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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Os últimos choupos.

Há dias foi abatido um dos últimos choupos da meia-dúzia que tinha sido poupada durante as obras da chamada "requalificação" do jardim:

 É certo que este choupo, como se diz na fundamentação do abate, estava seco, mas não oferecia qualquer perigo para a segurança de pessoas e bens, motivo invocado pelos serviços por não terem cumprido o estipulado nos pontos 2 a 5 do despacho 60/P/2012, que obriga os serviços, entre várias outros requisitos, à fixação no exemplar a abater de informação atempada respeitante a esse abate.
De entre as razões ou causas que conduziram à morte deste exemplar não será de descartar as sucessivas e excessivas podas que os serviços tem realizado nos últimos anos nestas árvores:
 Imagens das últimas podas efectuadas nos choupos em Março de 2018.
 O que resta do choupo abatido.

sábado, 30 de junho de 2018

Abatida.

A última Ailanthus Altissima existente no Príncipe Real foi abatida Sábado dia 16 de Junho:
Sim, é verdade, tinha uma cavidade na base do tronco, o que não significa que estivesse decrépita como se observa pela folhagem bem viva.

Agora só resta um cepo, mais um, neste alinhamento.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mais um abate; menos uma Árvore.

Depois das Robínias chegou agora a vez da última Ailanthus Altissima (vulgo árvore do céu, ailanto ou espanta lobos) existente no Príncipe Real, ser alvo da fúria dos abates que estão a deixar a cidade "à beira de um ataque de nervos". De facto esta árvore apareceu dia 21 marcada para abate:

Motivo: os do costume, estruturais. Que é "um exemplar com copa desequilibrado e muito decrépito, podendo entrar em rotura pela base":
De facto podas erradas e mal realizadas fizeram com que esta árvore apresente uma descompensação sobre o lado da rua, mas o facto é que ela já está assim há longos anos sem que se note qualquer aumento da sua inclinação. Dizem-nos que pode entrar em ruptura pela base, mas não pode qualquer árvore entrar em ruptura? E qual o teste realizado para credibilizar tão forte afirmação? Durante o vendaval de Dezembro passado, que derrubou a outra Altíssima existente na praça, ver aqui,  esta que agora querem abater por alegado perigo de ruptura pela base manteve-se bem erecta, portando-se lindamente. Não terá sido essa a prova mais apropriada para testar a resistência desta árvore?
Dizem-nos também que está muito decrépita, mas o facto é que está em plena floração como se pode apreciar pela seguinte imagem:

Por favor, senhores: não confundamos o aspecto, próprio destes exemplares, com decrepitude.
 Dizem que vai ser substituída por um Celtis australis (lódão) mas não dizem quando. O Jardim/Praça está cheio de árvores abatidas há longos anos à espera de serem substituídas. Só neste alinhamento oeste da praça se podem contar sete, 7, espaços vazios entre caldeiras e cepos de árvores abatidas.
E por favor: mais lódãos não! Não tansformem o que resta deste pobre jardim, que foi outrora um jardim romântico, numa plantação de lódãos.
E por que esperam, zelosos senhores, para retirarem o cadáver da pobre araucária que deixaram morrer à sede por pura incúria:

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O abate do Ulmeiro.


É certo que já estava morto, há muito tempo.


 Mas porque é que morreu? Que causas poderão explicar a sua morte? Isso é que seria importante averiguar. É que, após a desastrada intervenção de 2009/2010 não param de morrer árvores no jardim.




quarta-feira, 27 de maio de 2015

Carta Aberta ao presidente da CML. A propósito do presente arboricídio.


Os "Amigos do Príncipe Real" associaram-se às restantes organizações signatárias da Carta Aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para expressarem a sua preocupação e repúdio pelas más práticas que se observam no tratamento das nossas árvores nos jardins e arruamentos de Lisboa:

Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina


Face à onda de intervenções radicais e devastadoras que as árvores de Lisboa têm sofrido nas últimas semanas - empreitadas de poda, abate e substituição de árvores de alinhamento e de jardim um pouco por toda a cidade, de Alvalade à Estrela, das Avenidas Novas a Arroios, da Graça à Ajuda, com menor ou maior grau de intensidade e número de árvores objecto das mesmas, com mais ou menos gravidade e grau de irreversibilidade, sob esta ou aquela justificação, não poucas vezes caricata, e outras tantas por razões que a razão desconhece - considera esta Plataforma recém-constituída ser seu imperativo dirigir-se ao novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que nos parece ser tempo de se virar de página e da cidade partir para outro paradigma.

Porque entendemos que quando estão em causa valores tão nobres e elementares como a preservação de um património que temos a obrigação de legar às gerações vindouras, o direito à informação, os afectos, o respeito por todas as formas de vida, a qualidade de vida  e o bem-estar da população; ficar-se calado não serve!

