardim, a quem a Câmara adjudicou a obra, não se entendem. Mas entretanto o tempo passa e o jardim continua fechado, noite e dia. Por mais quanto tempo? Alguém, Câmara, Junta de Freguesia, se digne informar utentes e residentes o que se passa?

Nós, utentes, residentes, cidadãos em geral, agradecemos a atenção.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como era.


Tempos houve em que cuidar dos jardins e ter pisos como devem ser não era um problema, ao que agora parece, insolúvel.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Prazo de execução: 20 dias.


Vinte dias é o prazo de execução que está estipulado para a obra de repavimentação do jardim:

esse mesmo prazo é o que consta na base de dados das contratações públicas:
 A obra teve início a 13 de Janeiro, quando o jardim foi vedado, ou, se quisermos, a 14 de Janeiro  segundo consta no aviso da Junta de Freguesia da Misericórdia:
Ora se contarmos os dias desde 14 de Janeiro até hoje, dia 10 de Fevereiro, temos precisamente 20 dias úteis.
Está então a obra executada, conforme o prazo estipulado? Vejamos algumas fotos que ilustram o estado actual da obra:
Como se vê, a repavimentação do jardim está longe, muito longe de estar concluída.
Era o prazo de execução um dos critérios ponderados no concurso público para a escolha da melhor proposta, a par do preço? Não sabemos mas tudo indica que terá sido esse um dos critérios ponderados.
Terão os concorrentes preteridos


sido prejudicados por esse factor? É possível. A eles caberá fazer o que muito bem entenderem, a nós, utentes e contribuintes pagadores destes desmandos - mais cerca de 79 mil euros*, a somar aos sucessivos erros e emendas, piores do que o soneto - cabe-nos criticar e protestar.

* valor da obra com o IVA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A fase preta do Jardim.


Aqui ilustramos com algumas fotografias o actual estado das obras no jardim:


Como se pode observar este betuminoso, impermeável, tem já uma espessura que só permitirá ser coberto por uma fina camada de resina cor de terra. Quanto tempo durará essa fina camada cor de terra? Resistirá essa fina pele quantos meses ao arrastar de mesas e cadeiras metálicas junto à esplanada central?


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Chocante.

Eis o que será o novo piso do jardim:

fotografia enviada por e-mail ontem à noite

Por cima deste negrume uma pele de uma resina sintética, cor de terra, será colocada. Mas quanto tempo durará essa pele?
Dizem-nos que esta é a única solução para evitar poeiras, mas não acreditamos. Conhecemos inúmeros pisos de jardins por essa Europa fora feitos de materiais naturais e que não fazem poeiras.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Não pedimos este piso.


Mais uma vez a CML coloca os cidadãos perante factos consumados. Ficamos  informalmente a saber, já os trabalhos no jardim vão avançados, que o que está a ser feito não é, como se pensava, refazer o piso mas tão só a colocação de um tapete de alcatrão, não poroso, com alguns centímetros de espessura, dotado superficialmente de uma resina para lhe proporciona uma cor de terra.

Uma amostra da nova camada que está a ser posta no piso do jardim.

Não queremos e não pedimos um piso de alcatrão, não poroso. O que pedimos sim, foi um piso que não produzisse a poeirada que o piso do tipo Aripak,  colocado em 2009/10, produziu.
Se a razão da substituição do piso de alcatrão que existia até 2009 foi precisamente a de não ser um piso adequado a um jardim romântico, porque se volta agora a repor um piso de alcatrão, ainda por cima não poroso?
Não nos digam que não há nenhuma solução técnica para o piso do jardim que preserve as suas características românticas e não faça pó. Que as há, há.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Correcção de erros do piso obriga ao encerramento do Jardim.

Finalmente, seis, 6, anos depois da desastrada intervenção de 2009/10 a vereação dos espaços verdes da Câmara Municipal vai resolver o problema do piso que ela própria criou. O jardim, segundo nos informa a JF da Misericórdia ficará encerrado durante um mês, pelo menos, para permitir a colocação do novo piso, que será semelhante ao do jardim de Santos. Esperemos que desta vez tenha sido feita a escolha certa para o piso do nosso jardim.


Estas são as perguntas que fizemos à vereação e para as quais ainda esperamos respostas:
......
Em relação a essa empreitada gostaríamos que nos informasse sobre:
1 - prazo para a conclusão da mesma;
2 - custo da obra;
3 - se foi uma obra sujeita a concurso público se uma adjudicação directa;
4 - características do piso a ser aplicado;
5 - se a obra se desenrola por sectores ou se implica o encerramento da totalidade do jardim;
6 - quais as medidas a tomar para a protecção das árvores e demais plantas;
7 - tipo de maquinaria a utilizar.


