sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como era.


Tempos houve em que cuidar dos jardins e ter pisos como devem ser não era um problema, ao que agora parece, insolúvel.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Prazo de execução: 20 dias.


Vinte dias é o prazo de execução que está estipulado para a obra de repavimentação do jardim:

esse mesmo prazo é o que consta na base de dados das contratações públicas:
 A obra teve início a 13 de Janeiro, quando o jardim foi vedado, ou, se quisermos, a 14 de Janeiro  segundo consta no aviso da Junta de Freguesia da Misericórdia:
Ora se contarmos os dias desde 14 de Janeiro até hoje, dia 10 de Fevereiro, temos precisamente 20 dias úteis.
Está então a obra executada, conforme o prazo estipulado? Vejamos algumas fotos que ilustram o estado actual da obra:
Como se vê, a repavimentação do jardim está longe, muito longe de estar concluída.
Era o prazo de execução um dos critérios ponderados no concurso público para a escolha da melhor proposta, a par do preço? Não sabemos mas tudo indica que terá sido esse um dos critérios ponderados.
Terão os concorrentes preteridos


sido prejudicados por esse factor? É possível. A eles caberá fazer o que muito bem entenderem, a nós, utentes e contribuintes pagadores destes desmandos - mais cerca de 79 mil euros*, a somar aos sucessivos erros e emendas, piores do que o soneto - cabe-nos criticar e protestar.

* valor da obra com o IVA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A fase preta do Jardim.


Aqui ilustramos com algumas fotografias o actual estado das obras no jardim:


Como se pode observar este betuminoso, impermeável, tem já uma espessura que só permitirá ser coberto por uma fina camada de resina cor de terra. Quanto tempo durará essa fina camada cor de terra? Resistirá essa fina pele quantos meses ao arrastar de mesas e cadeiras metálicas junto à esplanada central?


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Chocante.

Eis o que será o novo piso do jardim:

fotografia enviada por e-mail ontem à noite

Por cima deste negrume uma pele de uma resina sintética, cor de terra, será colocada. Mas quanto tempo durará essa pele?
Dizem-nos que esta é a única solução para evitar poeiras, mas não acreditamos. Conhecemos inúmeros pisos de jardins por essa Europa fora feitos de materiais naturais e que não fazem poeiras.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Não pedimos este piso.


Mais uma vez a CML coloca os cidadãos perante factos consumados. Ficamos  informalmente a saber, já os trabalhos no jardim vão avançados, que o que está a ser feito não é, como se pensava, refazer o piso mas tão só a colocação de um tapete de alcatrão, não poroso, com alguns centímetros de espessura, dotado superficialmente de uma resina para lhe proporciona uma cor de terra.

Uma amostra da nova camada que está a ser posta no piso do jardim.

Não queremos e não pedimos um piso de alcatrão, não poroso. O que pedimos sim, foi um piso que não produzisse a poeirada que o piso do tipo Aripak,  colocado em 2009/10, produziu.
Se a razão da substituição do piso de alcatrão que existia até 2009 foi precisamente a de não ser um piso adequado a um jardim romântico, porque se volta agora a repor um piso de alcatrão, ainda por cima não poroso?
Não nos digam que não há nenhuma solução técnica para o piso do jardim que preserve as suas características românticas e não faça pó. Que as há, há.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Correcção de erros do piso obriga ao encerramento do Jardim.

Finalmente, seis, 6, anos depois da desastrada intervenção de 2009/10 a vereação dos espaços verdes da Câmara Municipal vai resolver o problema do piso que ela própria criou. O jardim, segundo nos informa a JF da Misericórdia ficará encerrado durante um mês, pelo menos, para permitir a colocação do novo piso, que será semelhante ao do jardim de Santos. Esperemos que desta vez tenha sido feita a escolha certa para o piso do nosso jardim.


Estas são as perguntas que fizemos à vereação e para as quais ainda esperamos respostas:
......
Em relação a essa empreitada gostaríamos que nos informasse sobre:
1 - prazo para a conclusão da mesma;
2 - custo da obra;
3 - se foi uma obra sujeita a concurso público se uma adjudicação directa;
4 - características do piso a ser aplicado;
5 - se a obra se desenrola por sectores ou se implica o encerramento da totalidade do jardim;
6 - quais as medidas a tomar para a protecção das árvores e demais plantas;
7 - tipo de maquinaria a utilizar.


Chamamos particular atenção para os pontos 6 e 7 para que não se cometem os mesmos erros verificados aquando da intervenção de 2009/10.

Por último: lamentamos que os moradores não tenham sido atempadamente informados do início das obras, da sua duração, nem dos constrangimentos a que ficarão sujeitos na fruição do jardim.........