É verdade que esta insensibilidade e este menosprezo pelo indispensável contributo dado pela árvore à cidade e por aqueles que as defendem não são de agora. Todos nos lembramos da destruição massiva de jacarandás nas transversais à Avenida da República e dos 153 plátanos abatidos nem há 10 anos no Campo Pequeno porque havia que implementar determinado projecto de paisagismo. Ou do “vendaval” no Vale do Silêncio, as “desmatações” de Monsanto e a “requalificação” do Príncipe Real, só para enumerarmos algumas reconhecidas más práticas. Mas é neste preciso momento que o flagelo assume proporções inauditas, com o confluir de uma série de constatações e de procedimentos menos claros (por exemplo, ajustes directos através dos quais é diagnosticado o estado do arvoredo - que compete aos serviços municipais e após parecer do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida – e se procede aos abates e às podas, e posteriormente ainda dentro do mesmo ajuste, se vendem os espécimes de substituição - cuja determinação a competência continua na esfera do Município e não das Juntas), a que importa obviar de uma vez por todas, Senhor Presidente, a saber:

As árvores não são podadas nem conservadas nem tratadas, quando doentes. Antes se mutilam, agridem, abatem e substituem como se fossem objectos de decoração descartáveis e sujeitos à ditadura da última moda, nem sequer respeitando a época mais propícia para as árvores e para a bio-diversidade que albergam. Há árvores de primeira (as estruturantes) e de segunda (as de alinhamento).

Não existem jardineiros, mas abundam os curiosos e os madeireiros de serra em punho, cujas intervenções deveriam ser adjudicadas com transparência, critério e sem conflitos de interesse, tantas vezes ao arrepio dos pareceres fitossanitários de entidade idónea e, ultimamente, ao abrigo do não exercício da prorrogativa de declarar esta temática como estruturante, delegando nas Juntas de Freguesia de forma a nosso ver errada e contraproducente, transferindo direitos a nível da gestão do arvoredo, mas esquecendo-se de transferir as boas práticas já regulamentadas, logo agora que aquelas ainda estão numa fase de auto-afirmação e de delimitação de território.

Continuam a não ser aplicados e cumpridos o Regulamento aprovado pela AML (51/AM/2012), que resultou da deliberação 102/CM/2009, nem o Despacho do 60/P/2012 do Senhor Presidente de CML de então, mas quando há um parecer sério que indica a necessidade de abater determinada árvore, logo esse mesmo parecer serve para uma dúzia de outras sãs.

Perdeu-se a boa-prática de consulta preferencial ao LPVVA, preferindo-se o parecer de empresas que depois procedem elas próprias à poda e ao abate no que se configura como procedimento a carecer de sindicância.

Cultiva-se a ignorância, acenando com pragas e alergias, velhice excessiva das árvores (quando árvores com 60 anos devem ser consideradas jovens)cataclismas inevitáveis e a corrosão da chapa. Alimenta-se o ódio instalado ao choupo, cipreste, plátano, freixo e, quiçá a breve trecho, à tília, à tipuana e ao jacarandá! Não se percebe de onde vêm os novos espécimenes que se plantam, mirrados e sem copa frondosa previsível que não por várias décadas, nem para onde vai a lenha que resulta de tudo isto. De uma assentada, como no caso recente da Av. Guerra Junqueiro, destrói-se a imagem até agora inalterável de um arruamento histórico com 60 anos.

Por isso esta nossa carta dirigida a V. Exa., Senhor Presidente, porque temos esperança que a sua juventude signifique irreverência, sensibilidade e vontade indómita em querer mudar o status quo que muitos presidentes antes não conseguiram mudar, pelas razões que cada qual saberá.

Os regulamentos existem e bastará cumpri-los, pois têm matéria suficiente para que os procedimentos de poda, abate e substituição de arvoredo se traduzam em boas práticas de arboricultura, motivo de orgulho para esta cidade, em contraponto com tantas outras onde continuam a aceitar práticas retrógradas, baseadas em mitos e inverdades.  Não aceitamos que Lisboa possa ser referida como um dos piores exemplos de gestão do arvoredo do país, quando tem todas as condições para ser exactamente o oposto, desde que corrija o que é preciso corrigir.

Estamos, como sempre estivemos, disponíveis e empenhados em colaborar com a CML e com o seu Presidente e os seus Serviços para que consigamos esse desiderato.

Conte connosco!
  
Lisboa, 26 de Maio de 2015


recém-formada "Plataforma em Defesa das Árvores":
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
Fórum Cidadania Lx
GEOTA-Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
Grupo de Amigos do Príncipe Real
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
Grupo Ecológico de Cascais
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Plataforma por Monsanto
Quercus



segunda-feira, 25 de maio de 2015

O País dos Arboricídios



https://www.youtube.com/watch?v=XN3r6ddkQZ4&feature=share 
 Clique na imagem ou na ligação abaixo


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Abate e Mutilação de Árvores em Lisboa.