Chamamos particular atenção para os pontos 6 e 7 para que não se cometem os mesmos erros verificados aquando da intervenção de 2009/10.

Por último: lamentamos que os moradores não tenham sido atempadamente informados do início das obras, da sua duração, nem dos constrangimentos a que ficarão sujeitos na fruição do jardim.........

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre a prevista substituição do piso do Jardim


Segundo nos informam terão início no próximo dia 14 as obras de substituição do piso do Jardim.
Congratulamo-nos por essa decisão, que só peca por tardia, mas achamos importante que sejam ressalvados certos aspectos no decurso da obra, que, a não serem respeitados, terão nefastas consequências para a saúde das árvores e plantas do jardim, que tantas agressões já tem sofrido ao longo destes últimos anos.
 
O pó do piso deposita-se nas plantas e nas árvores prejudicando a sua respiração.
 
O areão do piso escorre para as caldeiras das árvores.
 
Sempre que chove com mais intensidade lá vai parte do piso rua abaixo.
 
 
Alguns dos aspectos para os quais chamamos desde já a atenção dos responsáveis pela obra são os seguintes:
1- não utilizar máquinas pesadas, como aconteceu na primeira fase da "requalificação";
 
Máquina usada na 1ª fase da "requalificação" de 2009/10
 
 
2- proteger convenientemente as árvores e plantas;
 
Situações destas não são toleráveis.
 
 
3- utilizar um tipo de piso adequado às características do jardim, semelhante, por exemplo, ao que irá ser aplicado no Jardim Botânico.
 
Imagem de um piso que não faz pó, não cria fendas e depressões, e é permeável.

Por último: não esquecer que a obra deverá ser, por lei, acompanhada por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, ICNF,  uma vez que existem 7 exemplares classificados no jardim.

 Um dos 7 exemplares classificados, vendo-se ao fundo a Araucaria columnaris, também classificada, e ainda com o topo da copa.



Por último: a fim de prejudicar o menos possível a fruição do jardim pelos seus frequentadores, requer-se a maior brevidade possível dos trabalhos de substituição do piso e que esses trabalhos não obriguem ao encerramento integral do jardim, antes sejam realizados sector a sector.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A indesejável reconstrução do palacete Rosa.


O palacete, conhecido como palacete Rosa, situado à entrada da praça do Príncipe Real, ver infografia, é um belo exemplar da arquitectura dos finais do século XIX,  único na praça pela sua situação privilegiada e isolada, tem um processo entrado na Câmara Municipal de Lisboa, para remodelação e ampliação.

localização do palacete Rosa

Não conhecemos o projecto em detalhe para nos pronunciarmos sobre a remodelação mas, pelo que se conhece de tantos outros casos de remodelações de palacetes e casas antigas com ricos interiores, tememos que neste caso aconteça o mesmo, ou seja, a sua bela escadaria em madeira, a belíssima clarabóia e os tectos ornados de motivos florais, sejam destruídos.
Para além da eventual destruição dos seus belos interiores também a ampliação do edifício nos preocupa e recusamos a todos os títulos. Por isso achamos mais apropriado falar numa reconstrução, pois é disso que se trata, e não numa mera remodelação
Esta ampliação consistirá, caso o projecto mereça aprovação, em acrescentar mais um piso, sendo que as actuais águas furtadas serão também alteadas, pelo que se poderá afirmar que o edifício ganhará dois novos pisos, ver fotos da maquete.


Ora tal ampliação em altura, a ser permitida, irá alterar, distorcer, todo o equilíbrio das cérceas que se observa na praça, e em particular no seu topo poente, ver fotos e foto montagens de como será o edifício com mais um só piso, quanto mais com quase dois pisos.

 Como é.

Como seria.

 Como é.

Como seria.

 Como é.

Como seria.

Como é.

Como seria.

Embora a praça não esteja ainda, lamentavelmente, classificada, esperemos que a CML tenha o bom senso de pedir um parecer à DGPC e que esta direcção geral reprove o proposto projecto de ampliação.
Há ainda um outro aspecto envolvido neste projecto de ampliação que deve ser tido em conta na sua apreciação. É que, para além do seu impacto negativo no equilíbrio do edificado da praça, o facto de se pretender rentabilizar o empreendimento através da oferta de mais espaços comerciais, de bares e de restauração, irá traduzir-se em mais tráfico de pessoas e viaturas numa zona já completamente saturada de tráfico automóvel e espaços comerciais desse mesmo tipo.

Por todas estas razões, pelos seus impactos negativos, apelamos ao bom senso da CML para que reprove o projecto de remodelação e ampliação do belo palacete Rosa.