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre a prevista substituição do piso do Jardim


Segundo nos informam terão início no próximo dia 14 as obras de substituição do piso do Jardim.
Congratulamo-nos por essa decisão, que só peca por tardia, mas achamos importante que sejam ressalvados certos aspectos no decurso da obra, que, a não serem respeitados, terão nefastas consequências para a saúde das árvores e plantas do jardim, que tantas agressões já tem sofrido ao longo destes últimos anos.
 
O pó do piso deposita-se nas plantas e nas árvores prejudicando a sua respiração.
 
O areão do piso escorre para as caldeiras das árvores.
 
Sempre que chove com mais intensidade lá vai parte do piso rua abaixo.
 
 
Alguns dos aspectos para os quais chamamos desde já a atenção dos responsáveis pela obra são os seguintes:
1- não utilizar máquinas pesadas, como aconteceu na primeira fase da "requalificação";
 
Máquina usada na 1ª fase da "requalificação" de 2009/10
 
 
2- proteger convenientemente as árvores e plantas;
 
Situações destas não são toleráveis.
 
 
3- utilizar um tipo de piso adequado às características do jardim, semelhante, por exemplo, ao que irá ser aplicado no Jardim Botânico.
 
Imagem de um piso que não faz pó, não cria fendas e depressões, e é permeável.

Por último: não esquecer que a obra deverá ser, por lei, acompanhada por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, ICNF,  uma vez que existem 7 exemplares classificados no jardim.

 Um dos 7 exemplares classificados, vendo-se ao fundo a Araucaria columnaris, também classificada, e ainda com o topo da copa.



Por último: a fim de prejudicar o menos possível a fruição do jardim pelos seus frequentadores, requer-se a maior brevidade possível dos trabalhos de substituição do piso e que esses trabalhos não obriguem ao encerramento integral do jardim, antes sejam realizados sector a sector.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A indesejável reconstrução do palacete Rosa.


O palacete, conhecido como palacete Rosa, situado à entrada da praça do Príncipe Real, ver infografia, é um belo exemplar da arquitectura dos finais do século XIX,  único na praça pela sua situação privilegiada e isolada, tem um processo entrado na Câmara Municipal de Lisboa, para remodelação e ampliação.

localização do palacete Rosa

Não conhecemos o projecto em detalhe para nos pronunciarmos sobre a remodelação mas, pelo que se conhece de tantos outros casos de remodelações de palacetes e casas antigas com ricos interiores, tememos que neste caso aconteça o mesmo, ou seja, a sua bela escadaria em madeira, a belíssima clarabóia e os tectos ornados de motivos florais, sejam destruídos.
Para além da eventual destruição dos seus belos interiores também a ampliação do edifício nos preocupa e recusamos a todos os títulos. Por isso achamos mais apropriado falar numa reconstrução, pois é disso que se trata, e não numa mera remodelação
Esta ampliação consistirá, caso o projecto mereça aprovação, em acrescentar mais um piso, sendo que as actuais águas furtadas serão também alteadas, pelo que se poderá afirmar que o edifício ganhará dois novos pisos, ver fotos da maquete.


Ora tal ampliação em altura, a ser permitida, irá alterar, distorcer, todo o equilíbrio das cérceas que se observa na praça, e em particular no seu topo poente, ver fotos e foto montagens de como será o edifício com mais um só piso, quanto mais com quase dois pisos.

 Como é.

Como seria.

 Como é.

Como seria.

 Como é.

Como seria.

Como é.

Como seria.

Embora a praça não esteja ainda, lamentavelmente, classificada, esperemos que a CML tenha o bom senso de pedir um parecer à DGPC e que esta direcção geral reprove o proposto projecto de ampliação.
Há ainda um outro aspecto envolvido neste projecto de ampliação que deve ser tido em conta na sua apreciação. É que, para além do seu impacto negativo no equilíbrio do edificado da praça, o facto de se pretender rentabilizar o empreendimento através da oferta de mais espaços comerciais, de bares e de restauração, irá traduzir-se em mais tráfico de pessoas e viaturas numa zona já completamente saturada de tráfico automóvel e espaços comerciais desse mesmo tipo.

Por todas estas razões, pelos seus impactos negativos, apelamos ao bom senso da CML para que reprove o projecto de remodelação e ampliação do belo palacete Rosa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

...mas não obteve resposta.

