sábado, 9 de abril de 2016

A visita à Vila Martel.


Largas dezenas de pessoas juntaram-se esta manhã para visitar a Vila Martel e ouvir os interessantes e sábios esclarecimentos da prof. Raquel Henriques da Silva:
 Após a introdução ao tema das vilas operárias e ao caso muito especial da Vila Martel que, desde muito cedo, foi também casa de trabalho de muitos artistas pintores, subiu-se até ao conjunto das casas geminadas que constituem a Vila, agora em risco de demolição para dar lugar à expansão do hotel que está a ser erigido mais acima:
Aí, junto a um dos atelier, onde até bem pouco tempo trabalhou Nikias Skapinakis, a prof. Raquel prendeu-nos a todos com saborosas histórias aí passadas ou com estes lugares relacionadas:

Esperemos que a reformulação do projecto imobiliário hoteleiro, que implicava a descaracterização da Vila Martel, em boa hora chumbado pela Direcção Geral do Património Cultural, permita agora a sua preservação a bem da nossa história e cultura.
Agradecemos à Prof. Raquel Henriques da Silva pela generosa oferta do seu tempo e saber, ao Paulo Ferrero e a Luísa Ramos pela iniciativa da visita.

A petição contra a demolição da Vila Martel, que continua em perigo, pode ser assinada aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Visita guiada à Vila Martel.


A vila Martel está em vias de desaparecer caso não se consiga obstar os planos dos promotores imobiliários para o local. O grupo dos "Amigos do Príncipe Real", com o apoio do forum CidadaniaLx, está a organizar uma visita guiada ao local, a qual terá lugar no próximo Sábado dia 9 de Abril, pelas 11h.  A prof. Raquel Henriques da Silva será a nossa guia. O local de encontro será na rua das Taipas, nº 55,  junto ao portão que dá acesso à vila Martel.


Se não concorda com a destruição da Vila Martel assine a petição aqui

terça-feira, 29 de março de 2016

Florir

Sou a primeira Olaia do Jardim a anunciar a Primavera:
 

tinha uma companheira perto de mim, a nº 2, que desapareceu:
Rectificação em 31 de Março: a olaia nº 2 continua no Jardim. As minhas desculpas pelo engano.

sábado, 19 de março de 2016

A Maxasphalt corrige o texto mas não o piso.

Na sequência da nota "Alguém se digna explicar?" a página da Maxasphalt onde referiam o trabalho feito no jardim do Príncipe Real, que aqui reproduzimos na parte que interessa

foi agora substituída por esta outra

sem qualquer referência à correcção feita.

O novo texto refere agora "argamassas coloridas aplicadas sobre um Betuminoso". O plural "argamassas" é que deixa dúvida sobre se se refere à extensão, ou seja aplicadas a todos os caminhos, ou à espessura, ou seja, que terão diversas camadas. É que em relação à espessura deveria usar-se o singular, "fina argamassa colorida aplicada sobre um betuminoso".
Assim é que a descrição do que foi feito corresponderia à realidade no terreno.

Será isto um pavimento permeável?


Esta pequena poça de água, que aqui permanece há horas, aparentemente desconhece que não devia ali estar pois que o novo piso é constituído por "Argamassa colorida,  com 2,5 centímetros de grossura e permeável."

sexta-feira, 18 de março de 2016

Alguém se digna explicar?

No sítio do representante da Maxasphalt, pode ler-se, sobre o novo piso, que: "O novo piso do Jardim do Príncipe Real, foi concluído 01 de Março de 2016 no passado dia constituído por Argamassa colorida,  com 2,5 centímetros de grossura e permeável. Será o fim dos dias poeirentos que existiam naquela zona emblemática da nossa cidade de Lisboa."

 
Mas na realidade o que se observou foi, não a tal argamassa colorida, mas sim uma camada de um betuminoso preto de com cerca esses 2,5 cm de espessura:
sobre o qual foi aplicada uma fina camada de uma tinta de cor de terra:

Mais, o novo piso do jardim deveria ser semelhante ao que foi aplicado no jardim de Santos, cuja textura é a que a imagem seguinte, retirada do sítio do representante da Maxasphalt, ilustra:


Este sim, corresponde à tal "Argamassa colorida,  com 2,5 centímetros de grossura".

Que importância é que isto tem, perguntarão? É que além das dúvidas que esta discrepância gera em termos das especificações dos produtos aplicados no jardim do Príncipe Real, no caso do piso do jardim de Santos o desgaste do piso não provoca mudança na cor, na aparência do piso. Já no caso do piso do Príncipe Real isso não irá acontecer. À medida que a fina camada superficial se for desgastando irá aparecer, por debaixo dela, o feio asfalto preto.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Dois meses depois.

O jardim reabriu dia 14. Estes dois meses que esteve fechado foram óptimos para recuperação das plantas, principalmente do coberto vegetal rasteiro:


é pena que não se tenha aproveitado o tempo em que esteve fechado para resolver estes casos:

Das duas uma: ou se fecham ou se aceitam estes atalhos, mas nesse caso que se calcetem.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Pintado de fresco.


A pintura cor de terra do preto alcatrão avança agora a toda a velocidade:


Vamos ver quanto tempo esta fina camada de tinta aguenta.

domingo, 6 de março de 2016

Outro exemplo aqui mesmo ao lado


Jardins do Marquês de Pombal em Oeiras

quinta-feira, 3 de março de 2016

Um exemplo.


Há alguns atrás* o piso do parque do palácio de Charlotemburgo, em Berlim, foi todo substituído. O piso actual é um piso de terra:

 Fotografias de Junho 2014

Fotografia de Março 2016.

Sujeito a grandes variações térmicas, a intenso tráfico de pessoas, animais e ciclistas. Já passaram 4 ou cinco anos após essa substituição e o novo piso continua impecável e...não faz pó.

* em 2011. Ver nota da altura aqui