A presente campanha de abates e podas/mutilações radicais a que se assiste em várias zonas da cidade não pode deixar de nos suscitar as maiores reservas quanto aos motivos invocados para essas bárbaras acções, tendo em conta a experiência porque passamos.

O Jardim do Príncipe Real foi, em 2009, uma das primeiras vítimas da epidemia arboricida que tomou conta dos responsáveis pelos espaços verdes da cidade. Graças à mobilização da chocada opinião pública e aos esforços de um grupo de activistas foi possível salvar meia dúzia das árvores que iriam ser abatidas por estarem 'podres' e colocarem em perigo vidas e bens. Passados 6 anos essas árvores que foram salvas in extremis continuam de boa saúde e não causaram, até agora, qualquer vítima ou dano material.

Apesar da tutela dos espaços verdes pela CML não nos ter deixado gratas recordações no modo como procedeu ao longo destes anos, achamos que se foi de mal a pior quando a CML entregou essa tarefa às Juntas de Freguesia (JF). As JF não só não tem experiência em matéria de preservação do património vegetal como se apresentam mais susceptíveis às pressões de cidadãos e de interesses menos recomendáveis no sentido de, sem razões bem fundamentadas, procederem ao abate e a podas radicais do arvoredo sob sua tutela a título de salvaguarda de vidas e bens.

O Património arbóreo da cidade - árvores de alinhamento, jardins e outros espaços verdes - é, sem dúvida alguma, estruturante e como tal deveria ser gerido por uma entidade única e devidamente qualificada.  Não foi essa a opção da CML ao endossar essa competência às JF,

Pensamos que, sem ferir a autonomia recém conferida às JF nesta matéria, deverá ser instituído um manual das boas práticas no que concerne à política do arvoredo de arruamentos e jardins, entregues à tutela das JF, contratualizando, no mais breve espaço de tempo possível, a implementação desse manual entre a CML e as JF.

Desse modo, sendo também esse manual público e devidamente divulgado e publicitado, terão as JF um importante instrumento técnico ao seu dispor e os cidadãos poderão, baseados nesse manual de boas práticas, avaliar e julgar dos correctos procedimentos seguidos pelas JF, exigindo o seu cumprimento sempre que o mesmo seja violado.




terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Árvores abatidas e não substituídas.

Desde a desastrada intervenção no jardim que se tem assistido a uma contínua degradação do coberto árboreo do jardim. Seja por factores alheios à directa responsabilidade da tutela, como o caso da praga do escaravelho das palmeiras, seja como consequência da "requalificação",  o jardim e a área contígua a poente perderam, já após a intervenção, 16 árvores. Além dessas 16 árvores abatidas tem-se verificado danos irreversíveis noutras, como o caso da Araucaria e das Figueiras, árvores classificadas. Também as várias tentativas de fazer vingar dois liquidambares plantados junto à entrada para o reservatório da Patriarcal, não tem surtido efeito tendo os últimos dois aí plantados sido cortados.
Para quando a reposição de todas estas árvores que tanta falta fazem ao Jardim? Esperamos que as repetidas promessas de reposição de todas as árvores abatidas se concretizem em breve.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mais duas palmeiras abatidas.


Além das três icónicas palmeiras que existiam na zona Norte da praça
e que agora apresenta este desolador aspecto
existiam mais duas palmeiras, da mesma espécie*, no interior do jardim:
 Locais onde se encontravam as palmeiras agora abatidas.

Uma das palmeiras era esta, documentada nesta imagem do Google Street View:

 E a outra esta, que na época da fotografia já dava sinais de morte iminente:

 Claro, a culpa é do escaravelho. Mas quem sabia da existência da praga anos antes da sua chegada a Lisboa, nada atempadamente fez para prevenir o desastre. E quando fez, foi tarde.
O resultado só podia ter sido este:

E este loendro, afastado ainda alguns metros da palmeira, acabou por sofrer as consequências do abate, menos cuidado, da mesma:



* Palmeira-das-canárias

Árvores inclinadas não são permitidas.

Esta vereação dos espaços verdes está decidida a abater todas as árvores que apresentem alguma inclinação. E com razão. É que nunca se sabe e um dia podem cair na cabeça de alguém. Mesmo que já tenham crescido assim -por culpa de quem lhes devia ter proporcionado um tutor- e tenham já décadas de vida nessa posição, resistido a temporais e vendavais que abateram outras bem mais direitas, não importa. São para abater e não se fala mais nisso.

É o que aconteceu a esta pobre Robínia:
 Foto de 2009, onde ainda se vêem as placas ajardinadas entretanto eliminadas.
 Foto de 2014, já sem os canteiros ajardinados e com o resto do tronco de uma das três palmeiras, entretanto retirado.

fotos do Google Street View

Aqui habitou décadas a Robínia que cresceu inclinada.