Já aqui abordamos inúmeras vezes uma das mais nefastas heranças com que o jardim foi presenteado pela desastrada intervenção de 2009/2010. Referi-mo-nos, claro está, ao piso do jardim.
O "Corvo" publicou uma notícia sobre o assunto que merece ser aqui reproduzida:



Pavimento do jardim do Príncipe Real deverá finalmente ser substituído


O pavimento defeituoso do jardim do Príncipe Real deverá começar a ser substituído, em breve, por decisão da Câmara Municipal de Lisboa, que tentará assim solucionar um problema iniciado com as obras de requalificação, ocorridas em 2010. Desde essa altura, em que a autarquia investiu mais de 450 mil euros na reabilitação de um dos mais icónicos espaços verdes da capital, a má qualidade do pavimento ali colocado tem sido alvo de muita e reiterada contestação por parte de moradores e frequentadores da zona. Uma situação que levou mesmo José Sá Fernandes, vereador da Estrutura Verde, a reconhecer erros cometidos pela câmara.


A requalificação a realizar agora pela empresa Arquijardim deverá custar à câmara 79 mil euros e tentará resolver de vez as queixas dos moradores e frequentadores daquele espaço. O imenso pó que se levanta no verão e a lama que se acumula durante os períodos chuvosos serão o resultado da opção tomada, há cinco anos, quando a reabilitação do jardim levou à substituição do piso de alcatrão existente até então por um material designado Aripaq: saibro estabilizado feito à base de pó de vidro reciclado. Dois anos mais tarde, e ante a evidência dos problemas causados pela adopção desse material, a autarquia terá tentado minorá-los através da rega do piso com uma solução química agregadora da camada superficial. A ideia era reduzir o pó.

Mas esse remendo revelou-se um fracasso, pois não só a poeira continuou a ser uma presença permanente no ar e, por isso, também em cima dos bancos de jardim, como o próprio piso começou a degradar-se de forma acentuada. Em diversos locais, o chão terá mesmo começado a apresentar rachas e a abater. Em Fevereiro de 2014, e perante a evidência, José Sá Fernandes reconhecia que as intervenções “correram mal”. “Foi tentada a rectificação, mas agora tem piorado e ainda não consegui resolver o assunto”, disse na altura o vereador, segundo recordava o jornal PÚBLICO, em Maio do ano passado, quando Sá Fernandes anunciava as obras rectificadoras para Outubro de 2014.

A intervenção, garantia na altura o autarca, seria “relativamente rápida”. Ao mesmo jornal, nesse momento, o assessor de comunicação de José Sá Fernandes dava conta que o pavimento iria ser substituído por “betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura, permeável”. Certo é que passou mais de um ano e apenas agora as obras se irão realizar no jardim que, desde Março do ano passado, está sob a responsabilidade da Junta de Freguesia da Misericórdia, na sequência da descentralização de competências da Câmara de Lisboa para as juntas.

O Corvo questionou, por escrito, há cerca de duas semanas, o gabinete do vereador José Sá Fernandes sobre qual a data do início dos trabalhos de reabilitação do jardim e sobre qual o material que iria ser colocado no novo pavimento ou a solução técnica a adoptar, mas não obteve resposta*.


 Texto de Samuel Alemão

* negrito nosso

sábado, 7 de novembro de 2015

Algumas notas elogiosas sobre a intervenção da Junta da freguesia da Misericórdia no Jardim


Como é sabido as Juntas de Freguesia tem agora competências na gestão e manutenção dos espaços verdes, pelo que a Junta de Freguesia da Misericórdia é agora a responsável pelo nosso jardim.
E, como se constata pelas fotos que incluímos nesta nota, tem merecido, até agora, o reconhecimento dos utentes e defensores do Jardim. A replantação de plantas, de algumas árvores e a recuperação de espaços arrelvados, já está a conseguir inverter a patente degradação que se notava no Jardim.


Também nos cabe apreciar e louvar o facto de a JFM estar a recuperar os Ladeirões conforme o projecto que entregamos.


Há no entanto muito mais a fazer. O déficite de árvores continua grande, há que retirar os cepos e raízes das árvores abatidas e preencher espaços vazios:
 Alguns dos cepos a retirar
Alguns dos espaços a preencher
 
Não entendemos também porque se fecha(?) só um dos caminhos que o pisoteio dos passantes criaram, após a retirada das cercas de ferro que existiam em torno dos canteiros, e se deixam todos os outros por fechar:
 Se este caminho é para fechar porque é que ficou o resto por preencher?

Porque é que não se fecham estes e todos os outros caminhos?

Por último resta ainda a questão do piso. A promessa feita pelo gabinete do vereador dos espaços verdes de refazer o piso até Outubro de 2014! valeu o que valeu, ou seja nada.
É pois altura de a JFM tomar esse problema em mãos, aproveitando a solução que irá ser aplicada no Jardim Botânico, exigindo no entanto a contribuição financeira à CML que lhe é devida por esse encargo suplementar.