sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Podas.

Resistiram ao vendaval mas não às podas:
É a Perene, pois claro.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A morte da velha senhora.

Não resistiu ao vendaval de ontem à noite:

Vivia aqui há mais de 50 anos. Felizmente não causou estragos de maior.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Espaços.

Espaço Pisado; e sem a árvore
(espaço Vaclav Havel)
Espaço Vazio.
(já aqui habitaram duas árvores)
Espaço Atalho.
(há mais destes)
Espaço Terra batida.
Espaço Jogos, com baliza.
Espaço Lixo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O Cedro-do-Buçaco do Jardim do Príncipe Real precisa da ajuda (da caca) dos nossos cães

O imponente cedro-do-Buçaco continua a ser alvo de danos diários por pessoas que não respeitam a gradeamento que o guarda.
Caros amigos,

Escrevo-vos isto em desespero de causa. Desde a intervenção no jardim que o estado de saúde do cedro-do-Buçaco Cupressus lusitanica classificado tem vindo a piorar.

O cedro-do-Buçaco tem perdido volume de copa nos últimos anos.
Depois do impacto negativo das obras, a luta ultimamente tem passado por tentar que esta magnífica árvore, a primeira árvore classificada de interesse público em Portugal, não continue a sofrer danos repetidos causados por crianças, jovens e adultos-bebés que trepam os seus troncos, tiram selfies ou se instalam a beber cerveja no seu centro e lhe deitam fogo. Muitos deles turistas, com os papás ao lado.

Já se fizeram apelos e colocaram placas a informar da proibição de subir à árvore. Mas as placas continuam a desaparecer e a ser ignoradas. Eu e várias outras pessoas já pedimos em diversas situações a turistas (cada vez mais são turistas) que descessem da árvore e fomos, literalmente, mandados à 'caca'.

As placas com os avisos de proibição de subir à árvore continuam a desaparecer.

Pois é mesmo essa a resposta para este problema que em desespero de causa eu sugiro: as cacas dos nossos cães. Passo a explicar.

O cedro-do-Buçaco é rodeado por um gradeamento protector que indica a qualquer pessoa que queira perceber que não se deve passar para o interior do mesmo. Infelizmente, esta indicação implícita não só é constantemente ignorada como muitas pessoas dizem que a mesma não é um impedimento para que se trepe à árvore. Já chega de ver o cedro morrer aos bocados e nada fazer para impedir estes vândalos de o danificarem.

A minha sugestão é esta: encha-se a plataforma central do topo da árvore, onde termina o seu magífico tronco e começam os ramos laterais e onde os trepadores gostam de se sentar, de dejectos de cão. Quem lá trepar que ponha a mão numa boa caca de São Bernardo e o joelho num cocozinho de chihuahua. Encha-se o interior do gradeamento da dor de barriga de um collie ou da prisão de ventre de um perdigueiro. Torne-se a zona de acesso interdito em redor do cedro em central de tratamento dos dejectos dos cães, como aviso às pessoas egoistas para lá não entrarem. Mas só os dejectos! Nada do papel usado para pegar nele, nem de sacos plásticos. Apenas matéria orgânica que se degradará e adubará a árvore.

Coloque-se as caquinhas dos nossos bobbies no topo do tronco e dentro do gradeamento, para salvar o cedro-do-Buçaco.

Pode ser que desta forma as pessoas percebam e consigamos salvar o cedro, ao mesmo tempo que passa a haver um espaço designado para latrina dos canitos.

Sei que não é uma solução agradável, nem recomendável. E é provavelmente ilegal. Esta sugestão é minha e de mais ninguém do Grupo dos Amigos do Príncipe Real sequer sonha que aqui vou publicá-la. Mas a caca de cão pouco cheira e só incomoda quem a pisa. Como ali não é para pisar, quem lá entrar terá o que merece e quem trepar para o meio da árvore que saia de lá borrado. São medidas de desespero mas pode ser que resultem e permitam salvar esta magnífica árvore. Que os guias turísticos todos indiquem que aquela árvore guarda surpresas desaconselháveis.

O cedro-do-Buçaco do Jardim do Príncipe Real, a primeira árvore classificada de interesse público de Portugal, precisa da ajuda (da caca) dos nossos cães. Por favor, ajudem os nossos canitos a ajudar.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Palacete Rosa

Tudo indica que em breve o chamado Palacete Rosa, à entrada da Praça do Príncipe Real, irá sofrer uma intervenção. Já aqui manifestamos o nosso repúdio do projecto apresentado pelo promotor que prevê o aumento de um piso e a elevação da mansarda.
O aumento da cércea do palacete não só colide com as cérceas dos edifícios envolvendo a praça como irá prejudicar em termos de sombreamento e exposição directa à luz solar os edifícios a poente do palacete.
 Dada a pertinência do caso voltamos a reproduzir as ilustrações de como ficaria o palacete caso este projecto venha a obter aprovação.

como está.
como seria.
como é.
como seria.
como é.
como seria.





Palacete do nº 19 ...


E pronto, já cá faltava o pequeno palacete do nº 19 do Príncipe Real... alguém pode confirmar se Souto Moura é agora o todo lo manda deste projecto, de que oportunamente (2015, aqui) se pediu à CML o respectivo chumbo? Porque se o for, digam adeus ao interior do palacete... tem estuques e detalhes a mais, daqueles que ele não gosta :-(

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O Pintor e o seu Modelo



Minoru Nagashima; Exposição no restaurante japonês Bonsai, rua da Rosa 244; abre dia 15 Novembro.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Imagens comentadas

Ela e a irmã foram plantadas e deixadas morrer à sede. Esta houve um tempo em que parecia que ia conseguir recuperar. Mas não, agora está completamente morta.
 Morta. Completamente.
A irmã também está a dar sinais preocupantes.

 Aqui habitavam duas lindas árvores.
Agora está assim há mais de um ano.
 O contraste: estes choupos escaparam por pouco ao arboricídio de 2009. Os lódãos, do lado poente, plantados em 2010, continuam assim, raquíticos.

A árvore em honra de Vaclav Havel é para deixar morrer?
Desolador. Há mais recantos assim.
Em vésperas de eleições limpa-se o lago e calcetam-se passeios. Devia haver eleições todos os dias.

 Este choupo morreu e foi cortado. Muito bem. E agora, quanto tempo mais vai ficar aí o cepo? (já aqui está assim há quase um ano). Mas há mais.
Uma caldeira vazia. Faz mais de um ano. Mas há mais.

Sábados de manhã; Domingos de manhã. Estas papeleiras estão sub-dimensionadas para a multidão que frequenta hoje em dia o jardim. E há zonas em que não há uma única.
Os ratos gostam disto assim. Nós não.

sábado, 30 de setembro de 2017

Sem comentários.

Já aqui referimos por mais do que uma vez a absurda distribuição dos novos contentores para os diversos tipos de lixos em que só existe um contentor para os plásticos, havendo contudo dois para lixos domésticos indiferenciados. Os efeitos de tão inexplicável distribuição estão à vista de todos, todos os dias: