quarta-feira, 27 de maio de 2020

Ruben A.




Para os que quiserem dados objectivos de catalogação informo que nasci no dia 26 de Maio de 1920 na Praça do do Rio de Janeiro, nº 25, 1º andar, em quarto que dá para o jardim chamado do Príncipe Real e que tem por lá a árvore mais extraordinária da cidade de Lisboa."
 Ruben A

(26 de Maio de 1920 - 26 de Setembro de 1975)
 Foto: Joshua Benoliel - Jardim do Príncipe Real

Cedido por Manuela Correia.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Jacarandás.




A estonteante beleza dos jacarandás.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

O Quiosque.

O quiosque existente a poente:
foi desmantelado e removido para reparação e restauro:

 Esperemos que essa reparação e restauro mantenham as características e a elegância do original e não nos coloquem aqui uma imitação normalizada e inflacionada em tamanho.






Pavões admirados.


Sim, os Pavões da Procuradoria Geral da República , admirados e surpreendidos pelo estranho sossego vieram usufruir das vistas...


quarta-feira, 8 de abril de 2020

A Bela e o Monstro

 O jardim das Amoreiras está lindo:
 O jardim do Príncipe Real está assim:

Para memória futura.

Ernst Schade fez-nos chegar esta composição de duas imagens da D. Pedro V antes de depois da pandemia da Covide-19 se ter instalado entre nós.

A imagem à esquerda é de 2014, a da direita de 2020 e foram tiradas à mesma hora. Nota-se bem a diferença provocada pelo surgimento do SARS-CoV-2.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Parabéns.

A melindrosa recuperação da estrutura metálica de suporte da copa do "Cedro-do-Buçaco" foi concluída com sucesso:

Durante os trabalhos foi feita uma poda aos galhos secos da "velha senhora":

Estão de parabéns o ICNF, a CM de Lisboa e  a Junta de Freguesia da Misericórdia. Esperamos agora que após este esforço haja a preocupação de proteger a frágil árvore de "visitas" indesejadas e vandalismos como os que no passado recente sofreu.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Dez anos depois.

Em 2009/2010 aquando da "requalificação" do jardim tivemos, a nosso pedido, reuniões com os diversos grupos parlamentares da Assembleia Municipal para lhes expormos as nossas preocupações com os trabalhos que estavam a decorrer no jardim.
Uma das questões que levantamos e muito nos preocupava foi o facto de estarem a remover os gradeamentos de ferro de protecção a canteiros e arvoredo, existentes no jardim.
Na reunião com o grupo parlamentar do PS os representantes desse grupo tiveram a assessoria de dois dos técnicos responsáveis pelo projecto em curso.
Quando abordamos a questão da eliminação dos gradeamentos de protecção o que nos foi dito é que a decisão de retirar os gradeamentos foi tomada consciente e deliberadamente para que o jardim pudesse ser plenamente usufruído pelas pessoas; que era um requisito necessário para a democratização do jardim!
Claro que as nossas objecções a tal propósito não tiveram qualquer acolhimento: que os jardins devem ser abertos; que as pessoas é que fazem os caminhos; que as pessoas iriam respeitar os espaços postos à sua disposição; que tudo iria correr conforme previsto, etc.,etc., foram as respostas que obtivemos à chamada de atenção para o alto grau de comportamento incivilizado de grande parte das pessoas que quem frequentasse o jardim poderia constatar.

E assim ficou o jardim sem os seus gradeamentos de protecção de canteiros e arvoredo com os  resultados que temos vindo a reportar e que qualquer pessoa pode in loco constatar.

Mas agora para nossa grande surpresa e agrado verificamos que os gradeamentos que tão imbecilmente foram retirados em 2010 voltam agora a começar a ser repostos:

O que podemos dizer: que mais vale tarde do que nunca! E que esta reposição de gradeamentos não se fique só por este caso à volta da araucaria columnaris, mas que prossiga para protecção de todos os espaços que se encontram espezinhados fazendo perigar a saúde das espécies arbóreas aí existentes, como é o caso das ficus:

Os estragos provocados por essa idiotice populista que consistiu na retirada dos gradeamento protectores são muitos e tem sido ao longo destes 10 anos por nós documentados e denunciados.
Um dos mais gritantes é o da Araucaria, uma das setes árvores classificadas, que pouco tempo após perder o seu espaço de protecção ficou com a sua copa seca:
E foi graças a um nosso alerta que o ICNF fez uma desesperada e cara intervenção que permitiu, aparentemente que a árvore recuperasse e criasse uma segunda copa, lateral.
Mas como o espaço em redor continuou a ser pisado por pessoas e bens, sem que nenhuma medida tivesse sido tomada após esse primeiro alerta, o que agora se observa é que a araucaria apresenta fortes sinais de stress:

Esperemos que não seja tarde demais para a salvar.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Palacete Rosa.

Confirma-se o absurdo. O palacete Rosa vai subir mais um piso inteirinho e a mansarda cresce também e alarga-se, tal como previsto na maquete dos promotores:
Uma antevisão do que teremos em breve:
Como o vemos agora.
Como o veremos.
 Como o vemos agora.
Como o veremos.
Como o vemos agora.
  Como o veremos.

Obviamente cabe perguntar como é isto possível. Como é que se autoriza este absurdo? Será que a DGPC nada tem a dizer e a obstar a este corte com o equilíbrio da praça? E que dirão os outros promotores aos quais não foi permitido este exagero? 
Se isto fôr avante teremos aberto um perigoso precedente para outras apetências que irão concerteza exigir tratamento semelhante.

Ver também nota sobre este estranho caso in: http://cidadanialx.blogspot.com/2019/12/uau-vem-ai-uma-nova-moda-replicar.html


sábado, 7 de dezembro de 2019

Cedro-do-Buçaco

O famoso exemplar de Cupressus lusitanica, vulgo Cedro-do-Buçaco,  uma das 7 árvores classificadas deste jardim, é amparado por uma estrutura metálica cujo estado não é dos melhores.
Durante a grande intervenção que o jardim sofreu em 2009 essa estrutura já então necessitava de ser reparada, mas não foi por, segundo nos foi afirmado por responsáveis da obra, se temer danificar o próprio Cedro-do-Buçaco ao se mexer nessa estrutura que ampara a velha árvore.
Assim muito nos espanta que agora, 10 anos passados, e 10 anos que foram muito penalizadores para a árvore, submetida ao stress das várias obras que tem decorrido no jardim, vítima  de vários vandalismos que chagaram a queimar parte do seu tronco, tenha agora sido decidido intervencionar essa estrutura.
Começaram dia 5 os preparativos para a intervenção na estrutura metálica de suporte do "Cedro do Bussaco". Há já uns tempos atrás tinha sido colocado um aviso sobre o início desses trabalhos considerados urgentes:



Nada temos a opor a que a estrutura de suporte seja reparada e melhorada desde que essa intervenção seja feita com todo o cuidado para não debilitar o cedro que se encontra já tão fragilizado.
No aviso colocado na rede que cerca a árvore diz-se que a intervenção foi autorizada pelo ICNF. Pois, mal seria que fosse feita à revelia desse organismo tutelar destes exemplares classificados. Mas não basta, o ICNF não pode alhear-se do decorrer da obra. Deve acompanhá-la de perto, diariamente, a fim de prevenir e evitar danos maiores.
Será, por exemplo, aconselhável movimentar um pesado, como mostra a fotografia, junto à árvore? Este tipo de acções não auguram nada de bom para o que pode vir a acontecer durante os 60 dias previstos para a intervenção.